Follow by Email

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Fatos- desafios ou problemas?


Na vida, os fatos nos buscam a cada momento, agradáveis ou não, pois a vida só se realiza no movimento. Então nem a opção de ficarmos parados temos, pois eles nos buscarão, batendo a porta, e entrando mesmo que não desejemos recebê-los.
Cada fato em si, é apenas uma situação determinada, colocada em nosso caminho com uma função positiva. O que altera perante o fato, é a atitude pelo qual ele é observado. Ou seja, o observador tem impacto no fato, modificando-o.
Como observadores, temos varias opções de como reagir perante o fato, algumas melhores que outras, e o fato então se transforma em um problema, desafio ou mesmo uma solução... tudo depende da ótica do observador.
Se encararmos os fatos como pedras no caminho, problemas, e só ficarmos focados nelas, se transformarão em montanhas que nós impedem de prosseguir, pois nos sentimos impotentes perante eles, e ficamos incomodados com ele, não com o problema em si, mas no fundo com a nossa própria sensação de desagrado, que traz ao consciente percepções que nós negamos a perceber que existem em nós- como os pequenos obstáculos afetam a nossa necessidade de estar com a mente no controle de tudo, e o sintoma disto é quando vemos as situações como nunca estando de acordo com o que desejávamos que estivesse, pois duas pessoas nunca realizarão a mesma tarefa da mesma forma.
E o que nos incomoda é a percepção de que temos dificuldade de nos adaptar a uma situação que não é ideal, como desejada, mas é real, da qual não podemos fugir de lidar.
Quando desejamos um caminho sem pedras, estamos buscando uma trilha ideal, e sempre determinamos para nos encontrarmos a desilusão, pois a realidade nunca é como desejaríamos, pois ela se manifesta de acordo com nossa necessidade de aprendizado.
Mas também podemos optar como observadores do nosso próprio caminho, olhar para as pedras, aceitando sua existência, e a necessidade de lidarmos com elas, mas sem perder o olhar sobre todo o caminho, e decidir como usaremos estas pedras, se para embelezar-lo. Podemos utilizá-los para criar uma barreira lateral no caminho, limitando a possibilidade da invasão de ervas daninhas, do caos do mundo sobre nosso caminhar, como de apoio a proteção das flores que plantamos, como delimitadores de belos lagos, onde colocamos os peixes simbolizando nossas vitorias, usando cada problema para enriquecer nossa vida, criando com eles, na nossa mente um belo jardim simbólico, que nos acalma toda vez que o observamos, pois cada pedra colocada lá é uma oportunidade de crescimento, um impulso...
Então os problemas de nossa vida, ao invés de enfeiar, se tornam belas molduras ao quadro novo que pintamos todos os dias. E quando formos capazes de nos adequar as dificuldades postas em nosso caminho, de forma positiva, mais bela será nossa conquista, pois seremos capazes de ver a beleza sempre, mesmo quando aparentemente o quadro chega a nós com cores cinzentas, acionando conteúdos negativos. Pois o negativo só nos atingirá, se estivermos vibrando nele, se for nosso foco como microcosmos. Mas se nosso foco esta na positividade, em sermos felizes apesar do caos externo que busca nos afetar, a negatividade perderá o poder sobre nós, pois seremos capazes de olhar para além do quadro cinzento, para a beleza da parede, da casa, do macrocosmo.
Afinal, como podemos sofrer as pedras do caminho, quando nosso olhar se perde com a infinitude do Universo? Com o ceu estrelado, com o luar, a natureza em sua infinita diversidade?
E como queremos controlar as pequenas pedras, se percebemos que ha alguém muito mais sábio que nós, capaz de criar um universo perfeito, como se ele não soubesse por que ele colocou cada pedra nos mesmo, para nos desafiar? Será que a vida teria valor sem o desafio dos problemas, contratempos, se ela fosse da forma que a idealizamos, ao invés de ser real...

domingo, 24 de abril de 2011

Reflexão de Pascoa

Na Páscoa comemora-se na figura de Jesus a redenção de todos os pecados do Ser, a transmutação da dor em renascimento.
Jesus foi um grande iniciado dos mistérios e um mestre que demonstrou o caminho, para que pudéssemos segui-lo.
Mas se ate ele necessitou passar pelo fenômeno da morte, ser sepultado, descer as profundezas do inferno, apelou para que toda sua força e capacidades do seu estado de Ser espiritual para enfrentar a dor, e obteve a vitoria sobre si mesmo, sobre sua parte física.
Ao iniciar sua missão, foi ao deserto, e mesmo no enfraquecimento do corpo físico pelo jejum e clima, que era preparado para outro momento, enfrentou os demônios, na figura de Lúcifer.
Enfrentou mais uma vez a maldade, a ira, as próprias dores psicoemocionais e apenas pelo conhecimento em seu próprio conhecimento invisível, pela sua fé na pureza interna, que transcende a própria dualidade humana, entre bem e mal.
Eis o verdadeiro conflito do guerreiro, entre o consciente, de inconsciente que geram tensões magnéticas que repercutem em cada átomo do nosso ser. Apenas na transcendência, na Assumpção de nossa parte supra consciente, estas tensões deixarão de existir, de conflitantes se tornando harmônicas.
E apenas naqueles que estas tensões entram em equilíbrio, que vence ao aceitar as próprias fraquezas, o desprezo por si mesmo manifesto por uma sensação de inadequação, das duvidas, dos medos, e renasce como um novo ser, onde trabalham em conjunto, consciente, inconsciente e supra consciente.
Neste estado de harmonia, os demônios dos enganos do passado, sobem pela via cruxis do amor divino, se depurando pela compreensão, e aos descerem da cruz, o corpo perde suas tensões carmicas deletérias, e é permitido ao espírito renascer em matéria, tão pura quanto ele. E na ressurreição se inicia uma nova fase evolutiva, dirigida pelo amor, pela pureza, pela compreensão, pela organização, onde o passado e o próprio caos do meio perdem o poder sobre nós.
Se descer ao inferno, e confrontar, não no duelo, mas na redenção, as dualidades, medos, preocupações, que causam a fragmentação do ser, assim como os dogmas, desapegarmos de nossos paradigmas que nos limitam, nós tornamos livres para que na força do orixá Ogum, na sua benção, já mais ordenados e coerentes, iniciamos um novo caminho, dentro de nós irradia-se a fé, em nosso próprio espírito que se torna então manifesto.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

