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quarta-feira, 21 de maio de 2014

Fluir

Toda dificuldade que encontramos na vida é apenas uma lição desta escola, onde estamos matriculados. Nosso arbítrio consciente ou inconsciente, escolhe como agiremos frente a ela. Podemos ficar paralisados, apenas olhando, com medo de se expor; podemos deixa-la para depois, mas as matérias seguintes precisaram da habilidade que seria desenvolvida nela, então se acumulam as dificuldades; podemos realiza-la superficialmente, apenas para “passar” na prova , e não absorver nada do aprendizado na consciência. Então a lição se reapresentará, até ser realmente aprendida. O rio corre, flui no sentido de seu destino, e em seu fluir encontrará pedras, enrosco, limitações, sendo projetado a um caminho especifico que lhe cabe neste momento. Haverá remansos, mas agua estagnada apodrece se não se renovar, ou terá pontos de descanso onde deixará sua carga decantar, para depois seguir mais leve. Em outros momentos, haverá pedras e terá que se precipitar em corredeiras, aumentando sua velocidade, evoluindo mais rápido em direção a seu destino. A pedra, por sua vez, ao receber a energia da agua que lhe toca e esculpe, não permite a formação de limo. Parte da agua segue veloz, mas com sabedoria , se afasta dos obstáculos, por apenas seguir o fluxo já aberto, não resistindo as limitações, convivendo com as mesmas e as supera tranquilamente. Somos como a agua, emocionalmente falando: Ora deixamos que o comodismo, o apego a zona de conforto conhecido, mesmo que ruim, e permanecemos estagnados e a vida nos deixa putrefando. Ora, vemos obstáculos que nós convém desviar à frente, e cismamos que temos que passar pelo mesmo, confrontando-o, lutando para destruí-lo de qualquer jeito, pois tem que ser do nosso jeito. E como a pedra exige muito esforço da agua para mudar de forma, ser esculpida, nos desgastamos desnecessariamente. Porém, podemos de forma sabia, buscar o caminho de menor esforço, de menor resistência, ou seja de fluxo mais livre, e percorreremos nossa trilha sem desgaste energético, ou seja deixamos que a vida nós conduza, abrindo mão do controle onde teimamos sobre o percurso a ser seguido. A cada passo deve se discernir quais são as possibilidades a nossa frente e realizar a escolha, ancorados apenas na presença no aqui e agora.

A frustação como Ferramenta evolutiva

Todos nós vivemos projetando mentalmente ideias de como será nosso futuro, o que nós aguarda, porém como a mente não é capaz de reconhecer os processos baseados em realidade, das nossas visualizações, projetamos Idealizações, ou seja expectativas do que pode (probabilidades) acontecer, os relacionamentos, as faltas, necessidades o que nós afetará, e as conquistas, os objetivos desejados. Esperamos de CORPO INTEIRO que esta crença se realize (ou não, quando alimentada pelo medo). Nestas projeções sobre o futuro somos movidos por dois mecanismos básicos: - de forma positiva, o que desejamos construir, conquistar ou manter, uma atitude expansora de consciência, proativa, se apoiando nas próprias habilidades, na fé da Essência, no fluir.... - de forma negativante, fugindo de repetir as mesmas falhas do passado, que geraram sofrimentos, fragmentadoras, das inabilidades, ou seja em uma atitude contratora, reativa, baseadas no nosso ponto de vista daquilo que passamos (em geral uma visão relativa, pontual). A frustação é um “ESTADO” em que o indivíduo penetra quando é confrontado por uma realidade diversa de sua Ideação, quando é impedido por outrem, pelo meio, ou por si mesmo de atingir uma exigência pulsional que gerou em si a partir de sua expectativa. Ou seja, nós geramos um impulso energético, baseado em nossa “visualização- projeção”, nossos corpos se preparam com intensidade similar à vontade emocional envolvida, o quantum energético mobilizado, e pelo foco e atitude passam a plasmar no meio a pseudo-realidade esperada. Porém o meio, a realidade (gerada pela somatória da sociedade), se choca e impede está “materialização”, pois os outros não se moldam a nossos desejos, pois também tem suas expectativas. Quando o impulso gerado é “paralisado”, impedido de se manifestar toda a bio-psico-astral-energética colocada em movimento, tem seu fluxo restringido, obstruído. Ou seja o caminho energético