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sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Estar no melhor como forma de defesa


Diz, no senso comum, que a ignorância protege, que a sabedoria gera responsabilidade.

Basta olharmos uma criança arteira, parece que tem vários anjos da guarda, que evitam que ela se machuque de forma séria. Elas não tem medo de nada, peito aberto para descobrir como o mundo funciona.

Criança se expressa assim como ela é, sua essência, e aos poucos vai aprendendo sobre limites, vai assumindo do mundo imagens sobre quem ela é, nem sempre verdadeiras, mas interpretações dos adultos, de outras crianças, de médicos, professores, terapeutas...aos poucos ela é levada a esquecer de quem é em essência, perde sua inocência, e aprende a se “adaptar”, ou melhor, se formata, aprende a ter uma serie de medos, a não confiar mais em si mesmo, a depender, se percebe inadequado, incapacitado, e tem dificuldades de entender que está em desenvolvimento, pois o verbo usado pelo adulto e ouvido é : Você é xxxxx .

Crianças que crescem sendo estimuladas, apoiadas, aconchegadas, sem serem mimadas, mas sim, conscientizadas, vivem mais próximo de sua essência, adaptam-se as necessidades a que é exposta. Mas em geral, as crianças crescem com pessoas que tem uma inabilidade de lidar com aquele espirito se adaptando a vida encarnada, e os transformam em miniaturas deles mesmos, impondo sua visão de vida, crenças, comportamentos, que por serem modelos é facilmente absorvido pelas crianças.

Neste sentido, a criança perde sua pureza, sua integridade enquanto alma, e vai sendo absorvida pelo ambiente, gerando uma persona, uma autoimagem validada vinda do externo, e se perde de si.

Como um Ser que está se desenvolvendo, evoluindo, adaptando às exigências exteriores, revelando temperamento, adquirindo comportamentos, confrontando limitações.

Aos poucos se torna polarizada- de um lado sua essência, sua missão de alma, e do outro os medos, a persona assumida, se dividindo entre luz e sombra.

Na vivencia vai se descobrindo, se modificando, reagindo, como se fosse uma substancia submetida a uma reação eletroquímica em determinadas condições, exposta a certos catalizadores ou retardadores do processo, alterando o produto resultante.

Vamos testando o ambiente, primeiro aprendendo a engatinhar, depois a andar, correr, outros meios de se locomover, de usar os membros, desenvolvendo sua arte, não importando quais habilidades sejam focadas, todas tentativas são validas, os fracassos são rapidamente absorvidos, o agir modificado, aperfeiçoado. Uma vez que já aprendemos a fazer algo com um certo resultado positivo, funcional, e adquirimos sabedoria a respeito, compreendemos as leis que abrange o processo, o impacto de determinadas ações, saímos da ignorância da criança pura descobrindo o mundo, e passarmos até que lidar com as consequências geradas pela nossa ação.

Quanto mais conhecedores de certos princípios, mais rápido será o retorno da ação, possibilitando que compreendamos que atitude nossa causou está consequência desagradável, e com isto acelerarmos nosso aprendizado. Podemos experienciar muita coisa, tendo em vista o aprendizado, mas não é nós dado mais o direito de mal agir, quando sabemos que o ato é nocivo, seja aos outros ou a nós mesmos.

Em função do princípio da evolução, agir de forma involutiva tem consequências serias, ativando a lei do retorno.

Se estamos agindo conforme nossos valores, crenças, de bom coração, na fé de estarmos sendo corretos, ou seja no nosso melhor, mesmo que a ação possa ter consequências negativas, resultará em um aprendizado, e as consequências serão para o bem, em uma visão mais ampla.

Mas se já sabemos agir melhor, e de proposito, ou por descuido, por inconsciência conosco mesmos, agimos fora do melhor que somos capazes, nosso sistema de defesa da integridade, que visa nós defender das consequências do ato, que se ocorrerem no mundo exterior, causará ao nosso espirito um trabalho enorme em lidar com as consequências, uma vez que desviou outros seres de seu caminho. Então, nosso sistema guardião age prontamente, invertendo nosso poder e fazendo-o agir contra nós mesmos, ou nós paralisando, ou mesmo atacando, cada vez de uma forma mais drástica, até que “despertemos” de que não estamos agindo em nosso melhor, e tomemos consciência de onde não estamos no nosso melhor, e corrijamos nosso agir.

Mas para agir sempre no nosso melhor, primeiro precisamos saber quem verdadeiramente somos, em essência, e o porquê assumimos determinadas personalidades, seus mecanismos, mas sem perder o alinhamento com nossa essência. Podemos assumir vários personagens, se adaptando a situações, fluindo, mas sem sair do nosso melhor.

Isto significa, se temos lucidez de que não devemos agir involutivamente sobre alguém, se o fizermos, seremos atacados por nós mesmos, sendo impedidos da ação.

Se sabemos ser firmes, focados, personalidade forte, responsável e resolvermos em alguma área de nossa vida, para manipular outros para fazerem coisas para nós, entrando no sentimento de vítima, de incompreendidos, de indignação, seremos desde obsediados até mesmos machucados de forma seria, não por uma energia do meio, mas por nosso próprio poder invertido. Por isto, cerca de 90% dos processos de ataques energéticos que se voltam contra nós, partem de uma ação nossa fora de nosso melhor, ou seja, estamos no nosso pior, que por consequência servirá de gancho, onde energias no meio externo, que tem a mesma vibração, amplificando, até que tomemos consciência de que não estamos no nosso melhor.

