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quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Aprendizagem

Você já reparou a forma que você aprende as coisas? O quanto quando alguém oferece uma ideia nova, que não se encaixe no modo atual de pensar, muitas vezes desqualificamos a fala, resistindo a ela, ao invés de observar este novo ponto de vista, e amplificar nossa verdade? Nós desde bebes aprendemos por imitação, vemos as pessoas fazendo certas coisas, seu resultado e adotamos, e uma fez que o fizemos, este modo de agir se torna subconsciente, fazemos assim...sem pensar, sem avaliar se há outro modo melhor de realizar a mesma operação...somos condicionados pela cultura em que vivemos, frutos de um modo de agir conforme nosso grupo, religião, onde o que todos fazem, é permitido, e ser diferente não....Para ser aceito, copiamos...e perdemos a lucidez, nossa individualidade...por isto vemos pessoas de bem, que quando se deixam envolver em greves, em torcidas, em grupos fundamentalistas, se tornam ríspidas, intolerantes, tendendo a agressividade ao que é diferente....pois ele faz com que se questione, e o retira da zona de conforto...e como desaprendemos a pensar, isto é um perigo a ser evitado...Não interessa a ninguém que pensemos diferente. Isto gera caos em sistemas que estão em pseudoequilibrio...a mentira é perpetuada e acaba sendo verdade para aquele grupo...qualquer coisa que vá contra esta ilusão da verdade é combatida....eis a estória da Humanidade...o apego ao modo de ser, mesmo que ele esteja causando muita dor, queremos preservar pois é o que fomos condicionados a crer como correto....para quebrar estes condicionamentos precisamos aprender a pensar, voltar a idade dos porque...buscar múltiplos modos de ver algo, e construirmos a nossa verdade, baseada em vivência pessoal, onde sentimos, plantamos e colhemos o resultado, e o avaliamos, e não vestindo as interpretações dos outros...Para isto precisamos nós expor aos que pensam diferente...conhecer outras religiões, filosofias, povos, grupos...e entrar neles e vivenciar sua realidade, mas sem deixar de ser quem somos, lúcidos, porém sem preconceitos...viajar a outros países, outras culturas, de preferencia pessoalmente, e se não der, por filmes, livros...Como é que o resto da Humanidade vive? O que todos povos aceitam como valor nobre? E o que diverge? E a partir dai para de viver como ratinhos de laboratório condicionados, e escolhermos nosso caminho. Livre arbítrio só existe para quem se libertou dos condicionamentos, para quem sabe pensar sobre o que percebe do mundo, avaliar o que sente, intuir a causa e mudar o plantio feito hoje, para mudar a colheita do amanhã....Livre arbítrio é discernimento, fazer escolhas lucidas...que age por condicionamentos, aprendizado por exposição, sem vivencia consciente das coisas, nunca terá o verdadeiro livre arbítrio...

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Luz e Sombra

Muitas vezes perdemos nossa luz, porque outras pessoas querem brilhar mais, e ao invés delas cultivarem sua propria luz, tentam apagar a nossa, mesmo que pequena é luz. E muitas vezes em nome da ilusão amor, optamos por nós tornar sombras, ...e emprestamos nosso brilho ao outro, que se apossa da mesma, e não a devolve com facilidade...nisto estamos cultivando uma relação de vampirismo...um precisa da luz do outro para brilhar, e transfere para nós sua parte trevosa...e nós vamos nós perdendo de nós mesmos, esquecemos que somos um vagalume, e como mariposas ficamos voando ao redor da lampada que apenas esta emitindo nossa propria luz emprestada. O verdadeiro amor é a somatoria de duas ( ou mais) luzes realizando juntas um proposito comum, cada uma com sua luz, em suas habilidades, se completando, e não dividindo, nem transferindo. Quem vive uma vida de vampirização, mais cedo ou mais tarde terá que confrontar com sua verdadeira essencia..o que se alimenta do brilhar do outro, terá que ver seu aspecto sombrio e ilumina-lo. Quem empresta sua luz, terá que ir buscar seu poder de volta, pois nossa luz é nossa vitalidade, que gera o movimento na vida. sem nossa propria luz, não há como viver, como ter saude, como prosperar....a luz de um, é toxica para o outro, pois elas tem uma assinatura vibratoria unica, esta vitalidade tem um dono especifico, não pode ser emprestada...a energia do outro é toxica a nós...precisamos da nossa propria vitalidade, assim como o outro só pode evoluir usando a dele...qualquer vampirização, seja como doador ou ususrpador traz consigo a doença, a perda de um pedaço da alma, irá encurtar nossa vida, irá gerar passividade, negativação do Ser.... Só tem um jeito para ter vida boa...alimentar a propria luz, perder o medo de brilhar, se tornando Sol espiritual e não mais usar energia que não nós pertencem para realizar...pois o Espirito é pleno, e rico em vitalidade...ele supre tudo..com ele somos ricos e prosperos..mas se recusamos a luz espiritual interna, pelo uso da luz alheia, este fluxo se fecha, e para não morrermos por falta de vitalidade, cada vez mais vampirizamos a luz alheia, e aprofundamos o processo de desconexão....o primeiro passo para se reconectar com a propria essencia é a positivação, a busca da propria luz, sair da sombras...sem buscar apagar a luz de ninguem, tentando apaga-la para não nós conscientizarmos da falta de nosso proprio brilhar....encarar nossos apspectos sombrios, e ilumina-los...pois estes nós acopanharam pela eternidade aforá, até que aprendamos a brilhar...

