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sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Estar no melhor como forma de defesa


Diz, no senso comum, que a ignorância protege, que a sabedoria gera responsabilidade.

Basta olharmos uma criança arteira, parece que tem vários anjos da guarda, que evitam que ela se machuque de forma séria. Elas não tem medo de nada, peito aberto para descobrir como o mundo funciona.

Criança se expressa assim como ela é, sua essência, e aos poucos vai aprendendo sobre limites, vai assumindo do mundo imagens sobre quem ela é, nem sempre verdadeiras, mas interpretações dos adultos, de outras crianças, de médicos, professores, terapeutas...aos poucos ela é levada a esquecer de quem é em essência, perde sua inocência, e aprende a se “adaptar”, ou melhor, se formata, aprende a ter uma serie de medos, a não confiar mais em si mesmo, a depender, se percebe inadequado, incapacitado, e tem dificuldades de entender que está em desenvolvimento, pois o verbo usado pelo adulto e ouvido é : Você é xxxxx .

Crianças que crescem sendo estimuladas, apoiadas, aconchegadas, sem serem mimadas, mas sim, conscientizadas, vivem mais próximo de sua essência, adaptam-se as necessidades a que é exposta. Mas em geral, as crianças crescem com pessoas que tem uma inabilidade de lidar com aquele espirito se adaptando a vida encarnada, e os transformam em miniaturas deles mesmos, impondo sua visão de vida, crenças, comportamentos, que por serem modelos é facilmente absorvido pelas crianças.

Neste sentido, a criança perde sua pureza, sua integridade enquanto alma, e vai sendo absorvida pelo ambiente, gerando uma persona, uma autoimagem validada vinda do externo, e se perde de si.

Como um Ser que está se desenvolvendo, evoluindo, adaptando às exigências exteriores, revelando temperamento, adquirindo comportamentos, confrontando limitações.

Aos poucos se torna polarizada- de um lado sua essência, sua missão de alma, e do outro os medos, a persona assumida, se dividindo entre luz e sombra.

Na vivencia vai se descobrindo, se modificando, reagindo, como se fosse uma substancia submetida a uma reação eletroquímica em determinadas condições, exposta a certos catalizadores ou retardadores do processo, alterando o produto resultante.

Vamos testando o ambiente, primeiro aprendendo a engatinhar, depois a andar, correr, outros meios de se locomover, de usar os membros, desenvolvendo sua arte, não importando quais habilidades sejam focadas, todas tentativas são validas, os fracassos são rapidamente absorvidos, o agir modificado, aperfeiçoado. Uma vez que já aprendemos a fazer algo com um certo resultado positivo, funcional, e adquirimos sabedoria a respeito, compreendemos as leis que abrange o processo, o impacto de determinadas ações, saímos da ignorância da criança pura descobrindo o mundo, e passarmos até que lidar com as consequências geradas pela nossa ação.

Quanto mais conhecedores de certos princípios, mais rápido será o retorno da ação, possibilitando que compreendamos que atitude nossa causou está consequência desagradável, e com isto acelerarmos nosso aprendizado. Podemos experienciar muita coisa, tendo em vista o aprendizado, mas não é nós dado mais o direito de mal agir, quando sabemos que o ato é nocivo, seja aos outros ou a nós mesmos.

Em função do princípio da evolução, agir de forma involutiva tem consequências serias, ativando a lei do retorno.

Se estamos agindo conforme nossos valores, crenças, de bom coração, na fé de estarmos sendo corretos, ou seja no nosso melhor, mesmo que a ação possa ter consequências negativas, resultará em um aprendizado, e as consequências serão para o bem, em uma visão mais ampla.

Mas se já sabemos agir melhor, e de proposito, ou por descuido, por inconsciência conosco mesmos, agimos fora do melhor que somos capazes, nosso sistema de defesa da integridade, que visa nós defender das consequências do ato, que se ocorrerem no mundo exterior, causará ao nosso espirito um trabalho enorme em lidar com as consequências, uma vez que desviou outros seres de seu caminho. Então, nosso sistema guardião age prontamente, invertendo nosso poder e fazendo-o agir contra nós mesmos, ou nós paralisando, ou mesmo atacando, cada vez de uma forma mais drástica, até que “despertemos” de que não estamos agindo em nosso melhor, e tomemos consciência de onde não estamos no nosso melhor, e corrijamos nosso agir.

Mas para agir sempre no nosso melhor, primeiro precisamos saber quem verdadeiramente somos, em essência, e o porquê assumimos determinadas personalidades, seus mecanismos, mas sem perder o alinhamento com nossa essência. Podemos assumir vários personagens, se adaptando a situações, fluindo, mas sem sair do nosso melhor.

Isto significa, se temos lucidez de que não devemos agir involutivamente sobre alguém, se o fizermos, seremos atacados por nós mesmos, sendo impedidos da ação.

Se sabemos ser firmes, focados, personalidade forte, responsável e resolvermos em alguma área de nossa vida, para manipular outros para fazerem coisas para nós, entrando no sentimento de vítima, de incompreendidos, de indignação, seremos desde obsediados até mesmos machucados de forma seria, não por uma energia do meio, mas por nosso próprio poder invertido. Por isto, cerca de 90% dos processos de ataques energéticos que se voltam contra nós, partem de uma ação nossa fora de nosso melhor, ou seja, estamos no nosso pior, que por consequência servirá de gancho, onde energias no meio externo, que tem a mesma vibração, amplificando, até que tomemos consciência de que não estamos no nosso melhor.

 E como saber se estamos no nosso melhor? Começando a nunca se comparar com ninguém externo – outras pessoas, tem outras habilidades, outros valores, outros objetivos a serem desenvolvidos e terão outras consequências. A única referência que podemos usar é a nós mesmos, observar como éramos no passado, e qual era o resultado, e como mudamos, e os novos resultados, que podem ser melhores ou piores.

Na adolescência, no auge de nossa plenitude física, agíamos muitas vezes movidos pelos hormônios, descobrindo os relacionamentos afetivos, não tínhamos medos, raramente nós machucávamos, porque não fazíamos dramas, aceitávamos um rompimento, e já focávamos no futuro. Estávamos no nosso melhor, apesar de que com o olhar de uma pessoa mais vivida, sendo irresponsáveis. Aos poucos fomos perdendo a confiança em nós, a dramatizar os resultados, nós colocando para baixo, gerando modelos de comportamento (se agir assim, manterei meu relacionamento), se corrompendo, perdendo a naturalidade, e ficamos covardes no sentido de não sustentar nossa essência, e ao mesmo tempo, não permitir que a pessoa que está conosco seja ela mesma. A relação deixa de ser entre pessoas reais, com qualidades e defeitos, mas entre projeções, onde um não vê mais o outro, mas só a ideia de quem ele deveria ser para nós fazer feliz, e ficamos magoados quando descobrimos que a pessoa não corresponde a nossa projeção, e vice-versa, nós também não correspondemos as expectativas dela. Viver no mundo de projeções, é viver fora da realidade, ou seja, longe de nosso melhor, que é real e não ideal.

Temos infinitas ideias do que deveríamos ser, do que já deveríamos ter, de status, conhecimentos, performances, e negamos o que somos – humanos em desenvolvimento, com mais coisa para ser aperfeiçoada do que já realizado. Mas se olharmos para trás, e pudermos ver o quanto evoluímos, podemos perceber a ação de nosso melhor a cada situação, quais eram nosso valores, o quanto eles mudaram, o que perdemos no caminho , o quanto nós fragmentamos, e estivermos dispostos a não jogar nada debaixo do tapete, mas aprendera lidar com cada coisa que o resultado foi negativo, e se permitir a fazer diferente, até aprender a fazer de forma melhor, disposto a aprender, mesmo em aspectos que aparentemente pioramos, como no caso de quem éramos quando adolescentes, começando a primeira profissão, ainda sem marcas, mas absorvemos o quanto experienciamos, o quanto nós tomamos mais sábios, sem se entregar ao medo de se magoar novamente, percebemos que estamos no nosso melhor.

Estamos em nosso melhor, quando, apesar de tudo que o mundo tende a nós apresentar como sendo nós, ficamos a nosso favor, não nós punindo pelos enganos, nós aconchegando quando algo está doendo muito, e assumindo responsabilidade sobre nossos atos – deu errado, machucou, se desidentificar, avaliar onde falhamos, e se dispor a mudar...em momento nenhum nós julgarmos, destruindo nossa autoestima, mas apenas observando a situação – desta forma não deu certo a ação, mas não sou eu que sou inadequado incapaz, apenas não soube fazer melhor...mas vou aprender, com certeza, e vou ter melhores resultados.

Mesmo quando estamos no nosso pior, temos que nós dar nosso melhor. E quando estamos no nosso melhor, lúcidos com os resultados, par não cair nas armadilhas da persona, do falso ego, do orgulho, pois neste caso, caímos de volta na negação da ação do espirito/alma, e entramos em nosso pior.

Ou seja, se estamos fluindo com o aprendizado desejado pelo espirito, de boa vontade, mesmo que tudo der errado, as coisas retornam ao fluxo positivo, funcional evolutivo rapidamente, mas se estamos agindo pela persona, estamos no pior que podemos ser, então por melhor que pensemos agir, pode resultar tudo negativamente. Se a intenção é de aprendizado, somos protegidos, mas se for interferir em alguém, em algo de forma ecoica, mesmo que tenhamos a ilusão que é para o bem da pessoa (e será que é mesmo, ou é para nosso bem, aquilo que achamos melhor para nós?), nosso próprio poder se voltará contra nós, pois não temos o direito de interferir no livre arbítrio alheio.

Só pode ser feliz alguém que busca sinceramente viver no seu melhor, e mesmo quando por algum fator, com o qual ainda não lida bem, não tem domínio, tal como as emoções, que cegam muitas pessoas, terá vários avisos, se estiver atento, não precisando mais de sofrimentos para despertar, ou seja, estar no melhor exige humildade, que sempre terá aspectos onde falharemos, teremos mal resultados, mas que isto faz parte do processo de aprendizagem. Mas para aqueles que entram na soberba, creem que já dominam certas habilidades, e aceitam ficar na zona de conforto, também sofrerão a ação de ataque, pois poderiam buscar sempre fazer melhor do que aquilo que já fazem, podem acrescentar alguma outra habilidade, que crie mais flexibilidade, funcionalidade na ação.

