Follow by Email

sexta-feira, 8 de junho de 2018

Autoamor

 
Falamos muito em salvar a Humanidade, em mover o mundo para um melhor estado, mas a maioria de nós tem serias restrições ao Ser Humano, está decepcionado com ele. Mas esquecemos que nós somos humanos, e só estamos projetando fora aquilo que nós fere dentro.
Não temos a capacidade de amar a humanidade, porque rejeitamos a humanidade em nós, nós recusamos a perceber que estamos neste planeta exatamente para realizar esta experiência- a de ser humano, um ser que nasce para aprender de tudo, pela lei de Gaia, pela tentativa e erro, até que no momento que aprendemos a fazer algo, possamos passar para a próxima lição, então o engano faz parte do jogo, e não existe pecado em errar ( mas persistir é burrice), em não sermos perfeitos, em demorarmos para desenvolver certas habilidades, termos medo de encarar nossos sentimentos, pois a maioria ainda não foi educado, ainda estando no patamar primitivo do animal....
Mas queremos nos comparar a Deus, sermos perfeitos, sábios, guias dos outros ( se nem vemos nosso próprio caminho com clareza), queremos mudar o mundo, pois ele não se ajusta a imagem de Humanidade que desejamos...
Porém não queremos encarar nossa própria humanidade, e desenvolver em nós a habilidade de se aperfeiçoar, de melhorar um pouco a cada dia, educarmos nossas emoções primitivas até a verdadeira fraternidade que gera a liberdade....
Que tal começarmos a amar Primeiro a Humanidade em nós, aceitarmos que ainda somos um barro mole, que nosso Espirito esta moldando, e nós permitirmos sermos moldados pelo Ego Verdadeiro, filho amado da Alma- amor e do pai- atitude, pois este é o único capaz de curar nossa criança ferida interna, seu irmão mais novo e inexperiente...
Somente no dia que tivermos curado nossa visão a respeito de nós mesmos, passarmos a amar o Humano em nós, na sua experiência de criança saudável descobrindo a aventura da vida, poderemos amar e curar o mundo externo.
Você é capaz de aceitar e amar o Humano em você????
Disto não podemos fugir - o sermos humanos, enquanto tivermos neste planeta....

quarta-feira, 6 de junho de 2018

Busca na Espiritualidade


Buscamos nossa liberdade, e para isto nos movemos da extrema dependência do bebe, para uma cada vez maior independência do adulto, com sabedoria, confiança e plenitude.

Mas tendemos a cair na polarização, e buscar a independência de forma radical, como se fosse vergonhoso ter coisas das quais precisamos de alguém, como se fosse possível, neste mundo de infinitas possibilidades termos maestria em tudo. Nunca a teremos, porque a necessidade tem a função positiva de nos fazer buscar relações, o que não significa relacionamentos. Na relação, existe o caminho de dupla troca, equânime, enquanto na maioria das relações, existe um doador e um receptor compulsivos, e um desequilíbrio de fluxo, um dá mais que recebe, onde um dá o seu melhor recebe em troca o pior do outro, e tem que suportar em nome da conservação da relação, pois depende do outro para preencher alguma carência. Para quem busca o despertar de si mesmo, a busca da liberdade não deve passar por esta pretensão de não depender de ninguém, mas o equilíbrio da relação, onde damos nosso melhor ao outro e recebemos dele seu melhor, um complementando a fragilidade daquele com quem mantém uma relação. Equilíbrio força-fragilidade, ambos se apoiando, caminhando lado a lado, onde nenhum é fardo para o outro. Então o caminho, não é da dependência da criatura para a independência arrogante, pretenciosa, onde temos os 2 aspectos em nós, e um submete ao outro alternadamente, gerando uma bipolaridade pendular, que em estados avançados pode se tornar um transtorno obsessivo compulsivo, ou depressivo-eufórico.

A cada dia, podemos buscar para nos tornarmos mais livres, estarmos lúcidos, de cada atitude nossa, de sua motivação mais profunda, do que sentimos ao realiza-la e ao obter as consequências decorrentes, se o prazer nasce de uma vingança, de submeter ao outro, de forma egoica, ou vem, do centro do peito, que se expande e fica feliz, nutrido, em bem-estar.

A Busca diária não é por informações, por domínio do meio externo, pois só existe a ilusão de segurança no controlar tudo e a todos, e se alguma coisa sai do esperado, gera raiva, insegurança, indignação, ou seja, negativa o que sente.

A busca é de:

Autoconsciência (se conhecer nos mínimos detalhes, e o porquê atrás de cada pensar, sentir, etc.)

Autossuficiência (se aceitar e se amar assim como se é, ser suficiente a si mesmo, curando assim a carência do preenchimento pelo mundo externo, que joga as pessoas em relacionamentos destrutivos, buscando substitutos que lhe deem algo que sua criança ferida interior, não lhes foi suprida na formação do ego, ou seja parar de projetar suas necessidades como responsabilidades, alheias, e assumir estratégias de comportamento para obter o suprimento de algo que não nos damos internamento.)