A Terra chora

CLIQUE NO LINK
http://sorisomail.com/email/12091/clip-censurado-nos-eua--mickael-jackson-.html



Esta musica não deve ser esquecida...
A Terra chora pelos seus filhos...
Seu sangue corre contaminado por suas veias...
E em um exercício hercúleo, ainda tenta sobreviver...
Não são apenas os índios os filhos da terra...
Somos todos filhos dela, e dela dependemos para sobreviver...
Assim como nossos irmãos plantas, animais, e até mesmo minerais...
Mas nossa mãe encontra-se adoecida...
Ela deseja gerar uma nova era, dando a seus filhos uma nova realidade, a do paraíso...
Mas nós humanos, ignorantes, na crença que sabemos o que é melhor para nós, a envenenamos...
Temos medo deste paraíso?
Não nós achamos merecedores?
Nossa crença na dor e no sofrimento, em carma negativo nós cega?
Estamos no útero da Mãe Terra, e tudo fazemos para não nascer para um reino onde o amor impera...
Mas a única coisa que obtemos nesta revolta é que ela nos aborte... mais uma vez....persistimos em não querer nascer...
Temos medo de nascer para nosso próprio Espírito...
Preferimos continuar como crianças, que precisam ser mimadas, cuidadas nos mínimos detalhes...
O crescer, o deixar a atitude de criança, e evoluir para o adulto, com maturidade e responsabilidade nos assombram...
Esquecemos que na maturidade se encontra nossa liberdade...
Focamos o negativo, o peso da responsabilidade por nós mesmos...
E desprezamos os recursos que recebemos para que esta responsabilidade se torne um prazer:
Nosso potencial espiritual, que se encontra desesperado para se realizar...

Até quando seremos bebes que se negam a nascer, crescer, e gerar um planeta melhor, nosso próprio paraíso?...
Até quando vamos dar aos outros a responsabilidade de nós realizar?E culpá-los pelas nossas incompetências?
Quando é que descobriremos que somos 100% responsáveis pelo mundo que habitamos?
Que ele é apenas o reflexo perceptível da nossa doença interna?
Que não é o mar do Japão que contamina o sangue do planeta...
São nossas crenças no negativo, na inadequação, nos modelos a nos formatar, e matar nossa essência, o verdadeiro mal,
Nas crenças da falta que nos levam a guerra, a querer reter tudo que é possível para nós próprios...
E tentando sufocar o crescimento de nosso irmão ao lado, agimos como veneno, pois ao tentar destruí-lo, destruímos a nós próprios...
Pois o irmão ao lado, só representa um potencial interno nosso que ainda não percebemos em nós...
Ao amarrarmos o caminho do amigo, amarramos o nosso...
O caos radioativo do outro lado do mundo, as florestas que são destruídas, a água e o ar contaminados, na realidade estão dentro de nós...
Vamos esperar o caos chegar a nossa porta, onde não poderemos mais adiar...
Ou vamos despertar agora e iniciarmos a jornada do guerreiro e nós trabalhar?
Vamos vencer nosso inimigo interno, nosso caos e desordem interiores?
Quem sabe, a gente se curando, possamos fazer do mundo externo, o paraíso que a Mãe Gaia tenta levar ao nascimento...

Frei Luiz Paulo Alcântara (através Ingrid) – 13/04/2011,9:00 hs em homenagem as crianças de realengo....