Estar no nosso melhor é estar aprendendo a sermos quem somos verdadeiramente, quem nascemos para ser, centrados em nós, e agindo através de nosso centramento (equilíbrio) no mundo.

Estar no pior é viver centrado no mundo, negando a própria essência nossa, e negando que os outros manifestem sua essência próximos a nós.

Estar no melhor é se permitir a brilhar, se expor como se é, sem mascaras, sem rigidez, mas da mesma forma permitir que o outro também o faça, e estimula-lo a se sentir bem sendo quem verdadeiramente é.

No dia que cada um viver no seu melhor, a Humanidade toda mudará de patamar, pois hoje, ela está condicionada a só manifestar seu pior, e se justificar, culpando o meio pelo que manifestamos.

Desenvolvendo potenciais


Quando encarnamos, recebemos um quantum de energia vital, que inclui uma serie de potenciais latentes para serem desenvolvidos durante nossa estada na matéria.

Quando nossa alma foi manifesta, gerando para si, corpos dimensionais de manifestação, recebeu uma missão – a de se desenvolver, levando estes potenciais latentes a nível de potencias.

Isto significa, utilizar energias que estão “neutras”, não reativas, torna-las polares, e aprender a lidar com elas até chegar a seu domínio.

Potenciais latentes são nossas promessas de assumirmos Poderes, para tal será necessário realizar trabalho, ou seja movimentar os potenciais até torna-los fluídicos, funcionais.

Sem o empenho de desenvolver estas energias, nenhum poder poderá ser adquirido. A energia em movimento na materialidade tem massa, e recebe atrito, resistência ao seu movimento, ao contrário da energia que está a velocidade da luz, que por transcender a massa, não encontra resistência, por nada é “tocada”, mas toca a tudo, pois contém tudo dentro do Todo.

Do ponto de vista do Espirito, ele programa cenários, onde estes potenciais podem se desenvolver, gera uma alma, uma experiência para que uma vez concluída com sucesso, receba como poder no retorno.

Para nós, identificados com a experiência humana, sujeitos aos desígnios  evolutivos atribuídos a esta espécie em Gaia, com pouca clareza dos mecanismos do Espirito, pelo pequeno contato que desenvolvemos com ele, a inabilidade de utilizar a personagem assumida para ser o agente de desenvolvimento no processo de individuação da alma ( e não da persona), tendo que lidar com um aparelho mental limitado, que observa o mundo através de um foco único, gerado pela ênfase na visão, e com isto perdendo a percepção do Todo que o cerca, tendo emoções, sentimentos, muitas vezes desagradáveis, dores psíquicas ou físicas, dificuldade de relacionamento com o meio para ter atendidas as necessidades humanas, que nós foram dadas para nós obrigar ao movimento, a realização do trabalho sobre nossos potenciais latentes, a não adaptação ao caos que existe a nossa volta, que causa uma pressão que nós traz a sensação de opressão, parece mais que fomos punidos com a expulsão do paraíso – Nós identificamos com um anjo decaído, e assumimos a marca do pecado  original em nós, geramos a crença em carma, nós sentimos separados do todo,  temos a necessidade de pagarmos uma “divida” para podermos nos purificar novamente, e sermos reabsorvidos pelo Espirito, encontrando nossa integridade.

Mas esta “saudade” do lar perdido, da ordem e plenitude que nós faz buscar a espiritualidade, uma necessidade maior que as básicas que os demais seres em Gaia também possuem, visa apenas gerar um cenário onde possamos desenvolver outro tipo de potenciais latentes, diversos deles, e para tal recebemos um aparelho mental em evolução, mas que para se modificar precisa ser exercitado, requisitado a miúde, gerando uma mutação, ou seja, sendo levado a operar além da zona de conforto, de forma continua, de forma a tornar permanente a mudança.

Os cenários são individuais, relativos, a cada pessoa, em cada momento de sua vida, mas tende a desenvolver as qualidades reservadas para a Humanidade, tendo como referência o que aprendemos como sendo  o potencial polarizado como virtudes : diligência( capacidade de guiar energia funcionalmente), temperança( equilíbrio), humildade ( capacidade de realizar seu trabalho sem esperar reconhecimento), paciência ( autoconsideração, caminhar no próprio ritmo), castidade (pureza de  sentimentos),  caridade ( forma que se lida com os próprios excessos, sejam espirituais, emocionais, racionais ou materiais) , magnamidade ( capacidade de brilhar e iluminar pelo reto pensar,  falar, sentir e agir) , e as decorrentes das mesmas como a tolerância, perseverança, fraternidade, compaixão, empatia...

Mas também teremos que aprender a utilizar positivamente, a dominar me nós, aquelas qualidades que estão no outro lado do pendulo polarizado, conhecida como Pecados: orgulho, gula, ira, luxuria, inveja, avareza, preguiça, e suas decorrentes.

Os cenários vão nós sendo apresentados e modificados conforme já tenhamos condições para lidar com os mesmos, pois nosso Espirito nunca nós dará uma tarefa para a qual não estejamos qualificados, porém, muitas vezes, quando ele nós apresentou a proposta de desenvolvermos certa qualidade, passamos ao largo, não nos empenhamos nela, a mesma poderá ser cobrada, tal como na faculdade certas matérias, são pré-requisitos para o aprendizados de matérias mais avançadas, e para avançar teremos que correr atrás do prejuízo e realizar a dependência.  

O desenvolvimento de um potencial latente se faz em diversas etapas, como se subíssemos uma escadaria. Por exemplo, quando pequenos, os lápis nós foram apresentados, livros e revistas com textos eram vistos, pessoas liam para nós, enquanto descobríamos que ler era entrar em um mundo novo, uma aventura e uma necessidade. Os primeiros dias de aula foram difíceis, mesmo contra nossa vontade, nossos país nós retiravam da segurança da casa, e nós obrigavam a ir à escola, ficávamos sobre tutela de uma professora inicialmente estranha, de colegas desconhecidos, ou seja nós expuseram a um mundo estranho.

Tivemos nossos medos, parecia que éramos exigidos por uma tarefa muito além de nossas forças e habilidades. Alguns destes medos foram vencidos, mas muitos ficaram inconscientizados, e nós limitam até hoje, já adultos. Mas no fim, aprendemos a escrever, a fazer cálculos, a desenhar até certo nível de habilidade. Por anos fomos expostos a novos conhecimentos e exigências, até que de certa forma, já pudéssemos ler e escrever com certa maestria, bem diferente da dificuldade inicial de juntarmos letras em palavras. Aparentemente já dominamos a arte da escrita, lidamos bem com ela, (mas domínio que pode ser melhorado a cada dia, ao usarmos gramatica, técnicas de redação, etc.).

Da mesma forma, no primeiro dia que sentamos no volante de um carro, toda nossa inabilidade em lidar com um veículo veio à tona, e nosso medo entrava em oposição com a nossa vontade em aprender a guiar o carro, e conquistarmos nossa liberdade de ir e vir de forma mais fácil, rápida, confortável. Mesmo depois de tirar a habilitação, aprovados, ainda lidávamos com a direção, errávamos muito, alguns acidentes ocorreram, pois guiávamos com base no aparelho mental, até que aos poucos nosso domínio se tornou automático, e passamos a guiar a nível de subconsciente, e a melhor resposta a cada situação aflorava além de nossa mente, tão rápida, que nem dá tempo de pensar, o domínio se tornou instintivo e perfeito. Já não mais lidamos com a direção, com o guiar, mas dominamos a arte de guiar, naquele veículo, ou seja, como em química se diria, nas condições normais de temperatura e pressão – apenas se mudamos alguma das condições, tal como a troca de carro, voltamos a lidar com a mente, adaptamos nossos condicionamentos e voltamos a dominar as novas condições.

Vejamos um artista, um pintor, mesmo que ele tenha o dom, um potencial desenvolvido em outra vida, o mesmo só surgirá após que nesta vida, aprenda a desenhar com lápis, colorir, regras básicas do desenho, para depois aprender a usar todas técnicas e recursos existentes, se submetendo a condução de um ou vários facilitadores, e irá repetir exercícios até saber lidar bem com cada forma de traçado, sua mente já tiver tornado o uso do material subconsciente, a aos poucos irá impregnar sua personalidade na arte, dando sua expressão individual, seu gênio nela, ou seja, pode subverter a técnica. Da mesma forma um musico, que após aprender ler e tocar um instrumento, não se contenta, e exige de si mesmo, cada vez mais domínio da sua arte, dedicando horas a corrigir tons, que outras pessoas não percebem como falhas.

Mas porque a maioria de nós não se dedica a se desenvolver, a colocar esforço em algo que queremos atingir?  

Colocamos uma missão à nossa frente, um objetivo, um sonho, mas tendemos a esperar que alguém o traga até nós, como um presente de Deus, sem esforço, sem dedicação...como uma criança que acha que os pais têm por obrigação lhe suprir suas necessidades e seus mimos.

Com certeza, se tivermos uma necessidade real de um recurso que eu leve a evoluir, a desenvolver um potencial, e estivermos empenhados em fazê-lo, nosso Espirito nós suprirá das respostas, da guiança, abrirá caminhos. Mas apenas se estivermos alinhados em nosso querer verdadeiro com o querer de nossa alma e espirito. Se for desejo da persona, uma cisma, um mimo, que nós mantiver na zona de conforto, o Espirito não só nós recusará, como exigirá que mudemos de caminho, mudando nosso cenário. Toda vez que caminhos se fecham para nós, pessoas saem ou são retiradas de nossa vida, é porque o potencial a ser desenvolvido nesta situação, da forma que este cenário permitia, já foi realizado, ou porque a presença desta está nos atrasando, pois estamos fugindo de desenvolver algum potencial necessário, que será fundamental para o que vem a seguir.

 Nosso Espirito não tem a intenção de nós magoar, mas como diretor de nossa encarnação, toma decisões, que por não as compreendermos como positivas, nós revolta, magoa, fere as vezes ao ponto de perdermos a vontade de viver, pois a alma não está conseguindo se expressar, está limitada por nossa persona, por nossas crenças, condicionamentos, ilusões sobre quem somos(autoimagem), e o que deveríamos estar sendo (imagem social) em conflito com o que somos em Essência.

Muitas vezes encarnamos com a alma com determinados potenciais a serem desenvolvidos com dons a serem manifestados, mas nosso Espirito deseja desenvolver outros potenciais que mais tarde irão se somar aos que já possui.