Auto sustentabilidade (ser capaz de administrar o que produz bem, e realizar trocas com o meio exterior, para se sustentar, não só no aspecto econômico, mas principalmente no emocional, sustentando as escolhas, feitas de forma cada vez mais lucidas, sem se punir, culpar ou ressentir.

Autoestima Justa, e verdadeira (ou seja, ser humilde, se dar o exato valor, não se comparando com ninguém, nem se diminuindo perante alguém mais capaz em certa habilidade, nem menosprezando alguém que tenha dificuldade, onde temos facilidades, e pelo contrário, termos o prazer de ser útil, o prazer de sermos quem somos e deixar-nos fluir).

Auto coerência (agirmos de acordo com nossos valores, sendo leais a nós mesmos, e não plásticos conforme o ambiente, aceitando levar vantagem só porque existe corrupção, se corrompendo (novamente em todos os aspectos, não só o financeiro), pois agir diferentemente daquilo que pregamos, gera auto degeneração).

Autossatisfação (ser capaz de se sentir pleno, preenchido por uma ação sua, sem precisar de um retorno exterior, seja por reconhecimento, de valorização, de validação).

Auto positividade (capacidade de se manter positivo em qualquer situação, ter fé plena, que aconteça o que acontecer, nós daremos nosso melhor, e que se cairmos, levantaremos sem chorar, sem autopunição, sem desejar vingança, destruir e achar algum culpado pela nossa queda).

Auto resiliência (saber se dar sempre o melhor, e buscar desenvolver habilidades, aprendizados, mesmo quando o mundo parece cair a nossos pés, a realidade esteja desmoronando, termos a certeza que nós não desmoronaremos, e sairemos bem do desafio, mais fortes, mais capazes, hábeis, ou seja, na queda e na perda, sempre ganhamos algo de muito positivo).

Ou como pode se perceber, nosso foco deve estar em desenvolvermos aspectos positivantes dentro de nós, de modo lucido, e não egoico, e a cada dia amplificarmos em algo, em cada uma destas qualidades, levando-as de potenciais latentes, adormecidos à maestria, a habilidades despertas e funcionais...

O alquimista é uma pessoa capaz de observar a Natureza e aprender com ela, e a usa-la de forma funcional e positiva.

Pois aquele que não observa a si mesmo, não é o próprio objeto de observação, no seu labor-oratório interno, nunca será um bom observador da Natureza exterior, pois não sabe onde está, onde mora, e como mora, e sua percepção estará contaminada pela sua ignorância sobre si mesmo.

E quem não sabe onde mora, não saberá que caminho fazer que o conduza a seu destino.

Se as pessoas comuns só utilizam cerca de 3-5% de sua capacidade de forma consciente, ficando então 97-95% para a ação inconsciente, cabe ao alquimista, amplificar cada vez mais seu grau de auto consciência para bem gerenciar sua atuação no mundo tanto interior, como exterior,  já que o alquimista, como observador, residindo no Ser Eterno, não é nada ligado a uma identificação com forma, localização espaço-temporal, nem possui apegos, pois sabe que tudo que se observa vivendo é transitório e passageiro, e que ele só levará do que vive, esta consciência que ele trabalhou para amplificar durante a experiência como Luz Lentificada pela materialidade, para estudo e autodesenvolvimento. Nada exterior, será levado, nem mesmo o corpo, um único grão de areia, então nada disto tem valor, nem a coletânea de informações não transmutadas em vivencia própria que teimamos em crer que é sabedoria, mas está limitado ao corpo físico, não apropriadas pela Centelha Divina em nós, e desaparecerá com o mesmo....

Buscar controlar o mundo externo é ilusório, e cansativo, como um cão que corre atrás do rabo, se exaure, mas sem sair do lugar, e de repente cai cansado, sem forças para viver (depressão-euforia).

Amplificar o campo de Domínio de Potenciais (e não controle) consciênciais, nasce de dentro para fora, e não é algo que acontece como um milagre, uma graça divina, resultado da facilitação de alguém, mas do trabalho de auto-observação autogestão a cada momento presente, na Presença, ou seja, de autoconscientização.

 