não encontra vazão. Ficamos como uma panela de pressão, no fogo, fervendo, emitindo vapores, mas com a válvula de alivio de pressão obstruída. Se não tomarmos uma atitude de vazão desta energética, iremos “explodir”, seja a nível de corpo mental, de emocional ou mesmo com doenças no plano físico, não só no corpo físico, mas em nossa vida, onde certos “caminhos” deixam de fluir devido as cristalizações. Geramos uma forma-pensamento (na mente) e tentamos irradia-la para o futuro, mas a energética polarizadora, eletromagnética é fornecida pelo inconsciente, pelas inteligências anímicas autônomas (forças das sombras), que tentam se expandir, na direção da manifestação do desejo. E ao ser impedida de “vazar” esta forma pensamento gera pressão para realizar-se, e que tem uma certa consciência e inteligência de forma que possa achar o como, e possui energia vital, gerará sobre si uma “casca” com a tensão do “impedimento”, o ódio da não realização de seu propósito. Portanto a frustação gera uma tensão interna, um acumulo energético, e nada tem a ver com o mundo exterior, mas sim com sua restrição de vazão, a inabilidade do indivíduo de se adaptar aos fatos da vida, de realizar correções no rumo da energia, de discernir e acompanhar o processo de forma lucida. Vem do “lançamento” de uma ideação, que uma vez emitida ganha vida própria e não mais é acompanhada pelo emissor. Uma “vontade” quase infantil “quero, mas logo esqueço que quero... (negligente) ”, ou um pacto de vingança “ quero, mas tem que ser do meu jeito (egoico, mimado) e ódio tudo que me impede de obter algo do meu jeito ”. Não somos capazes de abrir mão do controle sobre a realidade externa (ou interna), sobre a vida, que é o que pode ser e não nós mima. E ai penetramos o mundo da dramatização. E quando não acontece, fica a SENSAÇÃO de fracasso, de frustação, uma energética negativada, não elaborada. Reagimos como uma criança que não ganhou o presente (ou atenção) desejada, em nossa ideação, e fazemos dramas, um escândalo interno: Como o mundo “ousou” não nós atender, e seu contraponto, Como sou “incapaz”, se identificando ou com o orgulho, ou com a vítima, totalmente fora de si mesmo, fragmentados. E para nós defender desta sensação, passamos a nos defender do mundo, gerando armaduras, rigidez, uma zona de conforto que nos mantem dentro de limites seguros, mas prisioneiros de nós mesmos. Tudo porque geramos uma ideação que não se materializou. Mas a frustação é um mecanismo de adaptação, de aprendermos estratégias de como deixar materializar o impulso, de projetarmos impulsos evolutivos, gerarmos mutações em nós mesmos, no nosso modo de pensar e sentir, que cada vez gerem uma realidade mais adequada, funcional. A frustação só nós mostra que estamos agindo de uma forma não funcional, seja na ideação, na forma de realiza-la, no que sentimos Verdadeiramente, nas crenças (estruturas biopsicoenergecas subconscientes: nossas leis internas) e valores que temos e nutrimos, em relação com as Leis de Gaia e Cósmicas. Ou seja, traz à consciência que estamos no “contra fluxo” do Princípio Evolutivo. Ninguém nos frustra, somos nós que nós frustramos por falta de discernimento e adaptação, pela ausência de consciência da realidade e falta de autodomínio dos próprios processos internos, já que o mundo externo é a materialização de nosso mundo interno. Como dizia Kardec: A desilusão (frustação), é a visita da Verdade. E com certeza, toda vez que nós plantarmos uma ideação ilusória, colheremos uma frustação. Temos uma visão da frustação como negativante porque não aprendemos a lidar com a realidade como ela se apresenta, usamos o mundo das ideias como modo de fugir à vida. Mas a Vida é insistente, segue o princípio de exigir do Ser sua evolução, vem bater à nossa porta, nós “convidando” a mudar, a nós adaptar, a nós tornarmos mais funcionais. O processo natural de amadurecimento da criança deve conter o como lidar com a frustação de seus desejos, pela luta para realiza-los, lidar com limites, com concessões, a compreender o que ela pode mudar em sua vida (e no meio), o que não lhe cabe mudar, e perceber quando agir e quando observar (oração da serenidade). Toda vez que a criança se depara com dificuldades, ela desenvolve sua inteligência relacional, sua afetividade (percebe o que lhe afeta, ou como