domingo, 10 de abril de 2011

O Cisne


Em nossa infancia, ouvimos a estória do Patinho Feio (C. Anderson), um pobre patinho rejeitado que se transforma em um cisne. Em nosso subconsciente fica a mensagem que mesmo os que aparentam serem feios, desajeitados, diferentes, podem ter qualidades escondidas esperando para serem reveladas. O objetivo da estória é plantar em nós a semente da aceitação da diversidade no mundo.
Mas o que não percebemos, é que podemos utilizar este conto para trabalharmos as nossas próprias diferenças, que geram internamente uma sensação de inadequação.
Assim como o patinho
Que luta com as dificuldades desde seu nascimento, onde a mãe pata ao ver sua demora em nascer, já o força a romper a casca, mesmo ainda não sendo seu momento de nascer, e o testa, fazendo com que nade, antes de aceita-lo em sua ninhada como filho.
Nós também enfrentamos estas dificuldades. Assim que como espíritos, para nos manifestarmos na materialidade, somos obrigados a nos contrairmos, até ao tamanho de células, para encaixarmos em um corpo de bebe, trazendo em nosso inconsciente um temperamento pleno, com a disposição de viver, entramos em um corpo que ainda precisamos aprender a usar, e temos que contrair toda nossa sensibilidade, focando em como nos manifestarmos em terceira dimensão.
Neste momento, iniciamos a jornada de nos adaptarmos com limitações e uma serie de informações energéticas caóticas, novas, e com total dependência de sermos supridos em nossas necessidades pelo mundo externo, abrindo mão de termos controle sobre o mundo externo, mas aprendendo a nos comunicarmos com o mesmo, pois suas informações se tornam prioritárias para nossa sobrevivência, e vamos experienciando a como lidar com nossos pais para obter deles o alimento, a higiene, carinho, e a contermos nossos impulsos para não contrariá-los.
Então, vamos recebendo do meio, uma formatação, modos de sermos aceitos socialmente, e quando não nos adequamos ao padrão, como o patinho, somos ridicularizados e nasce em nos o sentimento de inadequação, de incapacidade, que pode perdurar por toda a vida.
Inicia-se então o conflito entre temperamento que nasce conosco e vem da alma, e o comportamento imposto pelo mundo.
Por mais que tentemos, enquanto damos a prioridade ao comportamento que fará que o mundo externo nós aceite e supra, existirá uma voz dentro de nós, que fala sobre um vazio no peito, que nos indica que algo não esta correto.
E quanto mais buscarmos nos formatar ao meio, maior se torna nosso sentimento de inadequação. Nunca nós sentimos tão inteligentes, belos perante os padrões sociais, eficientes quanto o esperado,a perfeição , em relação aos modelos, parece algo impossível.
Então passamos a buscar grupos, onde existam pessoas que tenham alguns dos interesses e dificuldades semelhantes, e passamos a nós sentir um pouco menos diferentes, menos “inadequados”, e tentamos nós adequar ao grupo. No inicio, isto nós trará conforto pela acolhida, mas com um tempo, a voz interior retorna, falando de estar sendo oprimida em seu temperamento.
Em dado momento, no cansaço de tentar se adequar a grupos, nós recolhemos como o cisne, que pousa e permanece solitário em um lago tranqüilo, convive, mas não compartilha, com os “patos, marrecos, peixes”, cada um vivendo sua existência, mas ainda se sentindo isolado.
Mas ainda não percebemos que durante este processo crescemos, não só fisicamente como em força, garra de sobreviver e beleza. Dentro de nós ainda nos sentimos o patinho feito, inadequado, que não possui nada que possa ser amado, a ser compartilhado.
Cremos que somos incapazes de descobrir em nossas asas o potencial de voarmos pelos ares, até o longe, e nos contentamos a ficar em nossa zona de conforto, onde parece que o conflito temperamento versus comportamento entra em trégua, e a pressão some, mesmo sem que o espaço vazio no peito seja preenchido. E nadamos no lago da vida, coabitando neste planeta, vivendo o dia a dia, porém ainda sem a consciência de quem somos.
Porém, um dia vemos cruzando os ares, sobre nós, seres semelhantes a nós, e a nossa alma, apesar de não o reconhecerem conscientemente,os colocam como nosso ideal a ser atingidos, pois se eles são capazes, reconheço em meu intimo que também possuo este potencial. E como um bando de cisnes passam rápido, deixando apenas sua imagem gravadas no coração,despertando-o.
E ainda na solidão buscamos sair da influencia de seres conscientes, e vamos nos tentando harmonizar com a Natureza, com esta imagem. continuamos a enfrentar as intempéries da vida, e continuamos nós fortalecendo, crescendo em recursos, em beleza, em luz,apesar que em alguns momentos pareça que iremos sucumbir perante a rigidez do mundo, sem que nós percebamos.
Mas em um momento de limite, somos levados a exercitar nossa capacidade de voar ao alto dos céus, assim como nosso ideal que pulsa no coração, e quando um novo bando de cisnes sobrevoa onde estamos, estamos prontos a nós desapegar de todos nossos limites, crenças negativas, da segurança do conhecido, e voamos de encontro às aves, e somos convidados a entrar em seu bando. E neste momento, deixamos de ser inadequados, e nós descobrimos como seres individuais, independentes, e em todos lagos onde pousarmos deste momento em diante, seremos reconhecidos como os mais belos, pois temos o domínio e a certeza interior da nossa beleza única, e em vitoria ao sentimento de inadequação, as inseguranças, aos temores, tomamos posse de nós mesmos em nossa diversidade, e deixamos de tentar nos formatar ao mundo, e por isto, ao sermos coerentes conosco mesmos, a nós honrarmos, o mundo passa a nós respeitar e admirar...
Então o patinho feio, desajeitado, se torna o belo cisne...

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Vida = Consciência?


