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sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Desenvolvendo potenciais


Quando encarnamos, recebemos um quantum de energia vital, que inclui uma serie de potenciais latentes para serem desenvolvidos durante nossa estada na matéria.

Quando nossa alma foi manifesta, gerando para si, corpos dimensionais de manifestação, recebeu uma missão – a de se desenvolver, levando estes potenciais latentes a nível de potencias.

Isto significa, utilizar energias que estão “neutras”, não reativas, torna-las polares, e aprender a lidar com elas até chegar a seu domínio.

Potenciais latentes são nossas promessas de assumirmos Poderes, para tal será necessário realizar trabalho, ou seja movimentar os potenciais até torna-los fluídicos, funcionais.

Sem o empenho de desenvolver estas energias, nenhum poder poderá ser adquirido. A energia em movimento na materialidade tem massa, e recebe atrito, resistência ao seu movimento, ao contrário da energia que está a velocidade da luz, que por transcender a massa, não encontra resistência, por nada é “tocada”, mas toca a tudo, pois contém tudo dentro do Todo.

Do ponto de vista do Espirito, ele programa cenários, onde estes potenciais podem se desenvolver, gera uma alma, uma experiência para que uma vez concluída com sucesso, receba como poder no retorno.

Para nós, identificados com a experiência humana, sujeitos aos desígnios  evolutivos atribuídos a esta espécie em Gaia, com pouca clareza dos mecanismos do Espirito, pelo pequeno contato que desenvolvemos com ele, a inabilidade de utilizar a personagem assumida para ser o agente de desenvolvimento no processo de individuação da alma ( e não da persona), tendo que lidar com um aparelho mental limitado, que observa o mundo através de um foco único, gerado pela ênfase na visão, e com isto perdendo a percepção do Todo que o cerca, tendo emoções, sentimentos, muitas vezes desagradáveis, dores psíquicas ou físicas, dificuldade de relacionamento com o meio para ter atendidas as necessidades humanas, que nós foram dadas para nós obrigar ao movimento, a realização do trabalho sobre nossos potenciais latentes, a não adaptação ao caos que existe a nossa volta, que causa uma pressão que nós traz a sensação de opressão, parece mais que fomos punidos com a expulsão do paraíso – Nós identificamos com um anjo decaído, e assumimos a marca do pecado  original em nós, geramos a crença em carma, nós sentimos separados do todo,  temos a necessidade de pagarmos uma “divida” para podermos nos purificar novamente, e sermos reabsorvidos pelo Espirito, encontrando nossa integridade.

Mas esta “saudade” do lar perdido, da ordem e plenitude que nós faz buscar a espiritualidade, uma necessidade maior que as básicas que os demais seres em Gaia também possuem, visa apenas gerar um cenário onde possamos desenvolver outro tipo de potenciais latentes, diversos deles, e para tal recebemos um aparelho mental em evolução, mas que para se modificar precisa ser exercitado, requisitado a miúde, gerando uma mutação, ou seja, sendo levado a operar além da zona de conforto, de forma continua, de forma a tornar permanente a mudança.

Os cenários são individuais, relativos, a cada pessoa, em cada momento de sua vida, mas tende a desenvolver as qualidades reservadas para a Humanidade, tendo como referência o que aprendemos como sendo  o potencial polarizado como virtudes : diligência( capacidade de guiar energia funcionalmente), temperança( equilíbrio), humildade ( capacidade de realizar seu trabalho sem esperar reconhecimento), paciência ( autoconsideração, caminhar no próprio ritmo), castidade (pureza de  sentimentos),  caridade ( forma que se lida com os próprios excessos, sejam espirituais, emocionais, racionais ou materiais) , magnamidade ( capacidade de brilhar e iluminar pelo reto pensar,  falar, sentir e agir) , e as decorrentes das mesmas como a tolerância, perseverança, fraternidade, compaixão, empatia...

Mas também teremos que aprender a utilizar positivamente, a dominar me nós, aquelas qualidades que estão no outro lado do pendulo polarizado, conhecida como Pecados: orgulho, gula, ira, luxuria, inveja, avareza, preguiça, e suas decorrentes.

Os cenários vão nós sendo apresentados e modificados conforme já tenhamos condições para lidar com os mesmos, pois nosso Espirito nunca nós dará uma tarefa para a qual não estejamos qualificados, porém, muitas vezes, quando ele nós apresentou a proposta de desenvolvermos certa qualidade, passamos ao largo, não nos empenhamos nela, a mesma poderá ser cobrada, tal como na faculdade certas matérias, são pré-requisitos para o aprendizados de matérias mais avançadas, e para avançar teremos que correr atrás do prejuízo e realizar a dependência.  