suas ações afetam), adestram as forças anímicas, instintivas, geram habilidades, ativam potenciais latentes e aprendem a utiliza-los para gerar uma realidade melhor para si e para os demais, ou seja desperta sua adaptabilidade, a visão ao longe, a intuição... Mas quando a criança, que cresce, ainda confrontando sua fragilidade física, falta de autoconhecimento e domínio, a dependência de outrem, é “exigida” a mais de sua capacidade naquele momento, sua maturidade que sempre está sendo desenvolvida, ela pode se fragmentar e se tornar incapaz. Ela passa a ser tão frustrada que se negativa. Eis o mal da atual sociedade- a resiliência ou não é desenvolvida, pelo excesso de “mimo”, de “superproteção” desenvolvendo o orgulho, a sede pela dominação (afinal o mundo tem a “obrigação” de lhe suprir), ou a criança é levada além de sua capacidade de lidar com a frustação, e o Ser se perde de si mesmo, anulando-se e se submetendo. O problema não é a frustação, mas como fomos condicionados a reagir com ela. Em nós gera, raiva, ódio, agressividade, negação de si mesmo e do outro, isolamento, e todas emoções e atitudes negativantes. Levamos a frustação para o lado “pessoal”: fomos negados, condenados, rejeitados pelo mundo.... Alguns se anulam, e generalizam a identificação com aqueles que não são capazes, e nem tentam desenvolver-se, já assumem a derrota perante o antagonista, que apenas busca lhes desenvolver. Outros, já reagem com ódio, e tentam destruir tudo e a todos que lhes obriga a confrontar seus limites. Mas a pessoa adaptável vê na frustação, apenas um desafio para mudar a si mesmo, e se torna proativa. Não mais reage, mas age. Lucida e observadora de si: agi assim, colhi isto, e se agir diferente, o que colherei? Discerne, escolhe e não tem medo das consequências, pois seja o que for, um aprendizado será absorvido. Encarra a frustação como parte necessária do processo de aprendizado, um chamado da realidade para a tomada de consciência de algo no processo que não está AINDA funcional. Ai assume seu aspecto nobre, se torna motivadora, é um desafio, um convite para desenvolver uma habilidade que ainda não dedicamos nossa atenção, um campo onde existe ignorância, falta de domínio, ou seja, um vazio de sabedoria. Nós convida a sair da identificação com o bloco de problemas, dos pactos de vingança, para agirmos na busca de soluções. Nos leva a desidentificação com a Persona, e seus processos mento-emocionais, para nós identificar com a Verdade de nossa Essencia. Entender o processo de frustação é o primeiro passo para poder gerar mutações evolutivas em nós, e aceitar que os fatos não são como os ideamos, nem se manifestam no momento que desejamos: São o que são. Para muda-los, é necessário a mudança do emissor da ideação. Podemos reagir a frustação: - com comportamento de fuga, devido a sensação de incapacidade, então negamos-nos a viver algo que já nos frustrou, nós isolamos, geramos armaduras, ou seja anulamo-nos. - compensatório, ou de vingança interna (auto sabotagem) - procuramos uma forma de “escape”, tal como as compulsões, vícios, TOC, doenças impossibilitantes, corrosivas ou degenerativas... - sentimento de desamparo- estacionamos no nosso caminho, carências, dependência - Delegação de Responsabilidade- Transferência: queremos que outrem realize para nós. Ele planta, para nós colhermos, sem que desenvolvamos a habilidade de “plantar”. - Projeção: projetamos a raiva pela frustação sobre outras pessoas, gerando formas pensamentos, realizando “ obsessão de encarnado sobre encarnado”. - Distorcer nossa visão sobre o fato: projetamos interpretações que nós deixem mais “confortáveis”, justificativas... Pontos para “autoconhecimento”: a) Como você costuma lidar com as frustações do seu dia a dia? Quantas ocorrem na inconsciência, quantas são reprimidas e o que sobe a consciência? O que é resignificado, e sua energética liberada, aprendizado absorvido e transformado em sabedoria? E o que é cultivado, vivificado como frustação de forma negativante? b) Como lida com os problemas? São produtivos ou gastam energia desnecessária? Fica “ruminando” o problema ( dramatização)?: c) Qual o mecanismo que envolve a frustação? Me identifico com ela, a vivifico e ela me escraviza, ou sou observador e tenho autodomínio sobre a mesma? Se ela é fiquei confortável