O que é realmente estar vivo? Para o reino mineral, vida é estar com suas moléculas em atividade, e através da movimentação atômica geram um campo energético de atuação. E de acordo com sua organização pode se manter particulada como terra que serve de sustentáculo a vida, e cada uma destas partículas exercem funções diferentes, seja de apoio, seja de nutrição, seja de reservatório de água, seja como mantenedora da crosta onde a vida possa progredir. Mas alguns minerais decidem evoluir, crescer, e através da sua associação com seus iguais, e em perfeita organização gera os cristais, belos e preciosos. Quem olha a o pó de carvão nunca poderia suspeitar que dele pudesse ser gerado um diamante. E como cristal, se torna mais forte e poderoso, a ponto de que fatos naturais não possam alterá-lo, pois em seu equilíbrio torna-se um universo em si capaz de registrar todo o conhecimento da existência do planeta que o sustenta, pois nasceu junto com ele. Graças ao reino mineral, que passou milhões de anos se organizando e estabelecendo, se tornou possível a partir dele surgir outras formas, outros reinos de existência, assim como o vegetal, que inicia a gerar em um mesmo organismo a capacidade de funções diferenciadas, a especialização, a simbiose. E há proliferação de células, já autônomas, microorganismos, que unidos, parte se tornam especializadas em ser raízes, parte flui como seiva que alimenta e gera caule, casca, galhos, e folhas que se banham ao sol, unindo a energia telúrica dos minerais planetários com a energia gerada pelo sol, temperada pelo vazio cósmico. Enquanto o mineral vive uma experiência voltada ao seu interior, o vegetal começa a vivenciar a relação com o meio, com os vizinhos, em troca simples, porém sincera. O reino vegetal prolifera em experiência de diferenciação da função de suas células-moléculas, gerando diversidade, aprendendo a conviver com os elementos, mais como observador, com campo de atuação limitado pela fixação ao solo. Mas o vegetal sonhou em ser capaz de se locomover. Então juntos, reino mineral e vegetal, com a ajuda dos elementos, vão aprendendo a gerar corpos, com apêndices, que lhes aumente o campo de atuação, até aprenderem a se alimentar e fixar sem raízes, e que ao mesmo tempo lhes permitisse a locomoção. As plantas vivem a experiência de compartilhar com a terra, com o ar, com a água, a sua existência. E foi aprendendo a se alimentar diretamente do ar, e formas de absorver nutrientes sem a dependência das raízes, gerando células especializadas a digestão, e começam a experimentar o movimento por meio de um comando interno. Então, para se moverem, foi necessário desenvolver um centro de comando, que coordena cada uma de suas células especializadas para que trabalhem em harmonia, e de forma sincrônica. Nasce então o cérebro primeiro, que já permite a manifestação da vida animal, fruto da soma das experiências dos minerais, dos vegetais, de seres mono e pluricelulares, que durante milhares de anos expereciaram e se aperfeiçoaram. Surgem então os peixes, pássaros, e animais terrestres, cada um aprendendo a conhecer e dominar os elementos nos quais vivenciam. Os peixes aprendem no meio aquático, os pássaros, no aereo e terrestre, e os animais terrícolas, com a terra, os minerais e vegetais. E todos os reinos e seres compartilham as bênçãos da água. E a diversidade continua a ser testada e experienciada, aperfeiçoando os mecanismos, para realizar o que é essencial para a sobrevivência, ou seja, para a manutenção e evolução da vida. Isto exige cada vez mais o desenvolver de um centro de comando, organizador das necessidades materiais do ser, tanto internas como em relação ao meio. Desta forma os animais vão se especializando, gerando os órgãos dos sentidos, sensíveis ao que acontece ao seu redor, movidos pela necessidade de se alimentar, beber, descansar. E isto vai exigindo do cérebro primário a evolução, melhores habilidades para a percepção e decodificação dos estímulos. E aos poucos vão se diferenciando, alguns mais adaptados que outros ao meio onde sobrevivem e outros mais inquietos, movidos pelo impulso de algo no seu interior, que é esperto e aventureiro, que não se conforma com limites, e através das exigências deste impulso,gera um cérebro cada vez mais capaz de perceber,sentir, interpretar, e comandar mais fatos. Aos poucos este Ser, aprende a caminhar sobre duas pernas, a dominar o fogo, fabricar ferramentas, a viver e caçar em grupo, a cultivar, a construir moradias, e acaba por gerar toda uma civilização. Mas este Ser, ainda é movido pelo cérebro, pelos impulsos de sobrevivência, apenas mais elaborados pelo desenvolvimento da imaginação e pela noção do alcance de suas ações mais imediatas E por séculos o Homem aprende a pensar, a vislumbrar uma consciência, a fazer escolhas. E se ilude,crê que assumiu o destino em suas próprias mãos, e vai se desconectando daquele impulso irrequieto que o levou a ser o que é.E a ilusão se materializa em um ser movido pelo impulso mental, cheio de necessidades e valores que tem que ser seguidos, pois senão será