 E como saber se estamos no nosso melhor? Começando a nunca se comparar com ninguém externo – outras pessoas, tem outras habilidades, outros valores, outros objetivos a serem desenvolvidos e terão outras consequências. A única referência que podemos usar é a nós mesmos, observar como éramos no passado, e qual era o resultado, e como mudamos, e os novos resultados, que podem ser melhores ou piores.

Na adolescência, no auge de nossa plenitude física, agíamos muitas vezes movidos pelos hormônios, descobrindo os relacionamentos afetivos, não tínhamos medos, raramente nós machucávamos, porque não fazíamos dramas, aceitávamos um rompimento, e já focávamos no futuro. Estávamos no nosso melhor, apesar de que com o olhar de uma pessoa mais vivida, sendo irresponsáveis. Aos poucos fomos perdendo a confiança em nós, a dramatizar os resultados, nós colocando para baixo, gerando modelos de comportamento (se agir assim, manterei meu relacionamento), se corrompendo, perdendo a naturalidade, e ficamos covardes no sentido de não sustentar nossa essência, e ao mesmo tempo, não permitir que a pessoa que está conosco seja ela mesma. A relação deixa de ser entre pessoas reais, com qualidades e defeitos, mas entre projeções, onde um não vê mais o outro, mas só a ideia de quem ele deveria ser para nós fazer feliz, e ficamos magoados quando descobrimos que a pessoa não corresponde a nossa projeção, e vice-versa, nós também não correspondemos as expectativas dela. Viver no mundo de projeções, é viver fora da realidade, ou seja, longe de nosso melhor, que é real e não ideal.

Temos infinitas ideias do que deveríamos ser, do que já deveríamos ter, de status, conhecimentos, performances, e negamos o que somos – humanos em desenvolvimento, com mais coisa para ser aperfeiçoada do que já realizado. Mas se olharmos para trás, e pudermos ver o quanto evoluímos, podemos perceber a ação de nosso melhor a cada situação, quais eram nosso valores, o quanto eles mudaram, o que perdemos no caminho , o quanto nós fragmentamos, e estivermos dispostos a não jogar nada debaixo do tapete, mas aprendera lidar com cada coisa que o resultado foi negativo, e se permitir a fazer diferente, até aprender a fazer de forma melhor, disposto a aprender, mesmo em aspectos que aparentemente pioramos, como no caso de quem éramos quando adolescentes, começando a primeira profissão, ainda sem marcas, mas absorvemos o quanto experienciamos, o quanto nós tomamos mais sábios, sem se entregar ao medo de se magoar novamente, percebemos que estamos no nosso melhor.

Estamos em nosso melhor, quando, apesar de tudo que o mundo tende a nós apresentar como sendo nós, ficamos a nosso favor, não nós punindo pelos enganos, nós aconchegando quando algo está doendo muito, e assumindo responsabilidade sobre nossos atos – deu errado, machucou, se desidentificar, avaliar onde falhamos, e se dispor a mudar...em momento nenhum nós julgarmos, destruindo nossa autoestima, mas apenas observando a situação – desta forma não deu certo a ação, mas não sou eu que sou inadequado incapaz, apenas não soube fazer melhor...mas vou aprender, com certeza, e vou ter melhores resultados.

Mesmo quando estamos no nosso pior, temos que nós dar nosso melhor. E quando estamos no nosso melhor, lúcidos com os resultados, par não cair nas armadilhas da persona, do falso ego, do orgulho, pois neste caso, caímos de volta na negação da ação do espirito/alma, e entramos em nosso pior.

Ou seja, se estamos fluindo com o aprendizado desejado pelo espirito, de boa vontade, mesmo que tudo der errado, as coisas retornam ao fluxo positivo, funcional evolutivo rapidamente, mas se estamos agindo pela persona, estamos no pior que podemos ser, então por melhor que pensemos agir, pode resultar tudo negativamente. Se a intenção é de aprendizado, somos protegidos, mas se for interferir em alguém, em algo de forma ecoica, mesmo que tenhamos a ilusão que é para o bem da pessoa (e será que é mesmo, ou é para nosso bem, aquilo que achamos melhor para nós?), nosso próprio poder se voltará contra nós, pois não temos o direito de interferir no livre arbítrio alheio.

Só pode ser feliz alguém que busca sinceramente viver no seu melhor, e mesmo quando por algum fator, com o qual ainda não lida bem, não tem domínio, tal como as emoções, que cegam muitas pessoas, terá vários avisos, se estiver atento, não precisando mais de sofrimentos para despertar, ou seja, estar no melhor exige humildade, que sempre terá aspectos onde falharemos, teremos mal resultados, mas que isto faz parte do processo de aprendizagem. Mas para aqueles que entram na soberba, creem que já dominam certas habilidades, e aceitam ficar na zona de conforto, também sofrerão a ação de ataque, pois poderiam buscar sempre fazer melhor do que aquilo que já fazem, podem acrescentar alguma outra habilidade, que crie mais flexibilidade, funcionalidade na ação.

Estar no nosso melhor é estar aprendendo a sermos quem somos verdadeiramente, quem nascemos para ser, centrados em nós, e agindo através de nosso centramento (equilíbrio) no mundo.

Estar no pior é viver centrado no mundo, negando a própria essência nossa, e negando que os outros manifestem sua essência próximos a nós.

Estar no melhor é se permitir a brilhar, se expor como se é, sem mascaras, sem rigidez, mas da mesma forma permitir que o outro também o faça, e estimula-lo a se sentir bem sendo quem verdadeiramente é.

No dia que cada um viver no seu melhor, a Humanidade toda mudará de patamar, pois hoje, ela está condicionada a só manifestar seu pior, e se justificar, culpando o meio pelo que manifestamos.

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