com a mesma, e disperso sua energética, foi positivante. Mas se ela me gera contração, desequlibrio, percebo que preciso mudar algo em mim, na ideação, no modo de reagirão fato? d) Que dificuldades tenho ao lidar com cada tipo de frustação? Consigo perceber em cada um deles uma oportunidade de desenvolver uma habilidade nova? e) O quanto admito que ainda preciso aprender a lidar com a frustação e a bioenergética que elas ativam? f) Este obstáculo pode ser eliminado? Como o contornarei? É real? Que estratégia desenvolverei para lidar com ele? g) Analise a frustação e sua origem, liste todas as possibilidades de percepção dela, e como reagir, como se fosse um jogo de xadrez...adapte-se ao lance do antagonista (obstáculo- vida). h) Busque todos dados que comprovem cada uma das hipóteses, e verifique que tese é a mais plausível e mais adequada. Qual é a interpretação mais positiva, que te traga a sensação que a alma aprova (em geral, as lagrimas chegam quando “tocamos” a verdade interna”, uma sensação que o peito se expande, acelera, de liberdade, prazer...ou seja de consciência, insight). O quanto esta pulsando a interpretação e quando “para” de pulsar (quando para de ser obsessiva, de se ruminar, é porque a energética foi liberada, a frustação se desfez). i) Ao realizar uma ideação, antes de colocá-la em movimento, faça a análise das alternativas, o melhor direcionamento, seja lucido nas estratégias. Abandone as possibilidades inviáveis, analise os pros e contras de cada ação, ANTES de colocar energia de ação sobre elas (plantio). Para cada uma veja qual será a colheita positiva e negativa (vantagem e preço primário e secundário) j) Faça a opção mais adequada após DISCERNIR e BANQUE os resultados: Escolhi, e não importa o resultado, será um aprendizado, e seja qual for, não entrar em culpa, em críticas e autopunição, apenas compreensão do processo e seu ponto de fragilidade que gerou a frustação.

Drama como ferramenta involutiva

O fator que mais nos distingue dos animais é o nosso processo mental, pois enquanto eles têm o pensamento em pulsos, ou seja, surge uma necessidade e eles reagem a ela, com o pensamento na ação, e assim que termina, desligam o processo mental, enquanto nosso modo de pensar é continuo, passamos de um pensamento para outro, sem intervalos. Porém, os fatos do dia a dia, são momentâneos e exigem ações e pensamentos pontuais, tais como acontece aos animais. Então, no que será que pensamos nos intervalos dos fatos, como ocupamos nossa mente? A ciência já demonstrou que nosso sistema bioenergético reage aos pensamentos, gerando hormônios e reações, independentemente se o fato está acontecendo no exato momento, se localiza no passado, ou é uma projeção para o futuro. Pode ser um fato real, ou um visualizado, fruto da imaginação, probabilidades das mais possíveis até as quase impossíveis... Pensamos o tempo todo, fomos condicionados a estarmos atentos aos perigos, pelo instinto de sobrevivência, e com isto, cada sombra, cada ruído, tudo que representava um risco, era analisada...e geramos condicionamentos baseados no medo muito mais do que nas projeções positivas, pois segundo Maslow, a necessidade de sobrevivência alimentar e segurança são os mais imperativos para todos os seres, e só depois se desenvolveram as necessidades sociais, de sermos amados, de auto realização, e apenas há poucos anos foram acrescentadas as necessidades ligadas a espiritualidade. A mente masculina, fruto do seu atributo de ser o provedor, se focou nas duas primeiras necessidades, enquanto coube a mulher o relacionamento social, para cuidar dos filhos, as trocas afetivas. E isto gerou modos de manter o pensamento continuo diferenciados nos homens e nas mulheres. A cultura também influencia o encadeamento das ideias, conforme os valores e crenças, os modelos aceitos, o grau de liberdade que cada grupo concede a cada ser, sua religião, herança genética, familiar, nível econômico, acesso intelectual. Viver imerso sempre no mesmo ambiente consolida sempre os mesmos processos mentais, realizando sempre o uso das mesmas sinapses, sem gerar novos caminhos neuronais, impedindo que novas ideias possam penetrar, gerando uma zona de conforto, não só física, como emocional e mental. Na zona de conforto, ficamos pulando de conceito em conceito, sem