Nestes casos, uma alma frágil, sensível, terna, amorosa, ou seja, salina, pode receber como cenário de vida, um ambiente hostil, totalmente inadequado a uma alma com estes dons, apenas para aprender a lidar com força, firmeza, foco, disciplina, iniciativa, realização, mesmo que este cenário magoe muito a esta alma, mas ao mesmo tempo, a supre com um apoio, um instinto de sobrevivência, que a conduza durante o tsunami...

Da mesma forma, uma alma que conhece bem o realizar em um mundo caótico, ser firme, ter posse em si mesmo, capaz de ser um trator que passa por qualquer um que fique no seu caminho, personalidade sulfúrica, será colocada em um cenário onde será exigido dele o desenvolvimento da habilidades salinas, ser mais fraterno, tolerante, ter paciência com o ritmo alheio, empático, colocar a amorosidade a frente do objetivo, aprender a respeitar as limitações do outro, e ajudá-lo a se encontrar e desenvolver .

Ou se tivermos uma pessoa que adora o mundo das ideias, usa sua imaginação para visualizar hipóteses , seu aparelho mental para viver no mundo racional, objetivo, aéreas, ou seja mercuriais, pode receber para viver um cenário, onde desenvolva as qualidades de oposição, ou seja sulfúricas, ou por evitarem de todas as formas de se sentir, a ponto de se tornarem indiferentes, insensíveis em todos os aspectos, sem conexão com as próprias percepções sensoriais, será jogada em determinado momento, a experiência salina.

E não adianta dizer que já domina alguns certos potenciais, sempre estaremos sendo convidados a aperfeiçoar este domínio, sendo expostos a outros cenários, ou a aprender a lidar com potencias novos, que servirão de tempero, de dosadores daqueles com que já lidamos. Nossa base, nossos dons, habilidades desenvolvidas servem de ponto de equilíbrio, de centro, mas nunca poderão ser pontos de enrijecimento, pois a adaptação, a evolução e a mutação funcional são princípios que nós regem.

Viver em um cenário não adequado aos dons que a alma traz consigo, para desenvolver potenciais latentes inexplorados, ter que confrontar com sua inadequação, incapacidade de adaptação com o meio, a fará sofrer, pois será exigida uma mutação no seu modo se der, ou seja, uma evolução. E isto causará um sofrimento enorme, devido a nossa resistência a sair da zona de conforto, e a preguiça de nós dedicarmos a desenvolver estes potenciais, nossa ignorância daquilo que nosso Espirito deseja de nós, a falta de clareza sobre nós mesmos.

Mas a dor irá diminuir quando aceitarmos e compreendermos que nosso espirito é funcional, não desperdiça energia, que tudo que faz com que vivenciemos visa sua evolução, e buscarmos a cada situação perceber que qualidades estamos sendo levados a desenvolver…e abrirmos mão do controle da persona, nós deixarmos ser conduzidos por nosso Espirito, nós segurando, apoiando e aconchegando nele.

Não viemos para cá desenvolver habilidades junto a materialidade, mas esta serve de escola, de indicadora. Uma pessoa auto realizada internamente, irá realizar no mundo externo.

Viemos para trabalhar na materialidade nossa capacidade de realização, de ter sucesso, em alguma área...e em outras áreas teremos fluxo fácil, pois são nosso ponto de equilíbrio, de ancoragem.

Viemos aprender a sermos Humanos e realizarmos todos potencias humanos, para depois transcende-los, ou seja, nenhum potencial poderá ficar sem ser trabalhado.

Mas ter sucesso é desenvolver um poder, ou melhor, muitos. Da mesma forma que demoramos para aprender a escrever, guiar, a desenvolver nossa arte, pois tivemos que a cada passo lidar com fracassos, com obstáculos, barreiras aparentemente intransponíveis para a mente, mas não lembramos do caminho realizado, de nossos medos, dos assentamentos que fizemos no percurso, e só ficou a habilidade, o potencial desenvolvido, ou seja, adquirimos poder.

Mas tememos o sucesso, apesar de o desejarmos muito, nós nos sabotamos, pois muitos medos internos, muitas crenças nós foram apresentadas e assumimos como verdadeiras.

Na primeira dificuldade assumimos nossa incapacidade como verdade absoluta, e não apenas como um desafio- se ainda não sei fazer certo, posso aprender.

A gente desiste de nós mesmos muito rápido, nosso querer não tem apoio, nem fundamentação, não queremos usar energia para nós envolvermos, nós comprometermos com um objetivo.

Temos um medo absurdo do fracasso, e já condenamo-nos ao mesmo, afinal pelo princípio da afinidade vibratório, aquilo que mais tememos, já existe em nós, já é real e apenas não temos a coragem de confrontar. Assim como o desejo pelo potencial, também já existe em nós, e ele tem certa urgência em ser desenvolvido, gerando uma tensão...o espirito, a alma, exige que comecemos a lidar com este potencial, nossa persona, defendida pelo orgulho, pela vaidade, se nega a possibilidade do fracasso: O que os outros vão pensar de mim, se não fizer bonito? Quantos de nós não se tornaram pintores, músicos, por vergonha de expor o resultado de sua arte ao mundo. Outros bloqueiam sua sensibilidade, sua capacidade de intuição, porque tem medo de afirmar que sente, percebe coisas que para os demais é digno de internação. E negam o desenvolvimento de seu sexto sentido, de ouvir sal própria alma, seu espirito, os amigos espirituais...nem começam um esforço para algo porque tem medo do fracasso.

Tem vergonha de dizer a si mesmo: fracassei mesmo, desta forma não deu certo...de deixar correr as lagrimas provenientes da visita da verdade que a alma sinaliza, de deixar a persona confrontar a realidade de frente, sem falsas vaidades...e para se proteger, ou nem tentamos, ou ficamos na dependência de alguém, esperando que este faça por nós a conquista, mas o resultado é o mesmo: Ficamos paralisados.

Quem querer aprender a ter o Poder de Realização, de ter Sucesso, de se expor, de Ser invulnerável às críticas, o poder de não ser mais magoável (nem pela própria autoimagem distorcida), vai ter que aprender que no caminho terá que encarar muitos fracassos, até aprender a lidar funcionalmente com o potencial latente, a ponto de domínio.

E que cada potencial não se desenvolve de forma linear, mas em espiral. Podemos ter o objetivo de termos sucesso em determinada área, uma missão a realizar, e focamos nela.

Mas assim como ao visualizarmos em uma montanha nosso objetivo, não adianta subi-la de modo intempestivo, correndo, pois podemos até ter folego para alcançar o topo, mas teremos perdido toda a experiência da subida do caminho, ou no seu desenvolver de inúmeros potenciais latentes esperavam para ser desenvolvidos. Um alpinista não se inicia já subindo o Everest, mas irá fazer escaladas em paredes, presos a cabos de segurança, com um orientador a seus pés, depois irá subir montanhas cada vez mais complexas, até dominar a arte da escalada e estar pronto para um desafio de projeção como o Everest.

Triste daquele que sonha com o topo da montanha de uma arte, mas teme dar o primeiro passo no desenvolver-se com medo do fracasso, pois este é a companhia constante dos aprendizes, a dor de não dar certo, de deixar de teimar em fazer algo do seu jeito, de precisar se adaptar de forma tão rápida e eficiente que só quando a arte já se encontra entregue à alma, ao subconsciente sob gerenciamento do Espirito ( e não da persona), a coragem de assumir sua verdadeira essência, realiza-la, mas mesmo estando nela, saber se adaptar as exigências do cenário, campo de desenvolvimento, única e exclusivamente.

 Se o cenário atual está dolorido, não te faz feliz, veja que potenciais ele te exige desenvolver, e se empenhe, para se libertar rápido deste canário, e ir para o próximo.

Se você acha que já domina certo potencial, mas ele não te consegue fazer feliz, é porque existe um convide por detrás, desenvolver em si a capacidade de usar os potenciais para se fazer feliz, e aprendendo a ser feliz, poder irradiar felicidade a sua volta, e fazer outras pessoas felizes, ao invés de irradiar seus medos e sua infelicidade para sobre os ombros alheios, colocando sobre eles a responsabilidade de nós fazer felizes.

Ninguém tem a capacidade de fazer outrem feliz ou infeliz, apenas nós mesmos temos este poder, e é um poder de escolha -  se fazer feliz ou se fazer infeliz.

Se não se está feliz, é hora de trabalhar todos potencias latentes até se tornar feliz...e o primeiro passo é perder o medo, a vergonha se fracassar no intento, e nunca se abandonar, sempre se apoiando, com autoconsideração, paciência, empatia e tolerância consigo mesmo.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Foco, disciplina, concentração, vontade e intenção


“Fomos criados em uma cultura de variedade, de múltiplos interesses, de diversidades de possibilidades, infinitos recursos para arbitrarmos, o que é para nós e o que não nós serve.

Um povo de características mais femininas, onde observamos todo nosso entorno, ligados em tudo e em todos ( menos em nós mesmos).

Percebemos o mundo em 360 graus, olhamos ao longe, julgamos e interferimos na vida alheia, dando a isto a veste de Se Importar, ou seja de amor.

Mas desenvolvemos a dispersão de energias, a dividimos em tudo no nosso entorno, damos poder ao meio, não geramos limites, não nos limitamos.

A Nossa liberdade deveria ir até onde inicia a liberdade do próximo, mas tendemos a forçar nosso mapa pessoal de vida aos demais como sendo o mais correto.

Nós nos empenhamos a mudar o mundo, as pessoas, forçando-as a seguir nosso modelo de vida, e inconscientemente, seguimos um modelo imposto a nós por milênios sem questionar.

Vivemos como entidades, seguindo condicionamentos, sem discernimento, apenas repetindo ações aprendidas.

Perdemos o foco em nós, sempre nós colocamos em último plano: colocamos a nossa frente pessoas que amamos, crenças, missão de mudar o meio, corrigindo a obra divina, ao invés de contribuir com ela.

Uma fuga, pois se voltarmos o foco a nós mesmos, teremos que nós perceber como somos, e não como nós idealizamos, e isto dói, pois não sabemos lidar com a realidade:

Somos Humanos, frágeis, falíveis, em aprendizado, seres em desenvolvimento de potenciais, habilidades, e portanto pedras brutas em lapidação, onde nosso verdadeiro valor, brilho terá que ser trazido para fora.