Missão de Vida

Todos temos algo a realizar no planeta, viemos para cá para desenvolver algumas habilidades, dons especificos, com o objetivo de nós fortalecermos como espirito. Mas a vida disponivel é ampla, infinitas possibilidades,e somos chamados muitas vezes as tentarmos abarcar mais do que somos capazes de lidar, e perdemos energia- fazemos muita coisa mas com pouquissima qualidade, quase sem comprometiment...o, só fazemos para nós mantermos ocupados, mas sem foco. E o pior, nós mesmos sempre nós colocamos atras da necessidade dos outros, como se eles não tivessem competencia para cuidar da propria vida, o que é de extremo orgulho - damos conta de viver a vida dos outros, como metodo de fuga pelo fato de não estarmos vivendo a nossa propria vida. Encarar-se como ser humano, fragil, falho, cheio de coisas a fazer é doloroso, pois criamos uma mascara social de pessoas fortes, bem resolvidas, e fomos deshonestos não com o mundo, mas com a unica pessoa que não poderiamos enganar, a nós mesmos...e ai perdemos nossa essencia, o foco do que viemos realizar por aqui...nossa obra fica sem energia, sem nosso tempo, sem qualidade, desperdiçamos oportunidades...e no fim da vida, quando S.Pedro, na porta do céu, nós perguntar o que fizemos da vida que nós foi dada, nada teremos a apresentar...falhamos não com a Humanidade, mas conosco mesmos...e por esta falha, a parte que nós cabia perante o planeta não foi feita, e o pior, impedimos outros de fazerem o que lhes cabia a realizar, pois tomamos as cruzes alheias para nós, enquanto a nossa ficava ao chão....precisamos aprender a focar nossa energia para realizar aquilo que nós cabe, empenharmo-nos a faze-lo, e não mais pedir que outrem o faça por nós, pois temos preguiça de nós dedicar a realizar nosso papel na teia da vida....Temos que sair do papel de herois aos outros, e fracassados internamente...aquele que consegue ser heroi para si mesmo, no seu caminho, conquistará o mundo...nunca o contrario...foque no que te cabe...confie que os demais são capazes de realizar o que lhes cabe...se cada um carregasse sua cruz com comprometimento, ninguem teria que carregar a cruz alheia..e a jornada seria mais leve para todos...

Frequencia Pessoais

Nosso corpo possui uma frequencia energetica propria, que é nossa assinatura vibracional, e nosso humor, nossas emoções quando em descontrole causam "ruidos" nesta assinatura, e quando negativados esta energia se torna toxica a nós mesmos.....entramos em um estado de desarmonia, em caos, quando em referencia a nosso padrão natural, e isto causa perda da conexao com nossa vitalidade e essencia nutridora....Muitas vezes nosso caos interno é tão grande, a mente se encontra enlouquecida que sozinhos não somos capazes de nos ordenarmos sozinhos..precisamos de uma fonte de ordem maior que nós leve a nossa vibração original. Mas não é qualquer pessoa que o pode fazer, e sim apenas os seres que por já estarem em processo de auto-purificação através do autoconhecimento profundo, de reordenação, os que já re-entraram em contato com sua matriz energetica podem emitir a energia de harmonização, nós conduzir ao melhor ressonancia que nós é possivel, pelo simples contato com a permissão absoluta de ressoar a ordem deste "mestre"...é isto que significa se abrir integralmente a seu terapeuta, a seu facilitador em uma escola , dentro da qualidade em que ele já esta em um grau maior de ordenação, enquanto filho da Lucidez, e se deixar "contagiar" com a ordenação superior que este já conquistou...e quando nosso corpo aprende com o "mestre" o caminho de ordenação, aprende a reconhecer a melhor ordem interna e a autoprovoca-la...por isto sem um mestre que nós ensine o caminho, um desbravador, dificilmente iremos conhecer este estado de ordenação mais funcional, e como a mente não reconhece o que não conhece, continuamos no mar da ignorancia, correndo como um cão atrás do rabo, andando em circulos, sem sair do lugar...mas depois de conhecermos a função do Principio da vibração, e a utiliza-lo a nosso favor, poderemos atingir o impossivel, o céu será o limite....mas antes, mestres passaram em nossa vida, muitos deles, nem ao mesmo conscientes de sua maestria, mas em perfeita ordenação de uma qualidade espiritual, um Ser semente da mesma, um vibrador que a desperta em quem se permite ser tocado....