punido, e o Homem desaprende a ser feliz.Começa a acreditar que felicidade tem que ser conquistada, um mérito, que ela é impermanente, fugaz, o que é uma grande ilusão que a mente gerou, como mecanismo motriz substituto. Aquilo que nos impulsionava no passado, vivia não na mente primitiva, mas no peito, na força, na ação, no destemor, ou seja, na alma, no Espírito que se aninhava em nosso coração (ou será que somos nós que nos aninhamos em seus braços?) A alma é a verdadeira geratriz de nossa vida, é a sede de nossos sensos, do sentir, da escolha é bom ou é ruim, se devemos ir em frente ou desviamos. Mas ela não tem uma razão, só tem senso, então é pura, sabia,sem dramas,pois não gera discursos, ou melhor nem fala, sem moralidade aprendida- E apenas o que é – senso, e é feliz.Quem tem razões ,cria cenários, dramatizações, teatralizações, responsabilidades e por conseqüência culpas, magoas, raiva e plasma feridas, cicatrizes, doenças não é a alma, e sim a mente. Mas como nós nos esquecemos do que é Ser Alma, nos iludimos com os discursos da mente, nos tornamos dependentes dela, ao invés de seus gestores, e como animais agimos automaticamente pelos condicionamentos, e perdemos assim a lucidez. Pela mente sabemos onde estamos, o que azemos, como nos movemos e vivemos (?). Mas, vivemos mesmo ou sobrevivemos? Onde esta a nossa consciência? Esta na superficialidade do que o meio nos transmite, reagindo simplesmente? Agimos na inconsciência do aprendizado passado a nos pela sociedade, pelo mundo exterior? Será que somos lúcidos e tomamos consciência do porque de cada ato que realizamos, de cada fato que nos chega, como o faz, com que energia e intenção? Será que estamos presentes, inteiros naquilo que realizamos, em nossas escolhas, ou será que é a mente que nos move, instintivamente? Uma forma de testar se estamos vivendo na mente ou com a alma é observarmos _ O que eu sinto neste local, com o fato, o ato, a pessoa? Qual é o senso que me desperta?Se apenas a mente se manifestar você ouvirá vozes, cheias de argumentação, de razões e justificativas. E se prestar atenção de onde esta voz vem, provavelmente terá uma surpresa – Ela vem de fora de você, você a ouve com os ouvidos... Mas de fora, como, você se perguntará... Mas se lembrarmos que pensamento é energia, e energia tem movimento, tem campo de atuação, e, portanto tem materialidade, então poderá concluir que pensamento gera formas pensamentos, que tem materialidade, conteúdo e se muito alimentada, um tipo de consciência própria, ou mesmo personalidade, e que vaio se encaixando em nosso campo áurico, e é de lá que elas se manifestam, pressionam a cabeça, o peito, e como um polvo com tentáculos se irradiam por todo o corpo, nos paralisando se não fazemos o que elas determinam... pois elas obedecem um comando que nos lhe demos quando as geramos, lhes demos vida.... E se prestarmos atenção ao tom da voz, ao linguajar, até poderemos identificar de quem absorvemos e validamos aquela forma de pensar, alguém que foi importante na formação de nossa estrutura de crenças. E se tem voz, tem razão, lógica é oriunda da mente em comando. A alma se manifesta com sensações, com o sentir, a sensibilidade aliada aos sensos. Ela não fala, não argumenta, não cria dramas, culpas, pois para ela não existe passado nem futuro – Ela apenas É, pois é essência, o todo e o tudo... Mas o que você sente no seu peito... Ele esta preenchido, ou lá existe apenas um espaço vazio, onde a alma deveria estar aninhada?Se você sente solidão lá, ela deve estar ausente. Mas será que ela não esta presente na sua vida, ou é você que não esta lúcido, consciente, vivendo o seu presente?Será que o que separa você dela é o tempo, pois você vive outro momento? Que tal você mudar o teu foco de atenção deste mundo mental, das idéias, da imaginação, e conectar a mente como por um fio, o seu coração, à sua alma, e deixar que através dela, dos sensos, teus passos sejam direcionados, e sua mente gerenciada? Talvez neste momento, você descubra que a Felicidade é natural, faz parte do que se é, não é uma conquista, pois tudo que precisa ser conquistado, poderá ser perdido. Mas que já faz parte da sua essência, que não pode ser separada de você, sem que você mesmo a separe... e fazemos isto sempre que damos o nosso poder ao mundo, aos outros que cremos serem melhores que nós, através da atuação de nossas formas pensamento, que nossa mente física produz e que reveste nossa aura, nos tornando desconectados de nosso próprio Espírito, essência interior, pois a pressão externa nos distrai do Universo que somos, presente em nosso peito, do deus em nos. Estejamos Conscientes, Lúcidos e Presentes em tudo a cada segundo. Sejamos como os peixes, que aprenderam a dominar o mar. por mais revolto que ele esteja, o peixe é o condutor de seu caminho, não é um joguete da força das águas, pois ele compreende e convive com o meio... Ele é parte do meio, não se ilude que ele esta acima, ou fora dele, como nos o fazemos quando queremos controlar nossa vida... Quem controla é a mente... A alma Confia, tem Fé.