Entrada no Templo


Ao se desejar ser recebido na antecâmara do templo, toda tradição iniciativa nós pede que sejamos despidos das coisas do mundo profano, tanto que em algumas em algumas, até o cabelo é cortado, para demonstrar o despir da vaidade, do orgulho e mesmo da identidade que até então acreditava ver refletida no espelho. Mas o que é despir-se?
As roupas são apenas um símbolo do se apresentar sem mascaras, sem o falso ego e todos seus pertences, as energias mal qualificadas decorrentes das ações mundanas.
Entre eles estão os pecados capitais e seus filhos, a negatividade no pensar e agir, as oitavas mais baixas de cada elemento representado pelo desafios do mapa natal, sobre os quais foi realizado um árduo trabalho de transmutação de cada partícula de chumbo toxico, cada entidade de veneno que existe em seu Ser, em material nobre como habilidades, capacitações, ou seja,  possamos nos apresentar a porta do templo despidos sem nenhum motivo de vergonha ou culpa, sem nenhum ressentimento ou desejo de vingança nos mantendo presos ao mundano.
O Templo ê espaço sagrado, onde habita a Divindade em nós, e neste espaço sagrado, nosso laboratório, nada que o profane deve entrar, e como nele nada haverá de profano, dele nada poderá sair algo que profane seu exterior. Isto significa o zelo ao ditado: Não é tanto o que entra em sua boca que deves cuidar, mas o que dela sai, pois se sai veneno, é porque o carregas consigo.
Mas como entrar no Templo, com o veneno na sua forma de pensar, sentir e agir, sem profanar o templo mais sagrado, o de Teu coração? Na tradição egípcia o morto se apresenta a Anúbis e Maat para ter seu coração pesado e se for mais pesado que a pena, retorna ao inferno do ciclo de Sansara, dos renascimentos. Mas se for mais leve que a pena, se torna livre.
Entrar no Templo é se apresentar à Verdade e a Justiça divina, despido de artimanhas, de enganos. O último véu a ser despido é a carga acumulada do caminhar mundano, nosso corpo encharcado de dor, profanado, ferido, chagas vivas decorrentes do atrito com as emoções, como orgulho ferido, magoas, rancores, frustações, fracassos, refeições, traições, ingratidão, não só recebidas como sentidas, voltadas a outros ou a mais danosa, voltada contra si mesmo.
Se apresentar despido de emoções mundanas e suas marcas que tanto nos envergonham, requer todo um processo de purificação interior.

Entregar nossas folhas, arrancadas, enquanto como plantas, sentimos a remoção de cada uma delas como agressões, nossos fragmentos de alma feridos, apartados de nós, cindidos pela maceração do atrito vivido em cada situação que causou danos, expondo nosso íntimo, à ação do espirito volatilizante, e recolhidas a um frasco, hermético, nossas dores, são, em noite de Lua cheia, entregues à ação telúrica magnética e purificadora, nossa nutriz e receptáculo para que entreguem sua experiência ao Espirito Terreno, entrando em putrefação e fermentação, e posteriormente se expondo a separação, do denso do sutil, à calcinação do que era grosseiro para dele obter o sal, que purificado nas demais operações alquímicas interiores que são os degraus de subida à portado Templo, reencontra com seu Espirito , e agora já purificado de todas impurezas decorrentes do viver mundano, pode ser reintegrado, para aquele que se apresente à porta, estando pronto a nela bater, e seja digno de se for aberta, pois mesma se abre de dentro para fora, de nossa Centelha Divina, nosso Alquimista Mestre Interior,  para receber seu discípulo, enviado ao Mundo para colher experiências, e para amadurecer enquanto Ser, provado quanto as suas intenções, pelas tentações mundanas, mas que se retornou a Porta do Templo e pede para ser recebido, já deixou para trás todas ilusões de ser poderoso para dominar ao mundo, demonstrando que o mundo não mais o tenta, e que seu pedido de retorno à Casa do Pai, é sincero, e está maduro para seguir o caminho, agora dentro do Templo, no contato com o mundo sagrado, tendo como facilitador e condutor, a centelha divina que agora passa a morar em seu peito, dele não mais se apartando.

O ego, ferramenta gerada para lidar com o mundo exterior, fica pendurado a porta, e a partir deste momento, só é vestida para se retornar ao mundo, pois descer a ele despido, não será bem aceito, e convém se portar como igual no mesmo, para passar discreto e silencioso pelo mundo, sendo reconhecido e recebido apenas por seus iguais, por almas...

Quem penetra o Templo, já purificada e Integra, é a Alma, que recebe instruções da centelha, e desta chega  as operações, tarefas que o Divino deseja que sejam executadas pela Alma, na Grande Obra Divina e como mensageira retorna ao mundo construindo esta obra, com o rosto coberto, anônimo, pois age sob o comando divino, e dos resultados destas ações não se vangloria, pois foi apenas canal, instrumento....apenas observa e aprende, catalisa processos, mas não é sua causa primeira, apesar de para os mundanos parecer que foi o causador, já se tornou imune a elogios e críticas,  o ego mundano não mais se infla.

Longa é a jornada para se apresentar a porta do templo, muitas são as distrações que desviam nosso olhar do mesmo, encarnações seguidas perdidas no mundo do sofrimento, até que exaustos, entendamos o quão vazio fica nosso peito com as glorias mundanas. Na polarização, quanto maior a exaltação do mundo, mais o vazio se torna escuro em nosso interior.

Mas quanto mais nós esvaziamos das coisas do mundo, mais iluminada se torna nossa alma, até que lá se digne a retornar para casa, como filha prodiga. Pois sim, é a alma, o anjo decaído, expulso do paraíso, que tanto se feriu, fragmentou, que decide subir aporta do Templo, pois ela tem lembranças do que é viver no mesmo, ser recebida pelo Olhar Divino e pedir-Lhe Sua Benção, e A Receber...