Bioenergetica

Poucos se preocupam com a propria bioenergetica, de tão ocupados estamos em viver se realizando no mundo, a nivel consciente. Porém a nossa energetica, responsavel pelo poder de atração e repulsão de nossa realidade atuam no inconsciente, c...om mais força do que a consciencia, pois nosso foco esta em coisas transitorias, e não "educamos" a bioenergetica, nossa sensibilidade, que muitos consideram erroneamente como mediunidade, e com isto nós tornamos vitimas da opressão do mundo, pois nosso poder de impressão-absorção não esta sob dominio da vontade, cuja expressão se dá pela bioenergetica que se liga a qualquer coisa que focamos, seja negatividades, fofocas, noticias ruins, conflitos que nada tem a ver conosco..somos contaminados, intoxicados por esta falta de noção de nossa bioenergetica...nós tornamos então marionetes do incrivel Poder do Inconsciente Coletivo Caotico, e perdemos nossa ordem, nossa integridade, ou seja perdemos vitalidade....tudo por falta de posse sobre si mesmo, que nasce no autoconhecimento....Para aprender a lidar conosco mesmos, tornar consciente e sob ação da vontade nossa energetica e suas ligações com o meio, precisamos aprender a conhecer nossos chacras, como abrir e fechar nosso campo aurico, quando... entrar em alinhamento e se pela concentração, colocar toda nossa presença em nosso quintal energetico, onde colocamos uma "cerca", onde só entra e sai o que nós permitimos....Sem entender como funcionamos a nivel inconsciente, onde moram nossas forças animicas, dominar nosso eletromagnetismo, não poderemos tomar posse de nossa vida, de nossa realidade, e continuaremos a merce do poder dos outros....que nos impressionam e dominam, absorvem nossa energia e a usam para seu favor, nós deixando sem nossa propria vitalidade que deveria estar realizando uma vida boa para nós....

Humildade vs Orgulho

Humildade é aceitar a verdade, a realidade.Orgulho é a somatoria de ilusões que temos, tudo que nós causa magoas é fruto do orgulho ferido, da desilusão, porque a vida não é do jeito que queriamos. ( Calunga). Como temos dificuldade de lida...r com os fatos presentes, sem gerar dramas, ativar nossa vitima interna, a injustiçada, ou com falsa esperanças, onde o paraiso se faça sozinho, sem o minimo empenho, porque somos meritorios de receber dadivas mais que nossos irmão, negociamos com o céu, como era feita na epoca da inquisição, em uma corrupção interna. Preferimos re-sentir o passado, nas suas dores, cultivar as magoas ( orgulho), ou projetar nosso sentir para o futuro, alimentado da energia de medo, uma esperança negativada..espero sim, mas o pior da vida, porque nossas ilusões de pecadores, de indignos, nós trazem a colheita da dor- cremos nisto, que merecemos sofrer...ésta é nossa verdade, e ela se materializa em nossa vida...queremos mudar o mundo, mas não nós movemos nem um milimetro internamente de nosso orgulho, o defendemos como o mais precioso filho, e condenamos a humildade, a verdade à extradição...não aceitamos a verdade sobre nós mesmos, nem sobre o mundo, que foi gerado por uma Força Consciencial Pwerfeita, e portanto tudo criado é positivo e perfeitamente funcional. Deus é tudo,Deus é o maximo da Perfeição,Plenitude, Amor, e portanto tudo é perfeitoriou na sua sabedoria....deus não erra. É o Humano que usa seu poder de co-criador para plasmar a SUA realidade de acordo com o que vibra dentro de sí, no seu orgulho de ser melhor que o Divino.... Preciosamos de mais humildade, da verdade, de que apenas somos co-criadores em treinamento, e é no nosso mundo interno, mudando do orgulho para a humildade, saindo das ilusões da jornada do heroi que corrige a criação divina, para a verdade: tudo foi criado como deveria ser...Nós, Humanos, nós perdemos em nossa capacidade de imaginação, e passamos a crer que Deus´é nossa imagem e semelhança, tão imperfeito como somos quando em desconexão com o divino interno, e queremos mudar o mundo, mas nunca a nós mesmos, pois o falso Ego se ilude achando que é o Self, e cabe a ele curar o mundo exterior...mas como o mundo projetado pode ser mudado, sem que se mude a fonte da projeção, nosso mundo interior? Somos Deuses sim, de nosso Universo Interno, nele tudo podemos...o mundo externo é a somatoria de projeções orgulhosas de toda população, lá pouco podemos mudar, mas se mudo dentro,me positivo, alimento o inconsciente coletivo com novos paradigmas, e a verdade tem sua força de transformação pela simples existencia....Humildade, a verdade divina é a verdadeira cura .....