Nova Percepção Consciencial

Será que você já observou que em cada época onde houve grandes avanços tecnológicos, houve atrás do mesmo, mentes capazes de se desapegar do velho, do comum, do que era tido como sabedoria e verdades aceitas como modo de viver correto, e quebraram as barreiras de seus próprios paradigmas e ousaram a fazer diferente, testar novas formas de realizar velhas atividades? O que fazia destas mentes, que passaram para a historia, deixando sua marca, diferentes da massa da sociedade? Eles pensavam, sentiam diferente, se aceitavam e tinham a coragem de ser únicos, de contatar, e se conectar com a própria essência, mais do que se importar com a opinião alheia... e eram originais... Você já se observou? Já percebeu quantas pessoas existem dentro de você mesmo? Que você não é uma única pessoa, que dentro de você tem vários EUs? Vamos olhar para estes EUs, com calma. Todos consideraram o que nossa mente física, como o centro de nossa consciência, dos pensamentos, mas será que é mesmo? O nosso Eu mental conhecemos bem, e seguimos a máxima: “Se eu Penso, Logo Existo”. Para a maioria das pessoas, é ele o patrão, o mandachuva, aquele que dita as regras das mínimas ações do dia a dia, e age como juiz, e nos condena quando não fazemos o que ele determina. E aos poucos, o Eu mental fica sobrecarregado com tanta coisa para administrar, e vai contratando auxiliares, e formando varias formas pensamento, as quais da materialização energética, e com comando determinado, adquire até mesmo uma personalidade, uma consciência focada no seu objetivo. E ai nascem os Eu com papel do Juiz, da vitima, o coitadinho, o conformado, o bonzinho, entre muitos que atuam na peça de teatro que se torna nossa mente... Estas formas pensamento adquirem vida própria e começam a ter voz forte na nossa cabeça, agindo como grilos falantes, umas no papel de advogado do anjo ( a nosso favor), outras no de diabo ( o do contra...). E elas começam a nos enlouquecer, gerando neuroses. Mas será que apenas o EU mental que pode nos direcionar?A quem cabe decidir as disputas entre as vozes anjo e diabo, ambos representantes de lados de escolhas a serem feitas pelo livre arbítrio? Olhemos então, a outro Eu que tem profundo impacto e voz ativa na nossa vida, que tem a responsabilidade de não ser mais apenas uma voz, mas um verdadeiro estimulo, o nosso lado instintivo, que nos movimenta para a sobrevivência, pessoal e como espécie – o Eu Básico. Você já percebeu que além do impulso de alimentação, de manutenção, ele é o responsável por nos apaixonarmos, que escolhe com quem realizaremos trocas afetivas, dizendo quem te atrae e quem te causa repulsa. Você pode achar uma pessoa que intelectualmente é uma pessoa maravilhosa, que tem tudo a ver com você, poderia ser a sua “metade ou alma gêmea”...mas se o Eu básico dizer que não, ela não terá química, atração, e só poderá ser uma boa amizade, pois teu corpo rejeitará o toque dela.... Agora então temos mais uma voz na disputas... as mentais que argumentam e as instintivas, que nem argumentam, ou elas querem ou repudiam... E além destas vozes, temos outras, a das inteligências internas, autônomas, silenciosas, que regem nossos sistemas orgânicos de manutenção do corpo, pequenos Eus, que normalmente nem tomamos consciência deles quando em equilíbrio, mas quando entram em desequilíbrio, ao tentarem chamar a atenção da consciência para serem atendidos nas necessidades, se tornam vozes extremamente diretivas. Quem é que não para tudo quando esta com dor intensa? E nesta confusão, se você observar seu corpo, perceba que nele existe um ponto que se aperta, sente opressão, dói, chora o teu peito, e nele existe algo que se abstêm de entrar no conflito, e às vezes não o suporta, e acaba fugindo, se refugiando fora da materialidade, indo para o mundo espiritual, deitar no colo do quarto Eu, o Eu maior. Mas quem é este Eu que se aloja no peito, que tenta conciliar as outras vozes, podendo retirá-las do comando, do conflito, e sentá-las em torno de uma mesa redonda, e assumir as rédeas do conjunto, como um bom diretor, gerando a harmonia, a paz, exercendo a ciência da paz – a paciência? È nossa querida amiga Alma. Você tem se observado, e percebido se ela esta presente no teu peito? Tem conversado com ela, e parado para ouvi-la? Quando você a chama, você ouve uma resposta? E percebe que esta resposta não é um discurso, mas simples frase concisa, ou é uma sensação?e que esta voz, não vem de fora da cabeça, mas nasce dentro dela, na zona anímica? Isto se ela ainda não fugiu, abdicando do cargo de gestora do teu Universo... Mas reencontrá-la é fácil, basta você fazer uma viagem dentro de você, pelo tempo e espaço, e ir visitar o melhor momento da sua vida, onde você era inteiramente feliz, mas não só com a mente, se transporte para ele, e sinta todas as sensações vividas. e se observe... o que lá, naquele momento precioso, estava diferente com você do que você é hoje? Como estavam as vozes dos Eus mental, instintivos, das inteligências orgânicas e do mundo externo? Será que alguma delas existia, estava presente neste momento de êxtase supremo? É bem provável que você perceba o total silencio interno, e mesmo o externo era apenas observado, em total reverencia ao seu verdadeiro mestre – a sua alma, que