E para  alma, poder se apresentar a Porta do Templo, levando consigo seu corpo, sua Vontade enquanto encarnada, de abrir mão das glorias mundanas e passageiras, para se render a Gloria divina em si, se tornar a morada de Deus em Ação, de forma que transcende tempo-espaço-materialidade, ou seja, se libertar do ciclo se sofrimentos da vida sem alma, mesmo que opte para continuar reencarnada e reencarnando, para seu partir de agora, seu aprendizado se faça pelo amor inteligente, ou inteligência amorosa, e por ter se curado de toda dor mundana, se torna um remédio catalizador da cura do Mundo. Então se tornar portador da sabedoria da pedra filosofal, da luz, porque aprendeu a acender e sustentar a própria luz, não importa onde esteja....

Passa a estar no mundo, viver no mundo, mas não mais pertence o mundo, pois o transcendeu...não mais é afetado por ele, mas pode afeta-lo, como canal D’Ele.

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Elasticidade, Resiliencia, Deformação e Ruptura


Na engenharia, todos os materiais utilizados em construção são testados em sua resiliência, ou seja, sua capacidade de se manter íntegros e inalterados frente ao atrito e tensões a que será submetido.  Para tal se submete uma amostra do mesmo, ao teste de tração, onde se mede seu limite de elasticidade e o limite de ruptura, e o de deformação, que fica entre ode elasticidade e ruptura.

Se submete a amostra a várias tensões, por um período de tempo, e se solta, verificando sua capacidade de retorno a estrutura anterior, sem damos, e por quantas vezes, e obtemos sua resiliência naquela condições.

Chegamos até obter o início da deformação permanente, onde foi submetido a primeira vez a uma certa tensão, e mesmo que liberado, não retorna a estrutura anterior, havendo perda de sua integridade, danos, atinja seu ponto de fadiga, de stress.

E também determinamos até que ponto podemos conduzir a amostra até que ela rompa completamente.

Todo prédio depende na sua durabilidade de cada material usado em sua construção, de forma a não ultrapassar o limite de elasticidade, nem ser tão rígido que haja rompimento, por isto o uso de espaços para dilatação, ou seja, que a elasticidade possa ocorrer, sem causar danos a estrutura.

Assim é a vida, no dia a dia, temos atritos com o meio, que nos testam a capacidade de adaptação sem danos, nossa  capacidade elástica, a tensão dura um pequeno espaço- tempo, mas assim que acaba voltamos a nosso centro, sem danos.

E existem tensões que nem nos abalam, pois somos capazes de lidar com elas sem nos afetar, pois nos tornamos resilientes, quase que blindados, em geral, são eventos que há adquirimos uma boa capacidade de resposta, onde nos sentimos seguros e no domínio dos possíveis evento.

Isto dentro de empresas é chamado de competência profissional e extremamente procurado e valorizado.

Porém existem situações que nós expõe a tensões mento-emocionais acima do nosso limite de elasticidade : as enfrentamos e superamos, porém resultam em magoas, em desgastes mais ou menos permanentes, o stress e proximidade a burnout.

Podemos chamar o ponto de ruptura como burn out, ou onde algo de nós rompe, cinde de vez, onde perdemos integridade, e para nosso conjunto sobreviver, jogamos para debaixo do tapete, encapsulado, um trauma que gera um complexo neurótico, ou mesmo o expulsamos de nosso conjunto, para que o Todo sobreviva, da mesma forma que nosso sistema imunológico trabalha para nos manter vivos, apesar de haver algo nos atacando internamente.

Pois os traumas ocorridos que nos levam próximo ao ponto de deformação permanente ou mesmo burnout, são par nosso sistema de integridade da vida, algo a ser combatido, podendo gerar até doenças autoimunes, onde o corpo começa a se destruir.

Mesmo os suicídios e a sensação de que está é a única saída, em um momento de desespero, é como um material levado até o limite de ruptura.

A exposição a eventos que ultrapassam a capacidade do Ser em se manter integro e pleno são tão fortes, que mesmo que pontuais, podem causar o Burns out.

 

Mas o Ser Humano é uma máquina maravilhosa, existe algo dentro dele, que o ensina a desenvolver e ampliar a cada dia, a cada tensão, um novo limite de elasticidade, de resiliência, um pouco maior que o do dia anterior.

Ele tem o arbítrio de mudar sua POSTURA INTERIOR a cada momento e interferir positivamente ou negativamente, de forma que se torna mais resistente às tensões que a vida lhe oferece, e coisas quem um dia lhe eram quase sobre-humanos, aprende a lidar aponto de se tornarem confortáveis, e naturais.

A criança cresce aprendendo a vencer os próprios limites orgânicos, do bebe totalmente dependente, até fazer tudo por si mesmo, adquirindo maestria, ou ao menos domínio motor, capacitando seu cérebro reptiliano a manutenção de uma boa vida, autônomo à vontade da persona, pois é responsável a sobrevivência, então não permite que se pare de respirar, mas um nadador mantem por mais tempo sua apneia que uma pessoa comum, pois alterou seu limite de elasticidade pulmonar.