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Osho

Perguntaram a Osho: ... Amado Osho,Certa vez, você disse que este é um mundo maravilhoso, mas que ele estava em mãos erradas. Eu concordo com todo o meu ser. Eu sinto isso. Mas como poderemos deter essas mãos gananciosas que estão torturando a natureza e escravizando os homens, se não lutarmos e não brigarmos? Não é preciso destruir o velho, para se construir o novo? Giovanni, essa é uma das armadilhas mais velhas em que o homem tem caído. Sim, eu disse que o mundo é muito belo mas que ele está em mãos erradas - e, imediatamente, a sua mente começou a pensar em como destruir aquelas pessoas erradas, como tirar o mundo dessas pessoas erradas, livrá-lo de suas mãos. Ao invés de transformar a si mesmo, ao invés de transformar a sua própria mente, você imediatamente começa a pensar em termos de política. Eu falo religião e você imediatamente interpreta como política. E isso parece lógico, Giovanni, porque isso parece perfeitamente correto: 'Mas como poderemos deter essas mãos gananciosas que estão torturando a natureza e escravizando os homens, se não lutarmos e não brigarmos?' Mas, se você lutar e brigar, você acha que será capaz de transformar o mundo e toda essa situação? Ao lutar e brigar, você simplesmente vai se tornar como aquelas pessoas contra as quais você está lutando e brigando. Essa é uma das leis fundamentais da vida. Escolha seus inimigos muito cuidadosamente! Os amigos você pode escolher sem qualquer cuidado. Não há qualquer necessidade de se preocupar com os amigos, porque amigos não têm impacto sobre você, eles não impressionam você tanto quanto os inimigos. É preciso tomar muito cuidado com os inimigos porque você terá que brigar com eles. Ao brigar, você terá que usar as mesmas estratégias e as mesmas táticas deles. E você usará essas estratégias e táticas por anos e anos. Elas irão condicionar você. É assim que tem acontecido ao longo das eras. Joseph Stálin revelou-se um czar muito mais perigoso que os czares que haviam governado a Rússia antes do comunismo tomar a direção. Por quê? Porque ele aprendeu a estratégia com os czares. Lutando contra os czares, ele teve que aprender os caminhos e os meios; os mesmos caminhos e meios usados pelos czares. Passando toda a vida lutando, praticando violência, com o tempo Joseph Stálin chegou ao poder. Ele foi um czar muito mais perigoso, obviamente, porque ele foi o melhor ao lutar contra os czares. Ele precisou ser mais esperto, mais violento, mais ambicioso e mais maquiavélico. De outra maneira, teria sido impossível vencer os czares. E ele fez o mesmo, numa escala muito maior. Ele venceu todos os czares. Todos os czares, colocados juntos, nunca praticaram tanta violência, tantos assassinatos, quantos fez Joseph Stálin sozinho. Ele aprendeu a lição tão bem que suspeita-se que o líder da revolução, Lênin, foi envenenado pouco a pouco, por Joseph Stalin, adulterando sua medicação. Ele estava doente e, com sua medicação adulterada, ele foi envenenado pouco a pouco e morreu. Se Lênin ainda estivesse vivo, Joseph Stálin seria o homem número três, porque ainda havia um outro homem, Leon Trotsky, que era o número dois. Assim, a primeira coisa a fazer era: como destruir Lênin. E ele o matou. Depois, a segunda coisa era: como matar Trotsky. E ele o matou. Então, ele ficou no poder, e uma vez no poder, ele começou a matar muita gente. Todos os membros do Politburo, os líderes comunistas do mais alto comando, foram mortos por Stalin, um a um. Eles precisavam ser destituídos do poder, porque todos eles conheciam as estratégias. Isso aconteceu com todas as revoluções no mundo. Agora, quando eu digo que este mundo é muito belo, mas ele está em mãos erradas, eu não quero dizer para você começar a lutar contra aquelas mãos erradas. O que eu quero dizer é: por favor, não seja aquelas mãos erradas, e isso é tudo. Eu não ensino revolução, eu ensino rebelião, e a diferença é grande. Revolução é política e rebelião é religiosa. Revolução necessita que você se organize como um partido político, como um exército, e lute contra os inimigos. Rebelião significa que você se rebela enquanto indivíduo, você simplesmente sai fora, desiste de todo esse esquema. Pelo menos você não deve destruir a natureza. E se mais e mais pessoas se tornarem 'desistentes', o