se encontrava neste momento em estado de plenitude, em outro estado consciencial. É este o estado que buscamos quando desejamos a espiritualidade – uma nova consciência, descobrindo que não somos o que pensamos, sentimos, fazemos, o que achamos que somos. Estas vozes morrem junto com o corpo. Na realidade somos aquele que as observa, em todas suas ações. E ai percebemos que é estar na Alma que é viver espiritualmente realmente, as demais só buscam a sobrevivência da manifestação, coletando experiências. Para a alma, não existem dramas, conflitos, necessidade de aprovação do meio- quem precisa disto é o Eu Mental. A alma apenas sente, ela é o que é não tem moralidade, tem senso. É o Animo (de Animus- alma), ela não precisa de esforço para se manifestar, é motivação, vontade, plenitude, integridade, e quanto estamos nela às coisas fluem facilmente, como mágica... Para a alma só é valido o que faz sentido, e esta é a medida – se o que você esta fazendo esta sendo direcionado com facilidade, naturalidade, esta no seu sentido, e quando quem esta no comando é a alma, as situações caóticas mudam para melhor, e a vida simplesmente flui, prospera e feliz... Mas se aquilo que você deseja, precisa de muito esforço, de se obrigar, precisa controlar, gera desgaste, é porque a alma não esta a favor, que quem esta no comando é algum dos outros Eus... Então se pergunte – eu sou escravo das formas pensamentos que eu gerei a partir da mente, ou do meu instintivo?Quando vou permitir que meu Eu verdadeiro, a alma, assuma o comando da minha existência? Será que me foi permitido encarnar para me tornar agradável ao mundo, ou será que foi para aprender em um mundo caótico, a agradar e preservar a minha própria essência? E será que se for capaz de fazer isto neste planeta, serei capaz então de manter minha integridade em qualquer lugar do Universo? Lembremos também, que mesmo a alma ainda é um Eu individualizado, mas ligada a um Eu maior, que é nosso espírito, nossa essência, receptáculo de todas nossas existências e aprendizados. Se nem nos percebemos da presença da alma que vive no nosso peito,então são pouco os que percebem e conversam com este Eu , pois estamos envoltos em uma atmosfera psico energética caótica. Podemos acessar este Eu superior, mas apenas através da amiga alma, quando ela esta no comando, em plenitude... ou seja, se estivermos em um estado de consciência amplificado. É o Espírito, ou eu capaz de administrar centenas de informações, e organizá-las em uma forma coerente, com clareza quase mágica, que em estado de consciência normal, nossa mente nunca seria capaz de fazê-lo. Muitos de vocês acessam a este estado, mas por crença de que são limitados, se sentindo incapazes de tão belo conhecimento e lucidez, acabam gerando uma imagem simbólica que representa este contato, uma forma pensamento, com nome, personalidade, e preferem colocar no texto, ao invés de assumi-lo como seu, escrito em um novo estado consciencial, que por mérito você alcançou, como sendo deste amigo espiritual. Ele realmente é um amigo espiritual, o mais caro entre eles, o seu único mentor que esta com você 24h/7dias por semana, o único que tem pela compaixão e aceitação por você, te ama do jeitinho que você é. (É obvio, que quando vocês atingem este estado, também poderão trocar compartilhar, conhecimento com verdadeiros amigos espirituais, consciências de outros planos, da mesma forma que o fazem na matéria, mas apenas o que consideramos neste texto, é a conexão que você mesmo é capaz de realizar com o seu próprio espírito.) Então se torne observador de você mesmo, e em cada situação identifique que é o teu EU que esta em comando, se você toma decisões e age por condicionamento, na inconsciência, ou conscientemente do porque e das conseqüências das mesmas? Perceba onde esta a alma, e o que ela deseja, e se ela quem comanda a vivencia terrena. Se pergunte até quando ira obedecer cegamente a ordens de subalternos como o ego, o instinto, que não tem a percepção da visão, objetivos e missão de minha manifestação neste corpo? E como temos o habito, de nos tornarmos uma voz de orientação na vida de quem convive conosco, percebamos quem de nossas vozes esta falando... e tenhamos a consciência de que se não for a voz da alma, do espírito, a que não julga, pois é amor puro, estamos sendo parciais, levando ao outro as nossas vozes internas, verdades parciais e pessoais, e tenhamos a consciência que minha verdade não é a verdade do outro, o que funciona para mim, pode não funcionar para ele. Sejamos humildes, e não deixemos o Ego interferir no seu livre arbítrio e percebamos que apenas aqueles que estão em contato com sua alma, com sua essência, e viajam com seu próprio espírito, tem as ferramentas para ajudar outras pessoas a encontrarem com a sua própria essência, pois se não soubermos o caminho de nossa própria, como poderemos indicar o caminho para outros? Então, na realidade cada um deve buscar o xamã dentro de si, e despertar em si, sua capacidade de voar a outros mundos, falar com objetos, animais, consciências de vários planos, o que só é possível para aquele que viaja com o próprio Espírito, e para poder fazê-lo precisa primeiro despertar em si a sabedoria de como conectá-lo... ou seja, se religar a sua própria divindade...