Da mesma forma, aprende a lidar com suas emoções, e como obter do meio o suprimento de suas necessidades, se tornando a cada dia mais apto a sobrevivência e centrado, menos afeito a desequilíbrios emocionais ( desenvolvimento e capacitação do cérebro límbico).

E aprende a lidar com seus processos  mentais concretos e abstratos, com sua mente capaz de imaginação sem nenhum ancoramento na realidade, em eventos, o que nos gera stress e burnout frutos do  imaginário e não do dia a dia. E uma mente descontrolada causa reflexos no cérebro límbico, que por sua vez, joga seu stress para ação do cérebro reptiliano, que precisa de algum jeito, parar o funcionamento enlouquecido do neocortex.

Mudar o foco da atividade mental é uma das formas... surge em nossa vida, um prioridade que faz com que a mente sossegue, em geral uma doença, que tenta enraizar a mente na realidade.

Somos tal como uma corda de violão, se afinada, pode ser tocada por muito tempo, porém se mantida em forte pressão, ela terá sua vida útil reduzida, e produzira sons de harmônicos, fora do tom da música, e se muito tensionada, poderá romper nos primeiros toques. Mas frouxa demais não produz música, as vezes nem emite notas, de tão baba, sem tensão.

Vivermos com uma Postura Mental e Emocional de DOMINIO e não de Controle, dentro de nosso limite de elasticidade confortável, onde os corpos são capazes de se regenerarem completamente, e expandi-los dia a dia, amplificando nossa CAPACIDADE de resiliência, de forma a não nos expormos a situações que nos causem deformação permanente e danosa, que nos impede até mesmo de termos o desempenho que anteriormente estava em nosso campo de elasticidade, que nos fragiliza, a ponto de sucumbirmos a qualquer olhar torto, e pode nos levar à ruptura, ou total, ou à perda de um fragmento de alma, que carrega consigo algum dom e/ou talento , nos fragmentando, mesmo que este permaneça em nós encapsulado, como vinculado à um trauma que envolve um fragmento de nossa centelha vitalizante.

E no aspecto geral, estes núcleos coagulados de centelha envoltas de conteúdos traumáticos graves, ou de uma simples magoa douradora, um ressentimento,  tendem a ser atrair e reunir, como o mercúrio metálico liquido faz, e formar um corpo de dor, que quanto maior, menor será nossa capacidade elástica e de resiliência e maior a probabilidade que um evento simples nos gera uma deformação ou ruptura definitiva, ou seja, aumenta nossa vulnerabilidade.

Aqueles que se declaram invulneráveis, blindados ao atrito da vida, negando serem afetados pelo dia a dia ,vivem uma ilusão, uma idealização, que não cabe a espécie humana, pois Ser Humano é se tornar sensível e empático, a e aos poucos ir integrando-o até o momento que já não mais exista, onde a capacidade elástica e de resiliência acumulada se torne tal, que pouca coisa o abale realmente, pois já desenvolveu maestria com os eventos que anteriormente eram traumáticos- já possui respostas na sua lucidez, que o permite lidar com eles sem perder seu centramento e lucidez.

 E somente o ser que confia na sua capacidade elástica de se expor e não cindir nem romper, tem a coragem e ousa encarar suas fragilidades e ainda mais não se envergonha delas.

Mas a técnica de mudar a crença de ser totalmente vulnerável, viver à mercê do atrito do mundo, sem nada fazer, declarando dentro de si, ensinando seu lado sombra que deve se tornar cada vez menos vulnerável, é altamente eficaz, pois quebra condicionamentos da nossa subpersonalidade vítima, frágil, que precisa de alguém que a proteja, alimentando nossa subpersonalidade forte, capaz, maduro, resiliente, trazendo um ponto de equilíbrio entre ambas, as reintegrando – forte, porém terno, decidido, capaz mas empático.

O domínio nunca é obtido negando um aspecto, e o deixando primitivo, latente, mas sim o desenvolvendo e o tornando funcional, de forma a estar disponível sempre que necessário.

Como o amigo Inácio de Loyola defini bem : “Sou um Serenão – mas isto não significa que sempre sou sereno, calmo, mas que sei dosar exatamente a melhor forma, da melhor maneira e intensidade, no momento correto, a energia que vou dispor par obter um objetivo determinado. E Se precisa para tal, ser intenso, agressivo, o farei, desde eu resulte no Bem”, cause uma quebra de estado hipnologico, rompa com uma ilusão, que cause dor pela visita da Verdade.

Na alquimia da Consciência trabalhamos para elevarmos através do desenvolver da capacidade ( por isto é chamada de capacitação) de a cada dia nos tornarmos mais adaptáveis, ou seja, elásticos, onde podemos ser exigidos sem deformação permanente, e respeitando nosso corpo no seu período de regeneração de uma deformação temporária,  e pelo autoconhecimento conhecermos nossas fragilidades, nossos possíveis pontos de ruptura, de cisão, para que como a água, tenhamos a sabedoria de desviar do obstáculo, buscando caminhos onde o desgaste energético e vibracional se reduzam ao máximo, permitindo que evoluamos, sem nos deformarmos....e se o fizermos, saibamos reverter o desgaste até volta a uma estrutura vibracional mais adequada ao nosso atual momentum evolutivo.