A grande diferença entre um Humano e os demais seres em Gaia, é a capacidade de tomar consciência do que sente, gerar sensações emotivas com seus processos mentais, de observar a si mesmo e modificar o próprio ser, de forma a se fazer feliz. Os animais agem por condicionado, aprendizado passado de geração em geração, aperfeiçoando a espécie, gerando mutações no DNA fixo e no volátil. Da mesma forma temos o mesmo impulso, somado com a exposição sociocultural e religiosa, e a possibilidade de escolhermos sobre nosso caminho, sobre nossas reações e ações.

Mas estamos tão absortos em acompanhar o mundo exterior, que saímos do centro de nosso mundo, nós tornando vítimas do meio.

O primeiro foco que precisamos desenvolver, e a volta ao que sentimos:
Como cada fato, cada pessoa, nós impacta?
Onde estamos ou nós colocamos para ter certa reação?
Com que personagem, mascara estamos nos identificando para nós sentir de certa forma? Submisso ou dominador, vítima ou agente?
Onde estamos colocando nosso poder? O quando ele está fora de nós, agindo contra nós, nos oprimindo? E o quanto o temos em nossas mãos e o usamos para mudar a situação.

Recuperar o próprio poder exige Disciplina, coisa que para nós é algo a se evitar, pois a confundimos como mecanismo de opressão, de obrigação, de ficar quietos e submissos..

Não, disciplina é apenas colocar o foco naquilo que desejamos para nós, direcionar nosso esforço e atenção a nosso processo buscando modifica-lo de forma a nós fazermos mais felizes.

Felicidade passa a ser não um estado desejado, idealizado, mas uma medida de estarmos no rumo certo, o uso do bom senso da alma, nosso mestre interior, guia seguro.

Disciplina para mudar o foco da segurança, pois se segurar, se assegurar no mundo exterior é ilusório, pois ele é mutável, e independe de nossa vontade. O único local onde podemos nos segurar, apoiar, aconchegar é dentro de nós, nas nossas partes que torcem que sejamos felizes, que evoluamos, pois se o fizermos, elas também o farão, então se segurar na própria alma- espirito, honrando os corpos de manifestação, os apoiando e cuidando, pois eles se apoiam em nós, gerentes que somos deste Universo interno que nós coabita, infinitos átomos, células, seres simbiônticos e até mesmos parasitas.

Se não nós focarmos em nós, com disciplina, deixamos este Universo interno sem gestão, sem ordem e se tornará caótico, nós afetando, pois sem poder, é afetado pelas forças externas.

 Este Universo em nós, exige que assumamos nosso cargo de gerentes, e que nós nos concentremos em nós, ou seja, colocamos a nossa atenção centrada em nós, pois é nossa bioenergética, nossos processos psico-astrais que plasmam o  meio à nossa volta, atraindo o que temos em nós amplificando fora, aquilo que exige nossa atenção dentro de nós ( princípio da projeção, derivada da Vibração/polarização).

Se desenvolvermos foco, disciplina aprendendo a lidar conosco mesmos, concentrados em como funcionamos, podemos usar a dadiva do Livre arbítrio, e usar nosso discernimento, o Poder de escolha, de dar e tirar importância, de absorver ou não, de nós deixar impressionar ou de anular/neutralizar e a partir da escolha lucida, usar nosso Poder maior de Vontade para interferir em cada processo, modifica-lo, ajusta-lo, transmuta-lo, de forma a encontrarmos sempre uma melhor posição, que nós faça sentirmos bem conosco mesmos, ou nós movermos um passo mais próximos ao estado de felicidade.

A nossa intenção é a diretriz maior que dá sentido a cada ato nosso, dá um significado a nossa vida, mas por falta de foco, de disciplina, de não  termos o centro em nós mesmos, de não estarmos lúcidos na auto percepção ( o que estou sentindo agora com isto? Onde estou me colocando neste momento? Posso mudar meu ponto de vista agora e como isto muda o que estou sentindo?), não temos a mínima noção da intenção de cada atitude nossa. Com isto diluímos nosso poder, pois outras intenções sobreporão a nossa não capacidade de intencionar nossa energia, ou seja de comanda-la, pois negamos a lidar conosco mesmos....

Fugimos de nós, de nossa existência, quando focamos tudo menos a nós mesmos. E uma fuga da vida, tem preço, pois ela irá se impor a nós. A quem está encarnado não há fuga de viver, e se não se colocar no fluxo da vida por amor, o faremos pelo sofrimento.

Toda dor só indica que em algum ponto em nós, existe uma fuga, estamos nos defendendo de sentirmos uma magoa forte- a vida não é o que queríamos que ela fosse, mas ela é o que pode ser, o que precisamos que ela seja, para evoluirmos, para mudarmos...

A vida é real, não é ideal... nossos relacionamentos são reais, mas nós nos negamos a ver ao outro, porque nós negamos a nós perceber quem somos realmente, não nós mostramos a ninguém, nem a nós mesmos...

Temos raiva da vida, porque ela se nega a estimular nossas ilusões, idealizações...fugimos de nós sentirmos magoados, mas a magoa é a visita da verdade, ela apenas nos traz de volta ao cardíaco, morada da alma.

Para viver na alma, porta do espirito, precisamos estar concentrados em nós, determinarmos nossa intenção, desenvolvermos disciplina, foco, direcionarmos nossa vontade, e ao assumir a auto responsabilidade, recuperando o poder de fazer diferente, de ser diferente, único, transmutarmos nossa vida.

Mas ninguém aprenderá a dominar os elementos da realidade, se não desenvolver a habilidade de lidar com seus elementos internos, de ter foco, clareza de intenção, se colocar no centro da atitude, com toda responsabilidade assumida pelas consequências, a disciplina de estar consciente e presente em si a cada momento...

Ou seja, aquilo que devido a nossa cultura liberal , permissiva, paternalista, assistencialista, não desenvolvemos quando crianças, não se tornaram naturais como em outros povos, termos que correr atrás do prejuízo...não por obrigação, mas porque queremos ser os autores de nossa própria vida.

A independência não está em se rebelar contra a dependência, contra quem nós protege, mas aproveitarmos que a vida nós supre com os recursos necessários, aprendermos como nós virar, com aqueles que já caminharam mais que nós, pois eles podem evitar que caiamos em armadilhas, que eles experienciaram, pela bondade deles em compartilhar sua experiência conosco.

Os Poderes de Foco, Disciplina, Concentração, Intenção, Vontade, Presença, Clareza, Lucidez não nascem de um dia para o outro, precisam de que trabalhemos muito sobre elas, que lidemos com cada fracasso, cada inabilidade nossa, de forma positiva, com autoconsideração, afinal ninguém se torna um exímio musicista sem dedicar horas a fio em desenvolver sua arte.

Aprender o domínio é desenvolver uma arte. Assumir o próprio poder também é uma arte.

Um desenhista primeiro aprende as técnicas, do mais simples risco, depois do uso da aquarela, do lápis de cera, das tintas, até que um dia se torne um pintor, E o que diferencia um pintor que apenas desenvolveu técnicas, de um mestre é que depois de desenvolver, o foco, a disciplina, a intenção, a concentração, ao aprender a base da arte, a subverte, traz sua alma para a mesma, e após dominar todas as técnicas, a saber lidar com suas habilidades, suas limitações, as transcende, e flui na sua arte, além do ego...se torna a própria arte se manifestando...  

Mas sem se dedicar a aprender como segurar um lápis, qual é o traçado, a lidar com os recursos, nenhum mestre nasce...sem as 5 qualidades temas desde texto, da mesma forma ninguém se torna um mestre de si mesmo. “

 

Leis da Vida - Parte II


Falamos um pouco sobre as Leis da Unicidade, Transformação (Lavoisier), da Evolução (aumento da complexidade), da Eternidade e da Funcionalidade.

Vamos a mais algumas:
6)   Tudo é interconectado.
7)   Tudo é processual.
8)   Tudo é Relativo.
9)   Todos são 100% responsáveis por sua  própria vida.
10)   Contemplação.

Tudo está conectado com Tudo.