mundo poderá ser salvo. Essa será a verdadeira revolução, não política. Ela será espiritual. Se mais e mais pessoas abandonarem as velhas mentes e seus caminhos, se mais e mais pessoas se tornarem mais amorosas, se mais e mais pessoas forem não-ambiciosas, se mais e mais pessoas forem não-gananciosas, se mais e mais pessoas não estiverem mais interessadas em poder político, em prestígio, em respeitabilidade... Isso é o sannyas! Sannyas é abandonar o velho e podre jogo, e viver a sua vida por si mesmo. Não é uma briga contra o velho, é simplesmente sair das garras do velho, e essa é a única maneira de enfraquecê-lo, essa é a única maneira de destruí-lo. Se milhões de pessoas no mundo simplesmente escapassem das mãos dos políticos, os políticos iriam morrer por si mesmos. Você não consegue lutar contra eles. Se você lutar, você mesmo se torna um político. Se você lutar contra eles, você se torna ambicioso, você se torna ganancioso. Isso não irá ajudar. Seja um 'desistente'. E você tem uma vida pequena: por cinquenta, sessenta ou setenta anos você poderá estar aqui. Você não pode ter esperança de transformar o mundo, mas você pode ter esperança de ainda poder curtir e amar o mundo. Use a oportunidade desta vida para celebrar tanto quanto for possível. Não a desperdice em brigas e lutas. Eu não estou criando uma força política aqui, não, absolutamente. Todas as revoluções políticas fracassaram tão completamente que somente os cegos podem continuar acreditando nelas. Aqueles que têm olhos podem lhe ensinar alguma coisa nova. Isso é alguma coisa nova! Isso foi feito antes também, mas não em larga escala. Nós temos que fazer isso em larga escala: milhões de pessoas têm que se tornar 'desistentes'! Por 'desistentes' eu não quero dizer que vocês têm que deixar a sociedade e ir para as montanhas. Você segue vivendo na sociedade, mas você deixa a ambição, você deixa a cobiça, você deixa o ódio. Você vive na sociedade e é amoroso; vive na sociedade como um ninguém. Nós podemos mudar o mundo todo, mas não pela luta. Não desta vez. Chega! Nós temos que mudar este mundo pela celebração, pela dança, pelo canto, pela música, pela meditação, pelo amor, não pela briga. O velho tem que cessar, para que o novo surja, mas, por favor, não me interprete mal. Giovanni é um italiano e a Itália moderna é política em demasia; todo o pensar é político. Toda mente italiana é obcecada por política. Talvez seja porque eles estão cheios do Vaticano católico, do papa e de todas essas tolices. Eles viram tanto isso que passaram para o outro extremo. Certamente o velho tem que cessar, mas o velho está dentro de você, não fora. Eu não estou falando das velhas estruturas da sociedade, eu estou falando da velha estrutura da sua mente, a qual tem que cessar para que o novo surja. E é incrível, inimaginável, inacreditável como um simples homem abandonando a velha estrutura da mente cria um espaço tão grande para muitos transformarem as suas vidas. Um simples homem transformando a si mesmo, torna-se um desencadeador. E então, muitos outros começam a mudar. A sua presença se torna um agente catalisador. Essa é a rebelião que eu ensino: você abandona a velha estrutura, você abandona a velha cobiça, você abandona o velho idealismo. Você se torna uma pessoa silenciosa, meditativa, amorosa. Você será mais uma dança e então verá o que acontece. Alguém, mais cedo ou mais tarde, irá juntar-se à dança com você, e depois, outras pessoas mais. Foi assim que aconteceu aqui. Lao Tzu diz que você não precisa sair do seu quarto. Tudo pode acontecer enquanto você vive dentro de seu quarto. Mas Lao Tzu teve que sair. Ele costumava ir em seu búfalo, movimentando-se de uma vila a outra. Eu tenho seguido o seu conselho. Eu nunca saio de meu quarto. A pequena Hasya vive no Lao Tzu*. Outras crianças perguntam a ela: "algumas vezes você vê o Osho andando pela casa?" Mas ela ainda não me viu, então, o que ela pode dizer? Eu estou simplesmente vivendo no meu quarto e todos vocês vieram de diferentes cantos do mundo. Isso é um milagre! Por que vocês vieram? E muito mais estão a caminho, eles chegarão logo. Este lugar vai se tornar uma tremenda força no mundo, uma força transformadora no mundo. Ele vai se tornar uma explosão espiritual, mas nós não vamos lutar contra ninguém, nós não vamos brigar com