O equilíbrio dinâmico e equânime entre agua e terra: fluidez, e rigidez; doçura terna e força poderosa...na dosagem correta pode se tornar terra fértil; se muita agua emocional, um pântano em putrefação, se muita terra seca,  dura ou arenosa árida, nenhuma semente nela cresce, tal como no deserto. Se muito sol, queima o brotinho frágil, se ar muito gelado ou escasso,  nada se expande.

Uma planta para prosperar  precisa de um meio adequado, umidade, luz, ar e solo mais propícios...muitas vezes as semente, o broto não cresce porque o meio onde ele está não o favorece, e ai, ele tende a fazer o possível para sobreviver, ou seja, não se romper.  Neste caso não é culpa da semente não brotar, e sim porque não providenciamos para ela o meio necessário.

E será que nossas sementes,  nossos dons e talentos, encontram em nós o ambiente adequado para que elas se desenvolvam e nos enriqueçam, nos dando mais capacidade elástica e de regeneração, de sermos mais adaptáveis e fluídicos ao meio onde a vida em nós se manifesta?

quinta-feira, 19 de abril de 2018

Passado


Quantas vezes o passado teima em bater em nossa porta?

É um amigo de infância, um colega de escola ou de trabalho, relacionamentos perdidos na névoa do tempo. Como se o passado voltasse a bater na nossa porta, para algum ajuste ou apenas o deixarmos passar.  O passado que não aceita que o deixemos passar, pois seria sublimado, perderia solidez.

Há um ditado: "Não me pergunte do meu passado, não moro mais lá."

Ou " Um mesmo rio não passa duas vezes debaixo da mesma ponte".

E no rio da vida, hoje não somos a mesma pessoa que viveu o dia de ontem, nem o dia é igual ao que já foi.  Só na nossa ilusão mental, em nosso apego à identidade e estória, existe uma continuidade de passado, presente e futuro, onde o passado está nos assombrando se nossas costas e o futuro imerso em névoas a frente, ou como na tradição inca, o futuro está onde não vemos, às costas e o passado já vivido à frente, determinando nosso caminhar.

Mas o rio do tempo passa por nós e não nós passamos por ele.

Se não somos os mesmos que viveram certas situações, todo o sentir daquele momento também não nos pertence. Pertence aquele que vivenciou a mesma e a viu daquela ótica. Não fomos nós...

Então qual o sentido de se manter aprisionado naquela imensa dor, se não fomos nós que a vivenciamos? Foi quem éramos, que já morreu e está enterrado no túmulo do tempo...e teimamos estar de luto pelo que foi...e que nem sabemos se foi mesmo daquele jeito.

Vamos acumulando feridas emocionais que não só não saram, como entram em putrefação, gangrenam nosso corpo emocional. Para não adoecer o corpo físico, toda está carga emocional é encapsulada e mantida isolada dos demais corpos.

Podemos lidar com esta coagulação como uma entidade (energia que obedece um comando) de dor e esvaziar sua opressão, ou optar por remove-la, como se faz com um apêndice não fundamental.

E compreender que quem viveu aquela dor não foi quem somos hoje, permite fazer ambas técnicas...esvaziar e remoção...

Podemos manter a estória, o aprendizado, mas não precisamos reter o conteúdo emocional que é magnético e atrai a repetição das situações e /ou adoece o corpo físico, que dá a vazão ao físico da sobrecarga emocional.

Se não somos que viveu esta estória, podemos abdicar da sua herança e suas marcas...o dia de ontem foi do um filme ao qual me identifiquei...acabou, desligo e esqueço...sem dar importância...

O ontem não me define…nem o futuro...eles são conceitos e não são reais...

O que penso que sou, não me define, é só um modo de observar entre infinitas possibilidades. Se mudar como olho, tudo muda.

Sou apenas Aquele que observa o observador se observando a viver algo...

Sem nenhum apego…sem tempo...sem espaço...só uma consciência observando a vida se revelando.

E o que sou hoje e o que estou sentindo agora, pode se volatilizar daqui a segundos, se assim eu discernir....

Portanto o passado, bom ou ruim, não tem força sobre mim, a menos que eu lhe vivificar com meu apego ou luto...é apenas uma estória, um filme, um romance, que o rio do tempo levou e entregou para o oceano...ou para as nuvens....

O importante é que a dor emocional não permaneça em nós...que deixemos este rio as purificar...

Gratidão ao Rio do Tempo que nos obriga a fluir e não ficarmos apegados as margens situacionais...é só se soltar das margens e se deixar levar ao oceano, que é nosso Ser, aquele que observa tudo, do além tempo-espaço-materialidade.

Chegada do Rio( Vida) ao Mar ( Self)


Quando o rio, chega ao oceano, antes de penetrar nele, existe uma pausa, pois o mangue é um berçário de vida.