Nada está desligado, separado de nada.
Tudo que possui uma centelha vital em si, independente, tem Individualidade, sejam plantas, insetos, animais, mamíferos...
Na física, sabemos que os átomos sofrem energias de relação com outros átomos, formando substancias, polímeros, trocando elétrons, formando pontes de hidrogênio, e que a presença de certos elementos podem atuar como catalizadores das reações químicas, alterando sua velocidade, e produto final.
No corpo, possuímos átomos, que liberamos de várias formas, na atmosfera pela respiração, e este átomo pode ser inspirado por outra pessoa, levando consigo as informações que contém, trocando-a com a nova pessoa, assim como a agua que existe na atmosfera, capaz de memorias, muda de estado, mas arquiva em si registros. Tanto o ar como a agua que hoje existem em um país, podem durante seu ciclo, estar daqui a pouco no outro lado do planeta, já que o planeta gira, e o ar não é arrastado em sua totalidade durante o giro, dependendo da altura pode se manter estacionário, ou mesmo ser levado pelos ventos em contra fluxo.
Se considerarmos que um átomo é um campo eletromagnético, que interage com o meio, e acabam alterando energeticamente o ambiente a sua volta, formando campos maiores.
Da mesma forma o campo gerado pelo pensamento humano, materializado em elétrons, que na presença de um observador (consciente ou não) se torna material gerando outro tipo de campo que se expande no espaço, o qual gera movimentos de atração e repulsão, se aglutinando por semelhança.
Nossas emoções, também modificam o ambiente a nossa volta, gerando campos vibratórios emocionais, que tendem a se atrair, se aglutinando por semelhança.
Estamos imersos em um mar de campos vibratórios, que se interconectam, se relacionam, e se relacionam conosco. Somos como um peixe no oceano, se a temperatura externa modifica, todo oceano se modifica, se há furações, tsunamis, todo mar se movimenta em turbulências... 
 Apenas não somos capazes de perceber a interconexão de tudo com tudo, com todos porque acontecem em campo invisível, e são percebidos apenas pelo nosso inconsciente pessoal, que se funde em determinados níveis e forças com o inconsciente cultural, socioeconômico do ambiente, até o coletivo da humanidade, de arquétipos, e também da somatória de egregoras existentes.
Nossa ligação consciente pode ser gerenciada por nossas escolhas, mas as que ocorrem no subconsciente e no inconsciente fogem ao nosso arbítrio, e nós ligamos a campos de depressão, de magoas, de certas forças anímicas, sendo afetados de forma mais perceptível, pelos campos emitidos mais próximos a nós, e menos por correntes mais distantes, mas mesmo assim somos afetados até pelo que não pertence ao planeta, como a Lua, Sol, planetas, apenas não somos capazes de perceber as alterações.
Temos a ilusão que nós acabamos onde nossa pele gera um conceito de mundo interno e externo, alguns percebem e conseguem lidar com a expansão/contração de seu campo áurico, as forças que nós fazem relacionar com o meio ambiente, que vai além do campo áurico, responsável pelo que atraímos ou afastamos de nossa vida, que atua formando como que “pontes de hidrogênio”( conhecidos pela psicologia como sombras do meio ambiente, de defesa, sensória).
Se ficamos tristes, nós automaticamente, iremos nós ligar a todos que estão tristes, e a nossa tristeza irá amplificar, pois se somam. Também, se um campo vibratório de tristeza aglutinado passar por nós, podemos ficar tristes de um momento para o outro, sem motivo, porque não estamos atentos a interconexão.
Sabemos que o planeta possui linhas de força, de distintas frequências magnéticas, que animais como os pombos utilizam para se orientar para retornar para casa, as linhas Ley, Bavic. Da mesma forma, temos campos psicoastrais que se movem, passam por nós, tal como fazem as ondas de tv, rádio, celulares.
Temos a ilusão de estarmos separados, e termos controle sobre o meio ambiente, mas esta segurança é totalmente falsa, devido a interconectidade. Um fato que ocorre no sol, pode nos afetar, apenas não temos consciência disto, apenas percebemos que algo imergiu do inconsciente, e nós modificou.
Nossa Consciência é finita, limitada a nossa capacidade de decodificação mental, mas o inconsciente é infinito, e abarca tudo que existe. A consciência de um ser humano é diferente de uma pulga, por exemplo, mas ambos estão ligados no inconsciente.
Nosso pulmão se relaciona com o ar, assim como nossa mente se relaciona com a mente coletiva, nosso campo áurico se relaciona com os campos psicoastrais coletivos. A atmosfera liga tudo que respira, que toca.
O finito se relaciona com o infinito, o infinito com o finito.
O finito está contido no infinito, que é composto por infinitos campos finitos diversos, únicos, infinitas possibilidades.
Se você ficar em pé em um local, e observar a superfície visível, apesar dela parecer continuo e igual, perceberá que tem certas marcas especificas que lhe dão individualidade, que se você der um passo ao lado, o chão terá marcas diversas. Desta mesma forma, acontece no espaço invisível. A superfície da Terra está ligada ao centro, mas não há dois centímetros iguais no planeta, apenas semelhantes, e mesmo a descontinuidade causadas pelo mar, é apenas uma ilusão, toda terra esta interligada. Não existe vazios, tudo está preenchido, apesar de não percebermos, tudo possui fluxos se movendo, interagindo.
A mente objetiva não consegue perceber o invisível, pois depende dos 5 sentidos, mas nós somos capazes de perceber o invisível, somos afetados por ele, e o afetamos. Cada local tem uma energia especifica que atua na nossa, interferindo se conectando, passando como nuvem, ou de forma neutra (latente).

A Individualidade é a diferença, a unicidade e não a separação.
E tudo está ligado funcionalmente, levando a evolução.
Tudo é processual. Lei da ação.

Para existir energia, é necessário que haja movimento (senão teremos estagnação), a realização de um trabalho, decorrente da interconexão, do atrito entre superfícies, liberando ou absorvendo energias.
Quando existe um observados o potencial latente entra em ação, se move, se transforma, se inter-relaciona.
No Princípio, no Big Bang houve uma Causa Primeira neste Universo, que gerou uma consequência, a qual continua se multiplicando até hoje. Cada consequência gera uma reação, que é causa de nova consequência.
O princípio de causa e efeito é eterno, infinitos e está interconectado com tudo, de forma funcional e evolutiva. O que fazemos, e o que deixamos de fazer, a ação e a omissão geram consequências, que se multiplicam em possibilidades, uma causa de outra consequência que se torna causa.
Tudo está entrelaçado deste o princípio dos tempos, se interconecta, e se afetam.
Por isto ao se mudar uma força de intensidade, de sentido, mudamos todo o Universo. A cada mudança. Novas consequências exigirão novas causas...
Como tudo afeta tudo, tudo se move e modifica, tudo é um processo, não há cenários parados.
Podemos “fotografar” fatos, mas eles se modificam toda vez que observamos a “foto”, pois nós estaremos modificados. Nada permanece igual, mesmo fatos que aparentam ser o mesmo padrão se repetindo, tem diferença funcionais, porque a interconexão é diferente, mesmo que apenas alguns segundos tenham se passado entre o fato repetitivo- podemos observar isto em maquinas de alta produtividade, que ejetam muitas peças por minuto, elas terão  ligeiras diferenças entre si, pois, por exemplo, a vibração da máquina, a qualidade da matéria prima de cada um é diferente, por isto se utiliza o conceito de tolerância de variação admissível.
Tudo que você pensa, sente, faz afeta o meio e gera consequências. Sua presença é causal no processo.
E somos afetados no nosso pensar, sentir e agir pelo ambiente, e neste caso, o ambiente se torna causal.
A causa mais próxima, nós afeta mais, e mais distante a percepção, a afetação será menor, dependendo da intensidade, modo, pulsar, velocidade de movimento, gasto de energia envolvido, etc.
Quando se observa o processo, se conhece as leis que o envolvem, podemos atuar de forma lucida, levando o processo ocorrer de uma forma mais funcional, de acordo com nossos objetivos, da mesma forma que um químico pode a partir da mesma matéria prima, mesmo maquinário, mudando as condições de temperatura, pressão, velocidade de um processo produtivo, obter produtos finais de qualidades bem diversas, especificas.
Por isto a autoconhecimento, a observação da natureza e de seus processos é tão importantes para podermos discernir nossas ações, pensamentos e emoções, sendo agentes da mudança ao invés de vítimas do mesmo.

Tudo é Relativo, nada é absoluto.
Se tudo muda, se interconecta, se afeta, está se modificando em processo.
Tudo é relativo, pois as forças que atuam são diversas, o momento traz novas conexões, mudando o resultado. Para se observar a passagem do tempo, precisamos dois pontos no espaço, para medir o tempo que se leva para percorre-lo a certa velocidade. Mudou-se um detalhe, tudo muda, portanto há uma relatividade onde existe dimensão, espaço-tempo, matéria-antimateria, visível – invisível, ou seja há polarização, para gerar discriminação.
Como você observa o Universo externo, depende de como se relaciona com teu Universo interno, as forças que ativa, os potenciais ativos, suas crenças e valores, a identidade e comportamentos assumidos.
Coisas que em uma cultura, uma religião, são tidas como verdades, em outra não o são, portanto são relativas.
Mesmo as leis físicas são relativas, a gravidade, por exemplo, que existe na Terra é diferente na Lua, no Sol. As ondas eletromagnéticas são relativas a composição, o dia/noite dependem do movimento pelo espaço planetário. As leis que percebemos como constantes, regras validas para Gaia, não serão as mesmas em outro local no espaço. Mesmo como observamos uma planta, dia após dia, será relativa ao nosso estado de espirito, a luminosidade, apesar de sabermos que a planta é a mesma, nossa relação com ela mostra a relatividade.
Mas se tudo é relativo, o futuro é apenas provável, porque nós agarramos tanto a segurança, nós nos seguramos ao que é relativo e mutável...mas não nos adaptamos, permanecemos rígidos, para termos segurança. Em um Universo mutável, relativista, nada é seguro, nada é certo, nada é verdade absoluta.
Tem situações que acreditamos já saber, dominar, estão em nossa zona de conforto, temos certeza que já temos a resposta correta para agir, nós nos sentimos seguros – mas isto é ilusório, irreal.
Ou seja o que cremos ser real, é irreal. O que temos como irreal pode ser real.
A resposta a um fato sempre será diferente, pois o mesmo fato não se repete, apenas pode aparentar ser igual, mas é diferente, portanto exige resposta diferente.
Como dizia Einstein- Fazemos tudo igual, sempre, e ainda esperamos que a consequência seja diferente. Se queremos uma resposta melhor, que nós fira menos, temos que agir de forma diferente, pois ai estaremos de acordo com a lei – tudo tem a sua relatividade, unicidade, portanto exige uma ação diversa, não condicionada.
Sabemos que matar por matar é inadmissível, mas como ditar uma regra para que vive em uma guerra, correndo risco de vida, onde se não se defender é morte certa? Até um fato tão grave tem relatividade, a resposta de cada um só será real, no momento que passar pela situação e fizer sua escolha, qualquer outra coisa será uma avaliação conceitual, empírica, e relativa.
Sabemos que mentir não é desejável, mas há momentos que uma mentira pode ser mais benéfica, funcional, evolutiva que a sinceridade fria.
Os campos vibratórios são relativistas, e pode gerar consequências fortes. Dizia Paulo de Tarso: Tudo nós é permito, tudo é licito, mas nem tudo nós convém. Quando fazemos uma escolha (ou nós omitimos) haverá uma consequência como resultado, com a qual teremos que lidar.
A circunstancia é que determina a funcionalidade do ato. As coisas são contextuais, situacionais, relativas. Nada é certo ou errado, de forma absoluta. Uma coisa que em um momento é bem inadequado, pode em outro momento ser o mais adequado.
Mesmo o que chega a nós, é relativo, ao que somos, ao que vibramos. Se vibramos no mal, na doença, no medo, é com o que faremos conexão. Uma pessoa ao nosso lado, no mesmo ambiente, que está vibrando o bem, a confiança em si, a fé em seu espirito, o autovalor, irá se conectar com outros campos, e terá consequências diversas em sua vida, experiência coisas muito diversas.
Se tudo é relativo, não há mais superior nem inferior, isto se torna apenas referências espaciais, mas uma pessoa pode ter certas habilidades bem desenvolvidas, mas terá uma serie de potenciais latentes à espera de iluminação, de desenvolvimento, enquanto outra pessoa pode ter desenvolvido outros, ou seja somos apenas diversos, únicos, na individualidade. Cada qual tem algo sendo desenvolvido, habilidades, e potenciais intocados.

Somos 100% responsáveis pelo que acontece conosco.