ninguém. Eu não tenho qualquer inclinação política. Eu sou totalmente contra a política. Sim, o velho tem que cessar para que o novo surja, mas o velho tem que cessar dentro de você, então o novo surgirá aí. E uma vez que o novo esteja dentro de você, o novo é contagioso, e começa a se espalhar em outras pessoas. A alegria é contagiosa! Ria e você verá outras pessoas começando a rir. Assim é com a tristeza; fique triste e alguém olhando para a sua face séria, de repente se tornará triste. Nós não somos separados, nós estamos juntos, ligados. Assim, quando o coração de alguém começa a rir, muitos outros corações começam a ser tocados, algumas vezes até corações distantes. Vocês vieram de locais tão distantes. De alguma maneira, o meu riso alcançou vocês, de alguma maneira, o meu amor alcançou vocês. De alguma maneira, por algum caminho misterioso, o meu ser tocou o seu ser e vocês vieram até aqui, enfrentando todas as dificuldades. Mil e uma dificuldades estão sendo criadas, e muitas outras serão criadas. Embora eu não esteja lutando contra ninguém, ainda assim, aqueles que estão no poder ficam com medo porque eles não conseguem pensar que possa haver um homem sem inclinação política. Eles não conseguem acreditar que possa haver um homem que possa atrair milhares de pessoas e não use o poder dessas pessoas para alcançar algum poder político, algum status político. Eles não conseguem acreditar nisso! Como eles podem acreditar nisso? Eles só conseguem entender o caminho que eles conhecem. Assim, os políticos ficam com medo e estão criando todo tipo de barreiras. Mas isso não vai dificultar ninguém. Na verdade, isso irá ajudar-me tremendamente! Eu me tornarei um desafio para todas as pessoas corajosas. Isso poderá impedir uns poucos covardes, e será bom se eles forem impedidos, porque aqui eles não terão qualquer proveito. Na verdade isso será como uma tela dizendo: só as pessoas que podem ser beneficiadas por mim chegarão aqui. Assim, isso é bom. Qualquer obstáculo que for criado será bom. Mas eu não estou lhe ensinando a brigar contra coisa alguma. Sempre que você briga contra alguma coisa, você se torna um reacionário, porque isso é uma reação, você se torna obcecado a respeito de alguma coisa, você fica contra aquilo. E então existe toda a possibilidade de que a coisa que você está contra, o domine. Talvez de uma maneira negativa, mas ela dominará você. Friedrich Nietzche era contra Jesus Cristo, em demasia. Mas a minha análise de Friedrich Nietzche é que ele era muito impressionado com Jesus Cristo, por isso ele era contra ele. Ele estava obcecado, ele estava realmente tentando tornar-se um Jesus Cristo do seu próprio jeito. O seu grande livro Assim Falava Zaratustra, é um esforço para criar um novo evangelho. A linguagem que ele usa, as metáforas que ele usa, a poesia que ele usa, certamente lembram Jesus Cristo, embora fosse contra ele. Ele nunca perdia uma oportunidade sequer; se ele pudesse condenar Jesus, ele imediatamente condenava. Mas Jesus era repetidamente lembrado. Ele estava obcecado. Quando ele enlouqueceu, na última fase de sua vida, ele passou a assinar suas cartas como 'Anti-Cristo Friedrich Nietzche'. Ele não conseguiu esquecer-se de Jesus, nem mesmo quando ele se tornou louco. Primeiro ele escrevia 'Anti-Cristo' e depois ele assinava. Você pode ver a obsessão, a profunda inveja que ele tinha de Jesus e que o dominou por toda a vida. Isso destruiu a sua imensa criatividade. Ele poderia ter sido um rebelde, mas ele reduziu-se a um reacionário. Ele poderia ter trazido alguma coisa nova para o mundo, mas ele não conseguiu. Ele permaneceu obcecado em relação a Jesus. Eu não sou contra nada nem ninguém. Eu não quero que você seja livre de alguma coisa, eu simplesmente quero que você seja livre. Veja a diferença: 'liberdade de' nunca é total; aquele 'de' o mantém na armadilha do passado. 'Liberdade de' nunca pode ser liberdade verdadeira. Nem a 'liberdade para' pode ser liberdade verdadeira; ela está à procura de uma nova escravidão. E essas 'liberdade de' e 'liberdade para' quase sempre seguem juntas como dois lados de uma mesma moeda. O que eu ensino é simplesmente liberdade, nem 'de' nem 'para', simplesmente liberdade. Nem contra o passado, nem a favor do futuro, mas simplesmente estando no presente. Osho, em "The Guest"