variação, aprisionados pelos limites daquilo que conhecemos, e fechados ao desconhecido. Por isto se expor a novos grupos, viajar a lugares muito diversos, a ler e realizar coisas inéditas, nós ajudam a amplificar nossa zona de conforto, nosso campo consciencial se preenche de mais alternativas para usarmos quando for necessário discernir sobre algo, evitando assim as respostas condicionadas pelos caminhos neuronais. Quanto mais alternativas para a decisão, mais nossa consciência será “convocada” para realizar a escolha, ou seja se utilizar o livre arbítrio. E se cada vez que um fato se apresentar, pensarmos sobre ele, a nível de consciência, mudando a forma de agir, estaremos mais lúcidos e menos imersos em condicionamentos. A única forma de romper com o modelo condicionado de pensar, que foi passado de geração em geração é tomando consciência sobre ele, e gerar uma mudança de atitude mental, emocional e até mesmo comportamentos no plano material. Nas épocas que a prioridade do Ser Humano era a sobrevivência, pessoal, da família e do grupo, a prevenção de perigos evocavam toda nossa atenção- tudo girava em se conservar vivo. Para isto estávamos sempre vasculhando as possíveis fontes de riscos, ou seja o foco era em prevenção do negativo, e isto foi sendo condicionado como instinto. Mudamos de necessidades, geramos novos modos de viver, ampliamos nosso campo de atuação, mas mantivemos o condicionamento da mente. Nossa nutrição se tornou mais fácil, pois não mais precisamos plantar, já temos modos de aumentar nossa segurança, e podemos nos ocupar com outras coisas não tão imediatas, e sem tanta solidez as emoções. Entramos em um mundo que as imagens chegam pela televisão, os sons pelo rádio, e não são “reais” no amplo sentido, são pontos de vistas, interpretações...entramos no mundo dos filmes e novelas, e sofremos ou nos alegramos por algo que não faz em nosso campo de vida, mas passamos a ter contato com muito mais um mundo “virtual” do que real. Mergulhamos no mundo das ideias, porém com o condicionamento baseado no medo da época das cavernas. Nosso cérebro, dividido em 3 níveis, ainda mantém seus sistemas autônomos regidos pelo cérebro reptiliano e sua interface, a amigdala, e portanto reativo, condicionado em respostas instintivas, que são muito mais “rápidas” que as “respostas” do neocortex, profundamente arraigadas, que respondem aos impulsos trazidos pelo sistema nervoso, sem passar pela consciência. Então, se não aprendermos a “educar” nossa mente, trazermos para a consciência o domínio sobre as respostas instintivas, as ações emocionais, seremos escravos da mente, que gira compulsivamente, de ideia em ideia, repetindo um ciclo mental repetidamente, até que a energia que a move ser consumida, e se for sendo revitalizada, se torna obsessiva, assumindo o comando do Ser, gerando identificação cada vez mais profunda com esta “ideia”, até ser POSSUIDO por ela. Neste momento, que assumimos um processo mental de CORPO INTEIRO, as forças anímicas (sombras) o projetam para plasmar a realidade. Na nossa cultura, há séculos fomos condicionados pelas “regras” baseadas no medo, na expectativa, na falta, na incapacidade, inadequação, ou seja no jogo submissão-dominação. Aquele que não se conhece, não domina sua própria mente, é facilmente dominado por aqueles que sabem manusear os processos mentais alheios, aos que tem alto poder de influenciação. Uma mente sem domínio, sem “acompanhamento, ou seja gerencia” por seu possuidor, será possuído por alguém de fora, ou pelo inconsciente coletivo. E no inconsciente coletivo, impera a “mente” resultante de séculos de opressão, mentes que giram sempre nas mesmas ideias, aprisionadas pelos DRAMAS. O processo mental dramático, gera a partir de um fato, que poderia ser visto por centenas de interpretações, a validar a que mais nega o Ser, ou seja, fomos condicionados a pior crença que pode existir a um Ser projetado para ser Co-Criador, a ausência de sua consciência de seu poder criador (e destruidor, transmutador), para validarmos que o mundo exterior tem poder sobre nós, e somos totalmente submissos ao que cremos ser nossa realidade. Fomos condicionados a esquecer nossa origem como SER HUMANOS. Aceitamos a identificação com o personagem que “incorporamos” para nós manifestar na materialidade, e perdemos a conexão