Somos a lei, temos o arbítrio de interferir no processo. Onde colocamos nosso foco, amplificamos, então o que cremos ser, se tornará real.
Apenas quando assumirmos a responsabilidade sobre nossa vida, deixando a postura de vítimas, poderemos mudar o processo, aprender a lidar com as forças. A vítima transferiu seu poder, e se torna impotente. Mas quando aceitamos que somos responsáveis, recuperamos nosso poder e podemos mudar tudo.
Se fomos nós que fizemos, atraímos, nós conectamos, nós impressionamos de certa forma, nós deixamos afetar pela falta de posse, de lucidez, podemos mudar tudo. No conhecimento da lei, passamos a ter o poder de alterar tudo, passamos a ser agentes, a usar nosso livre-arbítrio para fazer escolhas, e a aprender a escolher sempre de melhor forma, podemos nós ligar com o campo da solução, receber intuição.
Na vítima, fugimos do confronto com a realidade, nós escondemos em um mundo de idealizações, de ideias.
Podemos estudar o que fizemos, quais foram as causas, para modifica-las, e obter resultados diversos.
Poderemos policiar nossos pensamentos, lidar melhor com nossas emoções, escolher com o que nos conectamos, passar a nós centrarmos em nós, no nosso sentir, no Ser, e tomar posse de si mesmo.
Temos que realizar escolhas a cada segundo, que mudam nossa vida. Apenas as fazemos sem lucidez, e nós tornamos vítimas de nosso próprio agir inconsciente. Quando tomamos posse de nossa vida, nós tornamos cada vez mais lúcidos de nossas escolhas e de suas consequências, e desenvolvemos a habilidade de bem viver.
Se há algo de disfuncional na nossa vida, é porque estamos defendem ideais irreais, indo contra as leis, e inconsciência na escolha, a fuga do auto responsabilidade, uma covardia de enfrentar que temos que mudar, que o mundo não é do jeito que o idealizamos, de como pensamos que ele deve ser.


Arbítrio é a capacidade da individualidade de interferir no processo atuando na lucidez de forma evolutiva.

Cada situação é nova, original, única, relativa e busca novas escolhas baseadas na vivencia, na percepção, na capacidade desenvolvida de discernir e estar presente, lucido, na situação.
Nosso aparelho para estas escolhas não é a mente, mas sim a alma, com seus sensos, com sua inteligência, sua capacidade de se comunicar instantaneamente com nossa parte Eterna, e escolher de acordo com nossa individualidade, não regras externas.
As escolhas feitas fora da individualidade (alma/espirito) são tentativas de controlar, de estagnar o processo, e resultaram em respostas inadequadas.
Adquirimos nossa característica divina- Se sou Eu que escolho, coloco a minha fé, ativo o processo, que trará consequências. Quanto mais lúcidos nas escolhas, melhores as consequências no processo, estaremos caminhando para a iluminação. Se temos em nós a lei, o verbo, somos responsáveis, precisamos tomar atitudes e assumir nosso processo.
O arbítrio foi nós dado para podermos interferir no nosso processo, preservando a individualidade.
Se escolhemos algo que age contra nossa individualidade, a dor se manifesta, alertando que saímos de nosso caminho, que escolhemos de forma enganosa, interferimos no processo erroneamente. Faz tudo para nós trazer de volta a nossa individualidade.
Ao darmos importância a algo, interferimos em todo fluxo energético, e mudamos o processo.
A dor é uma ferramenta do sistema de defesa de integridade, para nós preservar como indivíduos.
Se teimarmos em uma situação, as vezes o corpo prefere morrer a se manter destruindo a integridade, é uma forma de libertação da situação.
uando atingirmos a Consciência plena de tudo que escolhemos a cada minuto, atingiremos a consciência budica. Para isto precisamos perder a tendência de divagar, de permitir a mente atuar sem gerenciamento, e assumirmos o nosso destino em nosso arbítrio a todo momento.
A verdadeira realização é a expansão da individualidade.

Contemplação.

Com+ templo+ ação= ação de entrar no templo, mergulhar na própria essência.
Buscar meditar sobre as leis, se tornar observador de si mesmo, capaz de analisar o próprio processo, as escolhas e suas consequências, e modifica-las.
Revisitar o passado, com o novo olhar, e ressignifica-lo, aceitando sua magoa com a vida por ela não ter sido como desejávamos, como idealizamos, assumindo a responsabilidade sobre tudo que aconteceu, valorizar o que cada situação, mesmo as desagradáveis, fez com que desenvolvêssemos de potencias, habilidades.
Entender que tudo sempre foi perfeito, nas leis, e que estamos exatamente no ponto que em nossa idade cósmica, já desenvolvemos o que foi possível, e tudo está na mais perfeita ordem.
Que Deus ao criar as leis, colocou tudo funcional, portanto ele não precisa de nenhum fiscal para corrigir o que ele errou. Tudo tem seu motivo de ser como é, tudo está funcional e é evolutivo. Nossa visão é que é relativa, portanto nossa indignação sobre a realidade é falsa, ilusória, vinda da ignorância do processo. E que na individualidade, cada um arbitra sobre si mesmo, e não pode interferir no processo alheio.
Mas pela interconexão, quando melhoramos, afetamos positivamente o ambiente, e pela funcionalidade, o meio reconhece em nós agentes evolutivos e favorece cada vez mais nossa melhora, nossa evolução, nós trazemos mais oportunidades e recursos.
É aprender a sair da mente, silencia-la, para poder ouvir as demais vozes internas que são nossas colaboradoras existenciais, as inteligências do corpo, da alma, do espirito, que nós falam de forma simples e direta (se vem com um discurso, explicando, justificando, a voz ou vem da mente, ou das larvas astrais que vivem como um capacete em nós, e que nós controlam).
Aprender a ouvir a voz que vem do cardíaco, nosso mensageiro, que identifica as nossas verdades, traz as inspirações, feelings do caminho a seguir, realiza milagres, abre portas, mas que pela ignorância desprezamos.

 

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Leis da vida- Parte I

Passamos a vida cumprindo e se revoltando contra as leis.
Mas não entendemos ao que as leis servem. Vemos as consequências, o fato que elas geram ordem e diretrizes.
Mas se pensarmos nas leis da física e da química, leis naturais, percebemos que elas são mais profundas que as sociais, e demonstram que se referem ao Como as Coisas Funcionam.
Falam do que é, sobre a inteligência da vida.

Se tentarmos fazer uma reação físico-química sem obedecer as leis, estaremos fadados ao fracasso. Para realizar uma operação, precisamos seguir as leis, e aprender a contornar as dificuldades, mas sempre respeitando as leis. E nosso desenvolvimento como humanidade, indica que já compreendemos as leis naturais, e aprendemos a lidar com elas a nosso favor.

Temos algumas Leis que são Universais, ou sejam, se aplicam a tudo que existe em nosso Universo, independentemente de nossa vontade. E apenas quando as compreendemos poderemos verificar em nossa vida como está o funcionamento das mesmas, e corrigir nossas atitudes para que as sigam.

 O sofrimento, as doenças, as dores sejam físicas, psíquicas ou espirituais são consequência da não compreensão de uma destas leis, e tem a função de nós fazer refletir e mudar a ação, de forma que se enquadre nas leis.

Quando utilizamos nossa inteligência, associadas à vontade e ao impulso da curiosidade, podemos descobrir como as coisas funcionam em nossa vida, e fazê-las funcionarem melhor para nós.

 Eis algumas:

1)      Tudo é Único.

2)      Tudo muda.

3)      Tudo evolui

4)      Tudo é eterno.

5)      Tudo é funcional.

 

Tudo é Único - Isto se refere a Lei da Individualidade.

Na natureza não há nada igual, mesmo as flores de uma mesma arvore podem ter semelhanças, mas cada uma tem sua beleza única. Mesmo um rio, pode aparentar ser o mesmo, mas a agua que corre nele, muda a cada segundo.

Isto implica que não assumirmos nossa individualidade, nossos aspectos virtuosos e as oportunidades de melhoria, é negarmos nossa própria unicidade, e portanto agimos contra a lei.

Quando nós nos comparamos a alguém, e nós depreciamos, nós tentamos nos enquadrar em modelos sociais estamos indo contra a Lei. A comparação onde percebemos o que não somos, gera complexos, e disfunções em nós, ou seja, geramos sofrimentos porque estamos contra a lei.

Adquirimos mascaras sociais, para podermos nós relacionar, algumas para uma profissão que exige mais seriedade, outra na família, uma social mais solta, mas devemos saber que são só mascaras, personagens, para lidar com um cenário, seguimos regras de educação, quando funcionais, mas nunca podemos perder nossa individualidade, adaptação não é se negar, negar a alma, o temperamento para se identificar com um comportamento, só para ser aceito e respeitado em um grupo. Ao nós negarmos, seremos negados pelo meio. Ao assumirmos nossa individualidade, sem nós envergonharmos de nossa unicidade, atrairemos mais respeito, pois se somos autênticos, permitimos que as demais pessoas se sintam à vontade conosco para também serem elas.

Deixarmos de ser quem somos, por força da criação, para assumir modos de ser, nós abandonando, terá um preço alto para pagar, o da traição a si mesmo, a falta de autoconsideração, o desvalor e consequente valorização do que não somos, a baixo estima, a auto visão distorcida, pequena, medíocre, irá se refletir na realidade que projetamos a nossa volta. A vida nós nega, se nós negamos viver na nossa verdade essencial.

Criamos regras para o que é ser mulher, os papeis do homem, das funções a serem assumidas, mas cada ser é mulher, homem, do seu modo - ninguém será igual, reagirá da mesma forma, terá os mesmos valores e condicionamentos. Cada um é fruto de suas vivencias, e portanto único.

Isto faz que o caminho que temos a percorrer na vida também é único, as oportunidades que se abrem e fecham, os recursos que teremos a disposição são únicos. Não adianta querer seguir o caminho trilhado por outra pessoa, só porque ela é uma referência de sucesso naquilo que buscamos. Ela entrou no caminho na sua unicidade, e nós não possuímos os mesmos desafios a serem desenvolvidos pelo caminho. Em uma visão ampla, podem até ser semelhantes, durante um tempo podemos caminhar em paralelo, aprendendo com este orientador, o como ele superou certas etapas, evitando que tenhamos que cometer os mesmos enganos, mas teremos que vivenciar o nosso caminho que é único, uma vez que nosso Espirito vem desenvolver sua individualidade durante o caminhar. Não importa o objetivo, mas o caminhar.