Assim é em certos fins de ciclo, na nossa vida, não precisamos ir apressados se fundir com o mar.

Podemos olhar o caminho que percorremos com o olhar da água que SOUBE contornar todos os obstáculos e apesar de tudo, continuou a fluírem frente.
Houveram quedas, caindo sobre rochas, verdadeiros abismos, houve a necessidade de perfurar a terra formando cânions, de penetrar ao escuro do solo, e formar cavernas para superar montanhas, de formar aquíferos subterrâneos, de agua pura, as vezes evaporar e se tornar nuvens, para voltar a outro ponto do rio, ou a outro rio...mas seu destino quase que final, é o profundo oceano, que nos absorve, mesmo que depois dele evaporemos e recomecemos o caminhar.
O oceano é o Todo, nele não nos fundirmos, conhecemos o Todo e a Tudo, sem separação, por empatia,  mas NUNCA deixamos de ser quem somos...a molécula de agua continua a ser água, independe da forma assumida.
Mas enquanto observamos o oceano, nutrimos a vida do mangue,  podemos observar quantas portas encontramos, olhamos, mas pela energia densa, não penetramos e ficamos aprisionados....estivemos expostos a crueldade do mundo, à maldade, ao vícios, a promiscuidade, a corrupção ativa e passiva, a luxuria, a soberba ( pecados capitais e seus filhos), mas algo em nós preferiu manter a integridade e valores, o amor à vida e à liberdade e integridade da alma.
Vimos e usamos nossa CAPACIDADE de ESCOLHA, que antecede o arbítrio, e optamos por não penetrar nos mundos sombrios.

Porém, houveram outras portas luminosas, que exploramos em parte, mas nossa VONTADE defluir, nos levou em frente, mas deixamos estas portas abertas, para um dia voltarmos e revisitar....assim como em viagens, quando o local nos agrada, e temos pouco tempo e recursos para nele permanecer, voltamos sempre que é possível. Fizemos cursos, aprendemos técnicas, mas não nos aprofundamos...na época, não deu, não importa o porquê...
Pode ser a hora, enquanto aguardamos o momentum de se fundir ao oceano, e deixar o rio da vida, voltar a revisitar estas ferramentas, aprofundarmos nelas, e nos nutrimos delas...não é porque passaram, que não podemos retornar...na primeira visita, olhamos superficialmente, e pouco benefício obtemos, depois podemos observar melhor os detalhes, as cores e possibilidades, podemos nos deliciar, já não tão ansiosos de ver tudo pois é novidade, parar e sentir....
Mas deixar de lado o orgulho de quem já teve o suficiente daquilo, e precisa de outra novidade.
Porém nem sabemos tudo que aquela ferramenta pode nos dar....coletores ou caçadores? Se já colhido, ou caçado, perdemos o interesse...sempre querendo o novo...e quantas riquezas desprezamos pelo caminho...
Na pedra bruta, suja, pode se esconder, se lapidada um belo diamante, com aspecto de carvão, basta lavar e se dedicar a ela.
Quantos talentos desperdiçamos, pela ânsia de chegar logo ao destino, que perdemos a beleza do caminho.
Mas podemos ESCOLHER retomar algo, agora mais maduros, e absorver outras oitavas...
E se a porta, o quarto que visita agora, é denso, te faz infeliz, pode sair pela porta e penetrar em outra,,,
Não seja como a mosca aprisionado na teia de aranha, se desapegue, antes que a morte venha te devorar a vitalidade, o ânimo. A Morte =  AMor-a ti.
Se ocupar bem, ao esperar que o futuro se revele...
Que estância BOA, que te faz BEM, que você vai revisitar, e colocar um novo olhar ?
Que ferramenta que caiu no esquecimento, que vale apena resgatar, antes da partida ?
Quais elevam a sua vibração,  e desta vez sem pensar tanto na aplicação para o outro, mas na sua própria vida.
Pois na hora que o rio chega próximo ao mar, precisa de todo quantum energético que puder obter PARA SI MESMO, para finalizar sua jornada.
Mas quais as desculpas que você ainda conserva, para fugir de encarar este momento de se tornar tintura?
Nunca volte para uma porta, apenas para atrasar-se ao encontro, que é fatal...
Pois o Ego atual não gerencia sobre este momentum, você é apenas 10%, a mão que faz...
Mas quem é 90% de você é seu inconsciente, seu Espirito Invisível, o SELF ,teu corpo....
A mão só vai onde o corpo a leva, só age, se receber um impulso de vontade e tiver energia para tal.
E tiver desenvolvido, junto com o corpo( Espirito) , a capacidade de realizar a atitude.
O Rio só arbitra pelo seu caminho, na escolha de como caminhar, mas se dirigir ao oceano, é determinado pela geografia.
Afinal, no olhar aéreo, o rio está parado, resistindo ao movimento da Terra, que gira velozmente.
É hora de parar de resistir ao mover evolutivo da Terra, e sim se alinhar, se somar a ele...
O oceano parece parado, infinito, porque se move com a Terra. Assim é o Céu ,parece parado ,mas segue a Terra, pelo Cosmos, e nos garante à Vida.
Levar para o oceano, o que ?
Nesta parada, no mangue, depuramos os resíduos da jornada, alimentando as plantas, os animais....
Nos tornando agua limpa, pura, para não contaminar o oceano.
Na nossa parada antes de fundir-nos a nosso espirito, o que levamos a ele?
Toda nossa sujeira emocional, que recolhemos na jornada, as magoas, o ódio, as frustações, o desvalor?
Ou levaremos uma mente lucida, uma alma purificada, valiosa, que desenvolveu muitas habilidades, talentos, dons?
A vida é como uma fogueira, inicia lenta, as chamas sobem, iluminam, aquecem e encantam...mas chega uma hora, que as brasas já consumiram a madeira, e as chamas diminuem, a transmutação gera cinzas...o que é importante se torna  energia que voa em fagulhas aos céus, ao Espirito.
Novamente temos o preparo, a limpeza, para só penetrar no oceano, ou subir aos céus, como um Ser integro e puro. Digno e valioso.
Na porta do Céu, encontra- se nossa Centelha, a qual despidos, nós apresentamos...se íntegros e puros, nos permite a entrada...mas se carrega ainda carga, nós manda voltar, e desapegar da mesma...reencarnamos...
Não é o que fizemos enquanto no mundo, é como nos apresentamos à NOSSA porta...
O coração tão leve quanto uma pluma, diziam os egípcios, quando recitavam as negativas ao código de chumbo adquirido na vida...
Você se apresenta ao oceano, como um rio luminoso ou toxico?
Lave suas feridas, as cicatrize, e siga adiante, resiliente....