com nossa Essência, nossa verdadeira fonte de sabedoria, que silenciou porque nossa mente, com pensamentos contínuos, sem momentos de silencio, quietude, não lhe dá espaço para manifestação. Pensar sem parar, encantados pela fluência das ideias, baseadas ou não em realidade, sem lucidez, é a melhor forma de manter um ser submisso, longe de sua verdade, de sua maestria. Tudo buscamos no mundo exterior, fomos adestrados a dar valor ao meio, aos outros, e a nós colocarmos no desvalor, na impotência- negamos nosso poder de dominarmos a nós mesmos, e aceitamos a submissão. Tudo tem valor e poder, menos nós. A mente dramática é a melhor ferramenta para negativar o Ser, para mantê-lo afastado de si mesmo, do contato com sua sabedoria e poder, de sua integridade e plenitude. O drama, nós identifica com a criador e mata o criador em nós. Ou pior, coloca nosso poder criador invertido, ele passa a agir no meio exterior para gerar a realidade opressora, que ao agir nós submetendo, reforça a crença do poder do externo, e diminui nossa capacidade de reação, de tomarmos posse de nós mesmos. O drama gera a negativação do Ser, a ausência do Sui mesmo, da Presença. Vamos dar uma checada, como funciona nosso processo mental: Tome consciência de como pensa: Quanto tempo utiliza para realizar uma ação pratica? Quanta energia gasta antes de realiza-la para planejar? E para checar seus resultados? A direção do processo é para prevenir problemas (pontos negativantes) ou para gerar recursos e oportunidades (positivismo)? Como se percebe no processo, como vítima, personagem, ou como autor, no domínio das situações. O quanto repete o mesmo pensamento, mesmo que esteja ”camuflado” com palavras diferente, o foco é único? Como observador, qual sua atitude: se identifica com o medo do futuro, e as marcas geradas pelo passado, com as armaduras de defesa desenvolvidas para que não volte a se sentir mal consigo mesmo? O quanto consegue se identificar com o agente da mudança da realidade? O quanto projeta o poder para que os outros lhe afetem, machuquem, invadam, roubem, traiam, se sente injustiçado, vitima, se coloca como coitado, dependente, incapaz... Tem consciência que alguém só pode fazer algo em seu “Universo” se for através de seu poder de criação/destruição, baseados na sua falta de posse, de domínio da sua própria bioenergética, tal como uma casa onde o dono não se coloca como “dono”, onde todos têm a permissão de entrar, usar, estragar, jogar seu lixo, e sair.... Você se comporta energeticamente, como um terreno baldio, ou coloca limites no poder que concede aos outros, e observa como eles se comportam, se o usam de forma evolutiva ou involutiva? E como você respeita e se comporta quando você é a “visita” no Universo do outro? Qual seu grau de consciência no líder quando te dão acesso a “casa” alheia? Perceba que assim como você trata o Universo dos demais, você será tratado, pois para nossas forças anímicas, autônomas, elas conhecem e seguem as leis simples, sem exceções: Quem invade, rouba, amaldiçoa, inveja, gera caos, critica, lança ao entorno negativismos… atrairá em seu campo, estas energéticas, portanto sofrerá os mesmos fatos. Em compensação quem ordena, busca ajudar a curar, abençoa, positiva a si mesmo e irradia paz, calma, firmeza, será respeitado e tratado da mesma forma. Então porque nossos processos mentais se mantem dramático com ideias, repletas de emoções, sentidas pelo corpo inteiro, negativantes e geramos visões dos fatos pseudoreais de uma forma a nós negativar, colorimos com nossa mente o fato ocorrido cada vez mais de imagens, sons, cheiros, ou seja, um roteiro de dramas? Será que é por termos um processo mental dramático que gostamos tanto de filmes, de novelas…ou seja dramas no mundo exterior, que nós distraiam de nossos próprios dramas? Quantas vezes você já se pegou se sentido injustiçado, rejeitado, invisível, mimo negado, e mudou toda sua bioenergética? E quando está frustrado, quais as estratégias que sua mente “inventa” para evitar que você encarre sua inabilidade naquele ponto? O quanto sua mente dramática serve a sua vaidade, orgulho, ou seja, a identificação da Persona, que utiliza o drama para se manter no controle da vida? Comece a anotar todos processos mentais que mais se repetem...o quanto tem de base solida na realidade, e