 

Tudo muda - Princípio do movimento, da transitoriedade.

Que as coisas estão paradas é ilusão. Você tem a ilusão de estar parado a frente do computador lendo o texto, mas você está se movendo a uma velocidade absurda, pois a Terra se move rem torno do eixo, em torno do sol, que se move na galáxia, a qual se move no Universo.

Você tem a ilusão de ser o mesmo, não mudar, mas a cada segundo, milhares de células suas morrem, outras nascem, cada qual a seu ritmo, nos seus ciclos próprios. O alimento que acabou de comer, já se alterou no sistema digestório, o ar que entra irriga suas células com novas energias, e outras saem ao expirar, todo o sangue te percorre realizando seu trabalho a todo momento, alterando o estado das células, levando nutrição e removendo seus resíduos do processamento.

A cada ideia nova que você se expõe, sua consciência não voltará a ser a mesma. A cada sensação, a cada pensamento, você já mudou. Repare como você não é o mesmo da semana passada, nem o mesmo que acordou, pois seu mover durante o dia, te expõe a inúmeros estímulos, reações, que mudam toda realidade a sua volta, mesmo que no cenário as mudanças sejam quase imperceptíveis para quem não está prestando atenção. A cada momento, o que você sente muda, portanto muda o que você está manifestando, a energia que troca com o ambiente, e por consequência o ambiente ao seu redor muda conforme seu estado vibratório.

Se tudo muda, tudo está em movimento, tudo irá passar, tudo é transitório, sejam as coisas boas em nossa vida, mas também as coisas ruins passarão. O cenário onde você vivencia, as pessoas com que se relaciona, as oportunidades passam por você, na mesma velocidade que o movimento do planeta faz você se mover pelo espaço, enquanto você está preso a ilusão de estar na sua zona de conforto. O tempo passa por você, a vida passa, o segundo passado não retorna, mesmo que as situações pareçam se repetir, elas são diferentes, e únicas.

Portanto a memória também é uma ilusão. Tudo que você marcou como sendo tua vida, fatos bons, as magoas, as decepções são ilusórias. Registramos em nossa mente uma “fotografia” de um momento, situação, do que sentimos em relação a ela, tudo um foco especifico de uma realidade ampla, um zoom do cenário, uma impressão. Se perguntarmos a outras pessoas que estiveram no fato, poderemos perceber que elas se impressionaram de outras formas, dentro de sua unicidade, e suas lembranças podem ser tão diferentes da sua, que aparentemente não falam do mesmo fato real. O que chamamos de memória só é uma coletânea de impressões as quais nós nos identificamos como sendo a nossa estória, um fio que nós conduz no tempo-espaço, gera uma coerência sequencial preenchendo os momentos vivenciados. Estas memorias/fotos ficam orbitando em nosso campo áurico, e nós as alimentamos pelo nosso poder de crença, ficamos apegados a elas, e em geral devido nosso sistema de integridade, fortalecemos as que nós fizeram sofrer, ou seja, quando agimos contra as leis, para evitar que repitamos a experiência desagradável.

Isto vem da funcionalidade de nossos sistemas, que buscam mudar o modo que reagimos aos estímulos a que somos expostos, quando eles causaram danos. Nada daquilo que memorizamos foi real, nem continua a existir – já passou, não existe mais. Nós apenas ficamos ressentindo aquilo que nós nos identificamos, reeditando o mal estar, tornando o real no presente, e doendo tanto quando doeu no momento da primeira impressão, ou as vezes, até doendo mais, pois o dramatizamos, lhes demos mais energia vital, a ponto de lhe dar uma vida autônoma, que independe de nossa vontade, ou seja geramos uma larva astral em nosso campo mento-emocional.   E a cada mudança de consciências os fragmentos vão se reorganizando, alguns morrem, estruturas são desmontadas para que outras nasçam.

Tudo muda, por força do movimento energético, já que não é possível que a energia fique estagnada, pois ela se degenera e leva o que a contem a putrefação. Onde não há oi perfeito fluxo bioenergético, onde há cristalizações, existirá a tentativa do ser do reestabelecimento da mesma, para obter o estado de equilíbrio funcional, da integridade, mesmo que para isto precise sacrificar uma parte, a que resiste ao movimento, onde existe energia estagnada. A doença provém da contradição desta lei, a estagnação do movimento.

Precisamos compreender, que devido a esta lei, não existe onde nós possamos nós segurar, tudo está mudando, e nós também. Ficar em zona de conforto, onde nós nos sentimos seguros, contraria esta lei.

Negar o novo na nossa vida, a renovação, os fins de ciclo, o nascer de novos rumos, que fazem parte deste processo, nós levam a ir contra esta lei, e teremos consequências danosas para nós.   

Tudo evolui.

No princípio, este Universo não existia, apenas havia uma fonte, menor que um grão de areia, onde a energia estava em alto grau de concentração, e tudo existia em estado de latência, uma semente à espera de se manifestar. No momento da explosão, inicia-se o movimento de expansão do nosso Universo, de um estado de semente, de latência, para um estado de manifestação, e ainda o Universo que nós contém se mantem em evolução, em expansão, desenvolvendo sua latência para potenciais.

O universo se torna Potencial, onde existem infinitas possibilidades, infinitos recursos, e se move, buscando o equilíbrio, a ordem no caos, a obediência as leis Universais. Há choques, há relacionamentos, há manifestações, há a transformação das formas. NO primeiro momento, seres nasceram da latência, inicialmente os seres angélicos, os elementais, que se responsabilizaram pela manifestação, e pelo despertar de novos seres, em novas formas, cada uma adequada a um potencial latente que deveria ser desenvolvido. Foram geradas escolas, campos de desenvolvimento, onde a latência seria desperta em certo sentido, dentro de um campo de possibilidades, com restrições de fontes de manifestação, o mundo das formas, onde os espíritos que se manifestam vão se despertando. O Universo continuará a evoluir, até implodir e passar a existir em outro plano.

Se o Universos está em expansão, em evolução, Tudo que está contido nele, também está em evolução, tudo está sujeito ao movimento e as transformações que levam a um novo estado de ser, do mais simples, ao mais sofisticado; do que é mais bruto, ao mais lapidado; da ignorância para a sabedoria; da latência para a iluminação. Evoluir não é opcional, é obrigatório, a estagnação é contraria a esta lei.

Ou seja, tudo muda se expandindo e se tornando mais sofisticado, complexo.

Por esta lei, com certeza absoluta, somos melhores do que já fomos, muitos potenciais latentes já foram desenvolvidos, já descobrimos como fazer algumas coisas de uma certa forma contrariam leis, e suas consequências são nefastas, já não cometamos os mesmos enganos, pois aumentamos em sabedoria.

Ninguém está perdido, ninguém está fora do caminho, pois o caminho é único, pessoal e intransferível, e sempre leva a evolução, nós torna melhores do que já fomos.

O futuro só será aquilo que puder ser, o que precisa ser para desenvolvermos mais potenciais, e le só se revelará no momento de acontecer. Tentar controlar o fluxo da evolução, ter segurança no futuro é impossível, uma ilusão.

Mas podemos ao compreender a lei, interferir no mesmo, usando os potenciais que já desenvolvemos, para reduzir o número de possibilidades que contrariem a lei da evolução. Não há como se assegurar do futuro se mantendo na zona de conforto. Quando vier o impulso evolutivo, e ele nós conduzir na direção que ele quer que sigamos ( e não na direção que achamos que deveríamos ir), ele virá, e só depende de nós, deixar que este impulso nós conduza livremente, ou se resistirmos a ele, apegados as ilusões da não mudança, o sofrimento virá para fazer com que desapeguemos, mesmo que para isto seja necessário que a vida nós submeta a uma noite negra da alma, um fundo de poço, onde por desespero, aceitamos ser conduzidos pela força evolutiva, da mudança.

Se pararmos, virá um empurrão da vida para nós obrigar a evoluir, se tentar fazer o caminho de outra pessoa, negando o seu caminho, a vida te obrigara ao retorno a si mesmo, para sua unicidade enquanto indivíduo. Tudo fará com que exista movimento evolutivo, mudanças e melhor funcionalidade na sua vida.

Portanto o Universo sempre estará conspirando a seu favor, trazendo todos os recursos necessários, abrindo as oportunidades que pertencem ao seu caminhar. E fará faltar aquilo que não permite que evolua, removerá o que já não mais pertence ao tem momento evolutivo.

 

Tudo é eterno -Princípio da Transmutação .

 O que foi expelido no Big Bang, não foi criado, já existia antes, em latência, e portanto se não teve início, não terá fim, sempre existiu e sempre existirá, apenas está mudando de estado, de um estado simples para um cada vez mais complexo. Como Universo, vivemos em um sistema fechado, onde a mudança vem da realização de um trabalho, de causas que geram efeitos, visando transformar a semente de potencial latente, em resultado, se manifestando como potencial.

Como diz a Lei de Lavoisier: Na Natureza nada se cria, nada se perde, mas tudo se transforma.

Se saímos da latência para a manifestação, enquanto centelha, nunca fomos criados, portanto não seremos destruídos, mas iremos nos modificar pelo princípio evolutivo.  Algumas almas já despertaram da latência a muito tempo cósmico, outras estão despertando, já que o Universo continua a se expandir.

Só poderemos desenvolver o que já trazemos como potencial latente em nós, mas nunca seremos capazes de desenvolver aquilo que não temos em latência em nós.

Outros seres podem trazer outros potenciais, diversos dos nossos, para desenvolver, pela unicidade, e cada um o fará de sua forma, a seu tempo, no seu ritmo, mas sempre para melhor.

Evoluir é tomar consciência daquilo que já Somos, remover os véus que nós iludem de não sermos o que somos, desenvolver nossos potenciais, descortinar na plenitude nossa essência primordial.

Apenas iremos desenvolver o que somos em semente, tal como uma videira, irá desenvolver uvas e nunca poderá se tornar um carvalho. Tem em si, potenciais diversos para desenvolver durante a manifestação.

Mas Tudo contem em si um Espirito, uma centelha, um princípio vital de ordenação e que direciona sua existência. Uma pedra, uma planta, um inseto, um animal, um planeta, um sistema solar, a galáxia, o universo possui um espirito. E um espirito pode conter em si, outros espíritos, tal como a Terra, abriga em si, a diversidade de formas manifestas que vemos, cada uma na sua unicidade. E na centelha, todos nos tornamos um, partes de uma semente maior. Da mesma forma, cada célula, cada ser em nós que vive em simbiose, ou mesmo parasitas, tem em si um princípio vital, que busca defender sua integridade e evoluir. Nosso corpo é um Universo para que habita em nós, e nós somos o seu Deus, pois nossa vontade se torna lei para eles.