Síndrome Abstinência da Alma


Não só de vícios que sofremos da abstinência e todos sintomas dela.

O luto traz em si a abstinência daquela pessoa que partiu de nossa vida, da perda de um emprego e de  relações é o efeito da falta e abstinência da importância que ocupava em nosso espaço.
Passa da mesma forma, pelas 5 fases da naturais da doença: negação, revolta, negociação, até aceitarmos encarar esta dor e trata-la, e sua superação, a transcendência.
No início, o vazio, a magoa, sensação de abandono e/ou rejeição de um lado e de outro a culpa pelo que fizemos ou deixamos de fazer.

É uma falta inclusive orgânica, movimenta hormônios, conteúdos, e parece que o não acesso é insuportável, precisamos ao menos mais uma dose daquilo.
Neste momento o acolhimento daqueles que amamos nos ajuda a superar a noite negra da alma, que chora dolorida pela ausência daquilo que lhe era essencial, lhe dava proposito na vida. Na dor, mais uma dose, mesmo que nos faça mal alongo prazo, gera alivio ao vazio no peito...

A saudade inicia-se pela sensação de culpa, remorso, perda, abstinência, e aos poucos, transmuta-se em saudade da consciência de que valeu a pena viver isto, enquanto durou.
Ao invés da saudade do proximidade, se descobre que do vazio escuro, surge iluminada a presença vivida no nosso coração, daquilo que sofríamos da abstinência, e descobrimos: aquilo vive para sempre dentro de nós e não mais sofreremos sua falta.
Aquela pessoa ou vivência faz parte de nós, daquilo que nos tornamos pelas trocas efetuados, já sem julgamento se foi bom ou ruim, dos altos e baixos, mas  a permanência do amor incondicional: a alma ama e  se amou, não deixa de amar...

Transmutar a relação viciosa com o condicionamento, da necessidade daquilo, tóxico como chumbo em presença nobre dourada que nos preenche de plenitude: que bom ter vivido esta relação, mesmo que em momentos tenha ferido...melhor do que não a ter vivido e se relacionado. Sem esta vivência nossa vida não teria sido tão valiosa, colorida, ficaria mais vazia.

Melhor lidar com a abstinência, com o luto, do que não ter vivido intensamente.
Ser Humano é aprender a lidar com as emoções, das mais primitivas, instintivas, compulsivas, e educa-las aos mais nobres sentimentos, adquirindo a maestria, dominando-se, ao invés de apenas controlar e estagnar esta bioenergética, que nos adoece ainda mais; e isto inclui a fase  aguda e crônica de abstinência, mesmo que o intervalo entre relações pessoais, de trabalhos, da perda daquilo que nos dava proposito para continuarmos a termos a força e coragem de sair da cama de manhã, de casa por amor à vida, dar mais um próximo passo.
Pois é no amor incondicional à nossa vida que nos conduz da noite negra do luto e abstinência para uma nova vivência prazerosa. Pois viver vale a pena, e nossos apegos ao passado, consome muita energia, nos paralisando. E ninguém gosta de sentir estagnado, precisamos do movimento do seguir em frente.

Só por hoje, resistirei ...por amor a mim mesmo, mais um passo adiante ...

Até que nossa vida ganha outro sentido, o da presença e gratidão iluminando nossa alma.
Pois a alma também sofre de abstinência, não só o corpo; mas a alma sabe nos guiar para a cura.