o que se revela como drama...peça para alguém, rever sua visão sobre o fato efetivo, e cheque as diferenças de percepção...se permita a ser sincero consigo mesmos? Perceba quanta energia gasta para manter suas ilusões sobre si mesmos, o quanto usa sua energia e poder mental contra você mesmo, se negativando.... E ai, aos poucos, vá modificando seu modo condicionado de agir e reagir. Pense na possibilidade de que a situação que te desafia, só tem um objetivo: Desenvolver em você uma habilidade interna, transformar um potencial latente em uma capacidade, apenas um desafio, que traz um aprendizado, que nem importa se acertarmos ou não o resultado, se conseguimos nos desenvolver facilmente, ou exige perseverança. Transforme um modo de pensar negativante, em positivo. Mude seu modo de pensar, mude seu inconsciente pessoal, que irá aos poucos mudando o coletivo, primeiro por se isolar do mesmo, e não mais alimentando-o na negatividade, e se ligando a campos mentais positivados, ao amplificar os mesmos, aos poucos poderemos deixar de ser uma sociedade dramática, que ama a adrenalina do jogo de domino-submissão, que deseja Ser no mundo, mas nega o Ser em si mesmo, para construir um inconsciente coletivo de pessoas lucidas, que por dominarem seus processos mentais-emocionais, agem de forma evolutiva. O drama é a antítese do amor, a negação da Presença da Essência, da vida, ausência do poder verdadeiro. Considerando a chama trina: Amor- Sabedoria-Poder. Sem Poder sobre si mesmo, sem a ação da sabedoria, o amor não consegue se irradiar... Qualquer um dos 3, na ausência dos demais, não gera evolução. Dramatização da própria vida é valorizar a ausência do Self, que é Sábio, tem o Poder e Sabedoria, de lidar com qualquer situação...ou Seja, é negar a si mesmo a Vida. A Persona Sobrevive, se submete ao meio, apesar de tentar controla-lo, portanto é dramática, para se valorizar e se enrijece em sua “visão” de vida dramática, negativada. Na Essência está a Verdadeira vida, a que domina a realidade, apenas porque domina a si mesma, a sua capacidade de projetar realidade a seu favor, nela não há submissão, nem domínio, só uma “dança” energética no fluxo evolutivo. Mas em uma sociedade dramática, é preciso atitude para se positivar…e pela positivação de si mesmo, abrirmos a conexão até o Self. É preciso se render, abrir mão da ilusão de controlar, e para isto, precisamos tornar os processos mentais dramáticos em funcionais, e gerar “pausas” no pensar, para que nossos sistemas autônomos, seja dos corpos pertencentes a Gaia, ou superiores, além do tempo-espaço-matéria, possam ter espaço para “conversar” conosco. Nosso mestre Interior precisa de nossa posse, fé em nós mesmos, positivação, e controle de nosso corpo mental, que reverbera sua energética para o campo bioernegetico: psíquico, astral até chegar ao físico, em forma de sintomas ou doenças.

Prosperidade e dramatização da vida

O Drama é a geração de um cenário mental a partir de uma ideia, ou um fato primário. Dá se cores, coloca-se imagens emoldurando o quadro, acrescenta-se emoções, gera-se um enredo, que a cada vez que acessado recebe novos detalhes, uma energia maior que vivifica a estória. Em geral as dramatizações são um exagero na negatividade, com que se reveste um fato. Estamos acostumados a gerar expectativas e quando a realidade não corresponde a imaginação, ficamos frustrados. Não conseguimos que algo não aconteceu apenas porque não era para acontecer daquela forma, ou naquele momento. E para justificar nossas falhas de imaginação, geramos dramatizações, estórias, visões justificantes. Como nosso poder de crença é nossa lei, temos uma enorme facilidade de gerar uma “peça” que invade a realidade, e aos poucos passamos a crer que ela realmente é verdadeira, tem fundamentação em fatos, mas esquecemos que atraímos os fatos conforme nossa vibração eletromagnética. Damos uma importância maior ao enredo do que ao fato, e nós nos impressionamos, e chegamos a “incorporar” o personagem que sofreu o drama. Deixamos de ser o autor do drama, e nós confundimos com o personagem. Nossa própria vida é uma estória, onde só contamos e recontamos os fatos de impacto negativos, onde passamos por cima, com facilidade, de lembrar dos momentos felizes, do que é positivo, pois culturalmente aprendemos que para