 

Nossa alma por conhecer nossa latência, reconhece aquilo que serve para nós, se manifesta quando encontramos algo que já verdadeiro em nós. Com isto ela nos dá um senso, de qual é nosso caminho, o que é para nós e aquilo que não é. Ela se liga com o que é para ela, e rejeita o que não é dela, e é indiferente ao que não a desenvolve. A verdade já está em nós, apenas precisamos revela-la, descobri-la. Vamos evoluir muito, mas nunca seremos extintos, apenas mudaremos de manifestação.

Como abandonamos nossa visão de vida atual, apegada as pequenas coisas, e buscamos este olhar amplo, tudo irá modificar na nossa vida, o como percebemos as pequenas dificuldades do dia a dia, os obstáculos, os sofrimentos.

 

Tudo é Funcional, realiza um trabalho evolutivo.

 Tudo que existe na Natureza, só existe porque desenvolve uma função positiva, evolutiva, A Natureza economiza energia, não a desperdiça mantendo coisas que não tem uma função. Assim muitas coisas são extintas, outras se modificam, outras surgem. Movimento evolutivo baseada na utilidade, na função.

Desta forma podemos questionar se aquilo que consideramos trevosos, ruim, que não queremos aceitar em nossa vida, que nos fere, só está lá, porque tem uma função, um trabalho, visa desenvolver algum potencial que está em latência em nós.

Portanto se tudo muda, tem uma função, tem prazo de validade, tudo que teve um princípio irá ter um termino, pois para a energia assumir uma nova forma, o que existe terá que ser transformado, o que poderá gerar uma mudança gradativa, ou um tsunami, mudando tudo de uma hora para outra. Todas funções, situações, estados são transitórias, e terão termino, quando for seu momento de terminar. Outras iniciarão também no momento correto.

No momento que tivermos desenvolvido o aprendizado necessário, a prova será retirada de nossa vida.

Como o Universo sempre está a nosso favor, visa nós desenvolver, nunca irá nós trazer desafios aos quais não estejamos preparados para lidar.

O Universo não é perverso, nem deseja nossa destruição, ele não desperdiça energia, apenas promove a evolução. Portanto, quanto mais rápido desenvolvermos uma latência, mais rápido nos libertaremos da prova. E sempre a prova só ocupará uma parte de nossa vida, mantendo as demais funcionais, para que possamos focar no desenvolver das habilidades desejadas, sem enlouquecer.  O nosso problema é nossa tendência de sermos dramáticos, pela não aceitação das leis universais.

O universo não nós mima, mas nos acolhe, na medida necessária. Não permite comodismo, preguiça, estagnação, mas permite que nós desenvolvemos algumas habilidades por vez, no nosso ritmo, mas nós obriga a estarmos atentos para mudarmos em nós o que precisamos desenvolver.

 Alguns exemplos:

Uma pessoa dependente, que não faz nada por si mesma, que se considera frágil, impotente, que não se banca, que se abandonou, o Universo trará para a desenvolver a necessidade de se tornar independente, de lutar por si mesma, de se tornar firme, defender seus valores, impor limites aos outros e a si mesma. O Universo irá remover tudo na vida da pessoa, que a mantem acomodada, esperando que outro faça por ela, o que ela não faz por si mesma.

Uma pessoa que vive voltada para o mundo, se negando, terá provas que a obriguem a se olhar e priorizar suas próprias necessidades. Da mesma forma, uma pessoa egoísta, que age como se o mundo fosse centrado nas necessidades dela, terá que aprender a ter consideração por outras pessoas, a cuidar do outro.

Aquele que é orgulhoso, vaidoso, terá perdas que lhe tragam humildade, irão confrontar o isolamento, para não mais se impor sobre os outros. Passará por situações que o envergonhem, até abandonarem o falso ego.

Em geral o vaidoso, que não sabe nem se permite receber, se sente humilhado quando alguém o ajuda, facilita seu caminho, e será colocado em posição de desenvolver a capacidade de receber o carinho, o aconchego do outro, a se apoiar, para desenvolver sua capacidade de se acolher, nas suas dificuldades, de ter auto consideração com seus limites (mas não se acomodar a eles), aceitar o seu caminho e ritmo.

 A prova da solidão, vem para as pessoas que se negam a ficar com elas mesmas, que vivem em função dos outros, e só se percebem pela imagem que os outros fazem dela. Fica só, para aprender a lidar consigo mesma, a depender só de si, a ser valorizar e se cuidar, a olhar para seu interior e mudar, pois o mundo só muda para quem muda a si mesmo, esta é a verdadeira alquimia, a transmutação eterna.

Por uma cultura em que fomos imersos, bem permissiva, onde a invasão na vida alheia é considerada normal e desejável, de ociosidade, não ser necessário trabalhar para conquistar (receber sem se desenvolver, sem realizar trabalho, mérito) muitas das provas visam a desenvolver uma disciplina interior, que nós nos centremos em nós, sem sermos egoístas, mas sejamos capazes de fazer por nós mesmos, o que desejamos, a ter força de vontade, foco nos objetivos, não se distrair no caminho. A vida não aceita pessoas mimadas, irá desafia-las, até que se tornem fortes, com posse sobre si mesmas. Todos precisamos aprender a sermos severos conosco mesmos, a não procrastinar, a vencer a preguiça, o orgulho, vaidades, a sermos firmes, confiar em nós mesmos.

Mesmo as pessoas proativas, que pedem ao Universo que lhes desenvolva potenciais, irão cair em novas provas. Todos pedimos ao Universo para sermos mais prósperos, em todos os sentidos, pois a prosperidade é um dos termômetros de que estamos em nosso caminho. Mas para ser prospero é necessário que desenvolvamos o potencial latente do sucesso, até que ele esteja satisfatório, e sempre poderá ser melhorado. Para realizar este desenvolvimento, teremos que encarar muitos fracassos, tentamos de vários jeitos, mudamos a forma de agir, de ser, removemos no caminho crenças e assentamentos limitantes, mudamos nossa identidade, hábitos, comportamentos, valores, condicionamentos. Cada fracasso terá por objetivo, não nós magoar, mas desenvolver habilidades, aos poucos nós levando a ser cada vez mais prósperos. Quando um caminho, tal como um local de trabalho, já não nos desenvolve mais, terá seu ciclo terminado, para que outra escola de desenvolvimento apareça, e a trilhemos.   E se você se mover mais facilmente rumo a evolução, a prova será mais leve e passará mais rapidamente. Para isto sempre precisamos nos perguntar, o que esta prova busca desenvolver em nós? Qual a função evolutiva do que está em minha vida?

 Muitas pessoas tem uma alma doadora, querem desenvolver o mundo a sua volta, mas precisam desenvolver sua inteligência de quando se doar, sem se negar, e quando devem se recolher, para não interferir na prova alheia, pois isto é contra a lei, e trará sofrimento. Se doar, ser canal do fluxo da vida é a alma se manifestando, mas ser bom, não significa ser burro, necessita um conhecimento profundo das leis.

Vivemos em um mundo que exige que sejamos fortes, mas nossa visão de força está distorcida.  Ser fortes, não é para defender a alma doadora, amorosa, fraterna, gerar uma armadura cheia de espinhos que mantem os “aproveitadores” longe. Nem é se tornar indiferente ao outro, se fechar a vida, à evolução, as relações, fugindo da escola da vida. Não é se tornar rígido, pois a agua é adaptável, fluídica, mas nem uma pedra resiste a sua ação. Visa desenvolver uma inteligência amorosa, uma capacidade de amor inteligente, e não mais o amor cego. É saber se manter firme, se bancar, colocar limites. Os aproveitadores só existem em nossa vida, para que assumamos a nós mesmos, que defendamos nossa integridade, sem permitir vampirizações, os ataques trevosos, visam que transformemos nossos conhecimentos em sabedoria, em nós tornar atentos, lúcidos e presentes em nossa vida, naquilo que nos envolve.

Quanto mais desenvolvermos nossa parte luminosa, amplificarmos nossa copa, mais nossas raízes, mergulharam em nosso inconsciente pessoal coletivo, para termos raízes que sejam capazes de sustentar nossa copa, nutri-la. Tudo surge do inconsciente para que nós nos tornemos conscientes e na consciência discernirmos e arbitrarmos. Quando já temos condições, viram provas provenientes do nosso mais profundo ser para serem iluminadas, novos potenciais subirão a superfície para que os desenvolvamos.

 Estamos em um planeta escola, portanto diariamente teremos lições e provas, avaliações de desempenho, fracassos e sucessos. Termina um aprendizado, logo outro se apresenta, sem descanso, e tudo em nossa vida tem a função de nós estimular, de fazer com que evoluamos. Mesmo que não gostemos da mudança, não adianta dramatizar, querer fugir – se está na nossa vida, tem uma função, precisamos estar atentos, com a certeza que se não houver nada para desenvolvermos coma situação, ela não estaria em nossa vida, e assim que tivermos desenvolvido as habilidades desejadas, aquele ciclo terminará.

Passamos de ano, e outros aprendizados virão. Ficar magoados, com raiva porque um ciclo se fecha, é não compreender a lei e gera sofrimento. Podemos até ter saudades, tomar consciência do valor do potencial desenvolvido, mas abertos a nova experiência.

Precisamos compreender que em nossa idade cósmica, estamos exatamente onde deveríamos estar, tudo está perfeito e no seu lugar correto, sempre fazemos o melhor que somos capazes, e que os erros nos levam a melhorar. Que nenhuma prova se apresenta à nós, se não tivermos maduros para ela, e sem nós trazer junto os recursos e o cenário para efetuar o aprendizado. Como crianças pequenas podemos não querer ir para a escola, mas a vida, como uma boa mãe, sabendo que nós convém estudar irá nós obrigar a assistir a aula, a fazer a lição de casa. E quanto mais rápido aprendermos, o quanto mais nos dedicarmos, mais rápido o aprendizado passará...E apenas teremos poucas matérias para estudar, e a maior parte de nossa vida estará harmônica, para que possamos desenvolver os potenciais da matéria.