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Rosa de paracelso

Em sua oficina, que abarcava os dois cômodos do porão, Paracelso pediu a seu Deus, a seu indeterminado Deus, a qualquer Deus, que lhe enviasse um discípulo. Entardecia. O escasso fogo da lareira arrojava sombras irregulares. Levantar-se para acender a lâmpada de ferro era demasiado trabalho. Paracelso, distraído pela fadiga, esqueceu-se de sua prece. A noite havia apagado os empoeirados alambiques e o atanor quando bateram à porta. O homem, sonolento, levantou-se, subiu a breve escada de caracol e abriu uma das portadas. Entrou um desconhecido. Também estava muito cansado. Paracelso lhe indicou um banco; o outro sentou-se e esperou. Durante um tempo não trocaram uma palavra. O mestre foi o primeiro que falou: — Lembro-me de caras do Ocidente e de caras do Oriente — falou, não sem certa pompa — Não me lembro da tua. Quem és e que desejas de mim? — O meu nome não importa — replicou o outro — Três dias e três noites tenho caminhado para entrar em tua casa. Quero ser teu discípulo. Trago-te todos os meus bens — e tirou um taleigo que colocou sobre a mesa. As moedas eram muitas e de ouro. Fê-lo com a mão direita. Paracelso lhe havia dado as costas para acender a lâmpada. Quando se voltou, viu que na mão esquerda ele segurava uma rosa, que o inquietou. Recostou-se, juntou as pontas dos dedos e falou: — Acreditas que sou capaz de elaborar a pedra que transforma todos os elementos em ouro e ofereces-me ouro. Não é ouro o que procuro, e se o ouro te importa, não serás meu discípulo. — O ouro não me importa — respondeu o outro. — Essas moedas não são mais do que uma parte da minha vontade de trabalho. Quero que me ensines a Arte; quero percorrer a teu lado o caminho que conduz à Pedra. Paracelso falou devagar: — O caminho é a Pedra. O ponto de partida é a Pedra. Se não entendes estas palavras, nada entendes ainda. Cada passo que deres é a meta. O outro o olhou com receio. Falou com voz diferente: — Mas, há uma meta? Paracelso riu-se. — Os meus difamadores, que não são menos numerosos que estúpidos, dizem que não, e me chamam de impostor. Não lhes dou razão, mas não é impossível que seja uma ilusão. Sei que há um Caminho. — Estou pronto a percorrê-lo contigo, ainda que devamos caminhar muitos anos. Deixa-me cruzar o deserto. Deixa-me divisar, ao menos de longe, a terra prometida, ainda que os astros não me deixem pisá-la. Mas quero uma prova antes de empreender o caminho. — Quando? — falou com inquietude Paracelso. — Agora mesmo — respondeu com brusca decisão o discípulo. Haviam começado a conversa em latim; agora falavam em alemão. O garoto elevou no ar a rosa. — É verdade — falou — que podes queimar uma rosa e fazê-la ressurgir das cinzas, por obra da tua Arte. Deixa-me ser testemunha desse prodígio. Isso te peço, e te dedicarei, depois, a minha vida inteira. — És muito crédulo — disse o mestre — Não és o menestrel da credulidade. Exijo a Fé! O outro insistiu. — Precisamente por não ser crédulo, quero ver com os meus olhos a aniquilação e a ressurreição da rosa. Paracelso a havia tomado e ao falar, brincava com ela. — És um crédulo — disse. — Perguntas-me se sou capaz de destruí-la? — Ninguém é incapaz de destruí-la — falou o discípulo. — Estás equivocado. Acreditas, porventura, que algo pode ser devolvido ao nada? Acreditas que o primeiro Adão no Paraíso pode haver destruído uma só flor ou uma só palha de erva? — Não estamos no Paraíso — respondeu teimosamente