termos valor é preciso sofre, que é pela dor que se evolui...quanto mais difícil é a vida, mais valor temos por sobreviver. Quem não crê que sua vida daria um livro de suspense????Raros são os que contam as conquistas, pois até nossos conceitos de humildade, não nós permitem demonstrar que estamos bem. Confundimos seriedade com drama. Mas seriedade é ter foco, atenção, capricho apenas: por exemplo podemos cozinhar, dedicarmos nossa atenção ao ato, sem dramas. Por isto, muitos cozinham como uma forma de “descansar”, pois são momentos sem dramaticidades. E um bom drama, tem uma projeção energética que gera muita dor, pois nosso corpo, nossas forças anímicas obedecem nosso verbo, e se este é dramático, negativante, é o que elas geraram como realidade. No drama, nosso poder criador se torna destruidor, pois este é nosso foco. Incorporamos uma vida dramática, correspondente ao que nossa mente cria...vivemos em um mundo dramático por sintonia, afinidade. Mergulhamos nos dramas, e estes como areia movediça nós aprisionam, pois o condicionamento de dramatização cada vez mais se aprofunda. Quem gera o drama é a mente condicionada, a persona que tenta controlar a realidade, porque ela é cheia de perigos, vibra medo, a ausência do Ser. Dramatizar é agir sem base em nossa verdadeira Natureza, não sendo-se quem somos. É vestir os papeis e se identificar com eles. Além do papel não conseguimos nos perceber. Estamos identificados com nossas subpersonalidades. Iniciamos com o papel de filho, e para manter o mesmo, deixamos nosso temperamento e entramos no personagem, no drama de ser filho. A mãe e o pai, também deixam se “tomar” pelos papeis, a afetividade, a intimidade, se perde porque existe um modelo a seguir. O Profissional exige a não emocionabilidade, a fragilidade tem que ser reprimida, e se “veste” o bem resolvido... No relacionamento, deixamos de ser espontâneos para tentar mostrar uma faceta amável, não verdadeira, a ponto de não querer acordar ao lado do outro com os cabelos despenteados. Tantos são os papeis, os “moldes” que devemos nos encaixar, ou seja as dramatizações.... Como um personagem de novela, para ter sucesso, queremos tornar nossa vida mais interessante, ou seja exaltamos as dificuldades, entrando em processos mentais dramáticos. Observe sua vida, onde os caminhos estão fechados- verifique quais as dramatizações que coloca nesta área? Se o financeiro está difícil, é porque você não confia em teu Espirito, que trará tudo que você necessita (e não os mimos) na hora mais adequada. No afetivo, o quanto você gera tensões em você, caso se decepcione, os medos de quebrar a cara, de amar e não ser amado? Está de férias, leve, livre, e está chegando o momento de voltar ao ambiente profissional, como se sente? Alegre porque faz o que ama fazer, ou pesado, imaginando os monstros te aguardando? A somatização dos dramas internos, não só se manifestam como doenças físicas, mas no caminho fechado em determinada área da vida. Se não há fluxo, há dramas, negativações exageradas dos fatos. Onde existe caminho aberto, fácil, é porque a mente não gera dramatizações. Observe as pessoas que tem sucesso- perceba se elas dramatizam ou são focadas? Elas se moldam a papeis, ou são autenticas? Se preocupam com críticas? Se fazem de humildes? Uma pessoa de sucesso em geral é cuca fresca (o que não significa ser irresponsável), mas se ocupa na medida correta, no momento certo com um problema, é objetivo na solução, sem o que poderia gerar dramas. Considera as ações e suas consequências de forma fria, lucidas. Céu e inferno são estados de Espirito (ou ausência dele), é a sintonia onde nós nos colocamos. E como é sintonia, podemos modifica-la a hora que quisermos. Mas sair do inferno da mente dramática, para o paraíso de viver em fluxo com o Espirito, exige a atitude positiva, de confiança em si mesmo. Abrir caminhos exige mudança de postura, quebrar os condicionamentos já há muito cristalizados, solidificados. Precisamos observar onde colocamos nosso poder de imaginação, como o utilizamos, para projetar dramas, ou para gerar um estado de espirito onde tudo que precisamos vem ter conosco? Usamos nossa imaginação, nosso verbo a nosso favor, ou nós negando, contra nós? Pois tudo que existe em nossa vida, é através de nosso poder e sabedoria (ou ausência deles).