Que semelhança temos com o avestruz?


Você já observou de perto um avestruz?Percebeu como ele é curioso, e não tem medo, aparentemente de nada, quando você se aproxima de sua cerca?Mas existe um mito, que o avestruz quando esta com medo, esconde sua cabeça na terra, como proteção. E nós prontamente achamos o avestruz um animal tolo... afinal todo o corpo dele esta a mostra, a mercê do seu predador. Será que este mito é verdadeiro? E se for, o que nos ensina?Mas será que na mente do avestruz, quando ele esconde a cabeça, ele deixa de ver a ameaça, então será que na crença dele, aquilo que ele não vê não o ameaça?E como, nós humanos, muito mais inteligentes (?) nos comportamos em nossa vida?Quantas coisas nos recusamos a perceber apenas porque é mais seguro em nosso caminhar?E aos poucos, a criança que não tinha medo de nada, era tão ousada que chegava a colocar a sobrevivência em perigo, foram aprendendo de seus pais, e da sociedade, os limites do que era "seguro", ou seja, foi sendo treinada para colocar a cabeça na terra... literalmente, aprendeu que apenas aquilo que vejo, toco, sinto é real, e que tudo que não controlo é perigoso.E com isto, a criança começa a perder seus dons mais preciosos - a sensibilidade, a intuição, a confiança em si, e os substitui pelo medo. Não o medo instintivo, tão necessário à sobrevivência na matéria, mas um medo aprendido, psicoastral, gerando uma serie de formas pensamento limitadoras... e elas criam uma "personalidade" tão sólida, que passam a comandar nossa vida.E uma da atuação mais forte delas é reduzir nossa sensibilidade ao que acontece a nossa volta, e que aprendemos que não é seguro, ou real. E aos poucos as habilidades trazidas pelo espírito quando se manifesta, vão sendo ignoradas pela mente, e deixamos de nos projetar durante o sono, de termos intuições, de conversarmos e ver os amiguinhos invisíveis, pois aprendemos que isto não é possível. Depois conforme crescemos, o ser diferentes na escola, nos submete a situações constrangedoras, e para sermos aceitos, novamente colocamos nossa cabeça na areai, e fechamos ainda mais nossa sensibilidade ao que não é perceptível pela maioria, que também sofreu este processo de endurecimento. E de repente nossa sensibilidade se limita ao que nossa pele é capaz de sentir, nossos olhos de ver, os ouvidos são treinados a só ouvir o que todos ouvem... Neste momento passamos a crer que somos um corpo com 5 órgãos de sentidos, que esta ligado a um espírito, e deixamos de nós ver como um espírito manifesto em um corpo, mas que este corpo é apenas uma parte nossa, e que somos capazes de sentir muito mais que o que ele percebe? Durante nossa vida, vamos amarrando nossa sensibilidade, a ponto de esquecermos que ela existe além dos limites da pele. Além deste treinamento para que deixemos de acreditar em nossa sensibilidade, perdendo a conexão com algo maior, também em determinados momentos, nós mesmos damos comandos intensos para que nos fechemos ao mundo. Em momentos de dor intensa, de perdas, onde vivemos algo que pode ser representado como fundo de poço, onde parece que estamos totalmente sós, e sem a força, motivação para buscar novos caminhos, como se neste momento realmente estivéssemos desconectados de tudo, apenas nossa dor é real, momento este que é chamado de noite negra da alma, pois ela se perde aparentemente da manifestação. Se ouve muito o ditado que Deus não dá a ninguém uma carga maior do que é capaz de suportar, mas isto é real? Ou nosso corpo, para manter sua integridade, e a sobrevivência criou mecanismos para que não ultrapassemos o limiar da dor que podemos lidar?Quem já passou pela noite negra, ao menos uma vez, sabe que chega uma hora, que inconcientizamos os fatos geradores da dor, como se os apagássemos da memória, e algo dentro de nós nos leva a olharmos para algo além, até sairmos deste buraco, e continuarmos a viver. Mas o que aconteceu com toda dor, todo conteúdo energético ligado a ela, toda a estória, que naquele momento para manter nossa lucidez, para não enlouquecer, não desistir da vida, se colocou num arquivo fechado a sete chaves?E o que houve com todos os comandos que demos a nosso corpo para não sentir a dor, de fecharmos nossa sensibilidade de forma a não termos que lidar com a dor, pois naquele momento não tínhamos a maturidade espiritual, a força necessária para isto? Se você observar bem seu corpo, seu processo, após a saída da noite negra, sua sensibilidade ficou restrita ao comando de não sentir mais aquela dor, de não mais se colocar em situações similares que podem gerar o mesmo trauma. Mas como desejamos acima de tudo esquecer da noite negra, todo conteúdo que não lidamos de forma adequada, continua lá. Alimentando os comandos de não sentir, não perceber o mundo como ele é, e isto nos limita o desenvolvimento de potenciais. É como se naquele momento de muita dor, gerássemos uma copia nossa, uma parte, que ficasse paralisada no tempo-espaço, onde toda dor, toda a estória, estivesse arquivada, a espera que em um momento que estivéssemos mais fortes, fossemos busca-la e cuidar desta parte com amor e carinho, pois sem ela não estamos íntegros, e ela funciona como um ponto de vazamento de energia, pois ela atua como um ponto de cristalização, onde a energia não flui em nosso campo aurico. Então a única forma de desprogramarmos os comandos de limitar nossa sensibilidade, para não sentirmos mais dor que a que éramos capazes de lidar, e resgatar esta nossa parte, é voltarmos a ela, e deixarmos a energia que a alimenta se escoar, desfazendo a cristalização, e refazendo nossa grade energética. A psicanálise, afirma que para escoar esta energia é necessário se reviver a situação em detalhes, e sentir a dor novamente. Mas existem outras formas de se lidar com este conteúdo, menos aceitas, que permitem trazer a consciência o processo, e através da compreensão, com o olhar da maturidade atual, ressignificar o acontecido, trabalhando a compreensão, o autoperdão e a redenção. Nestes processos pode-se através de praticas bioenergéticas, se extravasar o conteúdo, mesmo pelo choro que ficou retido na época, dissolvendo a energia, sem a necessidade de reviver detalhes, mas atualizando o acontecido, com o entendimento que era o que na época éramos capazes de fazer, o que sabíamos, e que o aprendizado tem sua valia. Mas que vantagens terei para que for mexer em algo que já faz parte do passado, superado, neste conteúdo energético, e voltar a entrar em contato que desejo esquecer?Porque ao fecharmos nossa sensibilidade, também fechamos o acesso aos potenciais que ainda aguardam ser desenvolvidos. Ao treinarmos nosso inconsciente, nosso lado sombra, que não permite que acessemos o que não somos capazes de lidar, de compreender, ou controlar . Ao nos fecharmos em uma zona de conforto estreita, perdemos a oportunidade de evoluir, com novas habilidades. Então, se torna importante removermos as cristalizações, que bloqueiam nosso fluxo energético, e penetrarmos em nosso inconsciente, dessamarando nosso corpo dos comandos de não sentir, ver, ouvir, de perceber algo que em certo momento não tínhamos condições de lidar, por serem muito doloridas, acima de nossa capacidade de lucidez, levando a luz da consciência a seus conteúdos, exaurindo a energia contida neste registro, e através de ressignificação, retirar das mesmas seu conteúdo emocional limitador. Mas temos que lembrar que desejar liberar nossa sensibilidade, não inclui apenas os dons que nos espiritualizam, mas também permitir que o corpo manifeste as emoções instintivas, as forças motrizes da realização, como a agressividade, raiva, competitividade, que em seu lado positivo nós fornecem impulsos para reagirmos as que é negativo, e ampliarmos nossa zona de conforto.Realmente somos como o avestruz, cremos que ao enterrarmos nossa cabeça na areia do que é confortável a nossa consciência, evitando olhar as dores represadas, bloqueando nossa capacidade de sensibilidade ao não físico, esquecemos que todo nosso "corpo" ainda fica exposto ao meio, e esquecemos que em nosso inconsciente não estão apenas os traumas, mas sim todos os aprendizados, habilidades potenciais, que só aguardam ser descobertos.Devemos ter a coragem de trabalhar nossa insensibilidade, a inconsciência de que o Espírito que se manifesta no corpo, pode se expandir para além do limite da pele, até o infinito, e em espírito somos capazes de sentir, perceber tudo que existe no Universo, para ser vivenciado...que nos limita é apenas os comandos que damos de fechar nossa sensibilidade apenas aos sentidos do corpo, derivadas das nossas crenças,esquecendo que nossa maior parte, a espiritual, esta de fora da areia.....