o moço — Aqui, abaixo da lua, tudo é mortal. Paracelso se havia posto em pé. — Em que outro lugar estamos? Acreditas que a divindade pode criar um lugar que não seja o Paraíso? Acreditas que a Queda seja outra coisa que ignorar que estamos no Paraíso? — Uma rosa pode queimar-se — falou, com insolência, o discípulo. — Ainda fica o fogo na lareira — disse Paracelso — Se atiras esta rosa às brasas, acreditarías que tenha sido consumida e que a cinza é verdadeira. Digo-te que a rosa é eterna e que só a sua aparência pode mudar. Bastar-me-ia uma palavra para que a visse de novo. — Uma palavra? — perguntou com estranheza o discípulo — O atanor está apagado e estão cheios de pó os alambiques. O que farías para que ressurgissem? Paracelso olhou-o com tristeza. — O atanor está apagado — reiterou — e estão cheios de pó os alambiques. Nesta etapa de minha longa jornada uso outros instrumentos. — Não me atrevo a perguntar quais são — falou o moço, deixando Paracelso na dúvida se foi com astúcia ou com humildade. E continuou — Falastes do que usou a divindade para criar os céus e a terra. Falastes do invisível Paraíso em que estamos e que o pecado original nos oculta. Falastes da Palavra que nos ensina a ciência da Cabala. Peço-te, agora, a mercê de mostrar-me o desaparecimento e o aparecimento da rosa. Não me importa que operes com alambiques ou com o Verbo. Paracelso refletiu. Depois disse: — Se eu o fizesse, dirías que se trata de uma aparência imposta pela magia dos teus olhos. O prodígio não te daria a Fé que buscas: Deixa, pois, a Rosa. O jovem o olhou, sempre receoso. O mestre elevou a voz e lhe disse: — Além disso, quem és tu para entrar na casa de um mestre e exigir um prodígio? Que fizeste para merecer semelhante dom? O outro replicou, temeroso: — Já que nada tenho feito, peço-te, em nome dos muitos anos que estudarei à tua sombra, que me deixes ver a cinza, e depois a Rosa. Não te pedirei mais nada. Acreditarei no testemunho dos meus olhos. Tomou com brusquidão a rosa encarnada que Paracelso havia deixado sobre a cadeira e a atirou às chamas. A cor se perdeu e só ficou um pouco de cinza. Durante um instante infinito, esperou as palavras e o milagre. Paracelso não havia se alterado. Falou com curiosa clareza: — Todos os médicos e todos os boticários de Basiléia afirmam que sou um farsante. Talvez eles estejam certos. Aí está a cinza que foi a rosa e que não o será. O jovem sentiu vergonha. Paracelso era um charlatão ou um mero visionário e ele, um intruso que havia franqueado a sua porta e o obrigava agora a confessar que as suas famosas artes mágicas eram vãs. Ajoelhou-se, e falou: — Tenho agido de maneira imperdoável. Tem-me faltado a Fé que exiges dos crentes. Deixa-me continuar a ver as cinzas. Voltarei quando for mais forte e serei teu discípulo e no final do Caminho, verei a Rosa. Falava com genuína paixão, mas essa paixão era a piedade que lhe inspirava o velho mestre, tão venerado, tão agredido, tão insigne e portanto tão oco. Quem era ele, Johannes Grisebach, para descobrir com mão sacrílega que detrás da máscara não havia ninguém? Deixar-lhe as moedas de ouro seria esmola. Retomou-as ao sair. Paracelso acompanhou-o até ao pé da escada e disse-lhe que em sua casa seria sempre bem-vindo. Ambos sabiam que não voltariam a ver-se. Paracelso ficou só. Antes de apagar a lâmpada e de se recostar na velha cadeira de braços, derramou o tênue punhado de cinza na mão côncava e pronunciou uma palavra em voz baixa. A Rosa ressurgiu