O desenvolvimento de um potencial latente se faz em diversas etapas, como se subíssemos uma escadaria. Por exemplo, quando pequenos, os lápis nós foram apresentados, livros e revistas com textos eram vistos, pessoas liam para nós, enquanto descobríamos que ler era entrar em um mundo novo, uma aventura e uma necessidade. Os primeiros dias de aula foram difíceis, mesmo contra nossa vontade, nossos país nós retiravam da segurança da casa, e nós obrigavam a ir à escola, ficávamos sobre tutela de uma professora inicialmente estranha, de colegas desconhecidos, ou seja nós expuseram a um mundo estranho.

Tivemos nossos medos, parecia que éramos exigidos por uma tarefa muito além de nossas forças e habilidades. Alguns destes medos foram vencidos, mas muitos ficaram inconscientizados, e nós limitam até hoje, já adultos. Mas no fim, aprendemos a escrever, a fazer cálculos, a desenhar até certo nível de habilidade. Por anos fomos expostos a novos conhecimentos e exigências, até que de certa forma, já pudéssemos ler e escrever com certa maestria, bem diferente da dificuldade inicial de juntarmos letras em palavras. Aparentemente já dominamos a arte da escrita, lidamos bem com ela, (mas domínio que pode ser melhorado a cada dia, ao usarmos gramatica, técnicas de redação, etc.).

Da mesma forma, no primeiro dia que sentamos no volante de um carro, toda nossa inabilidade em lidar com um veículo veio à tona, e nosso medo entrava em oposição com a nossa vontade em aprender a guiar o carro, e conquistarmos nossa liberdade de ir e vir de forma mais fácil, rápida, confortável. Mesmo depois de tirar a habilitação, aprovados, ainda lidávamos com a direção, errávamos muito, alguns acidentes ocorreram, pois guiávamos com base no aparelho mental, até que aos poucos nosso domínio se tornou automático, e passamos a guiar a nível de subconsciente, e a melhor resposta a cada situação aflorava além de nossa mente, tão rápida, que nem dá tempo de pensar, o domínio se tornou instintivo e perfeito. Já não mais lidamos com a direção, com o guiar, mas dominamos a arte de guiar, naquele veículo, ou seja, como em química se diria, nas condições normais de temperatura e pressão – apenas se mudamos alguma das condições, tal como a troca de carro, voltamos a lidar com a mente, adaptamos nossos condicionamentos e voltamos a dominar as novas condições.

Vejamos um artista, um pintor, mesmo que ele tenha o dom, um potencial desenvolvido em outra vida, o mesmo só surgirá após que nesta vida, aprenda a desenhar com lápis, colorir, regras básicas do desenho, para depois aprender a usar todas técnicas e recursos existentes, se submetendo a condução de um ou vários facilitadores, e irá repetir exercícios até saber lidar bem com cada forma de traçado, sua mente já tiver tornado o uso do material subconsciente, a aos poucos irá impregnar sua personalidade na arte, dando sua expressão individual, seu gênio nela, ou seja, pode subverter a técnica. Da mesma forma um musico, que após aprender ler e tocar um instrumento, não se contenta, e exige de si mesmo, cada vez mais domínio da sua arte, dedicando horas a corrigir tons, que outras pessoas não percebem como falhas.

Mas porque a maioria de nós não se dedica a se desenvolver, a colocar esforço em algo que queremos atingir?  

Colocamos uma missão à nossa frente, um objetivo, um sonho, mas tendemos a esperar que alguém o traga até nós, como um presente de Deus, sem esforço, sem dedicação...como uma criança que acha que os pais têm por obrigação lhe suprir suas necessidades e seus mimos.

Com certeza, se tivermos uma necessidade real de um recurso que eu leve a evoluir, a desenvolver um potencial, e estivermos empenhados em fazê-lo, nosso Espirito nós suprirá das respostas, da guiança, abrirá caminhos. Mas apenas se estivermos alinhados em nosso querer verdadeiro com o querer de nossa alma e espirito. Se for desejo da persona, uma cisma, um mimo, que nós mantiver na zona de conforto, o Espirito não só nós recusará, como exigirá que mudemos de caminho, mudando nosso cenário. Toda vez que caminhos se fecham para nós, pessoas saem ou são retiradas de nossa vida, é porque o potencial a ser desenvolvido nesta situação, da forma que este cenário permitia, já foi realizado, ou porque a presença desta está nos atrasando, pois estamos fugindo de desenvolver algum potencial necessário, que será fundamental para o que vem a seguir.

 Nosso Espirito não tem a intenção de nós magoar, mas como diretor de nossa encarnação, toma decisões, que por não as compreendermos como positivas, nós revolta, magoa, fere as vezes ao ponto de perdermos a vontade de viver, pois a alma não está conseguindo se expressar, está limitada por nossa persona, por nossas crenças, condicionamentos, ilusões sobre quem somos(autoimagem), e o que deveríamos estar sendo (imagem social) em conflito com o que somos em Essência.

Muitas vezes encarnamos com a alma com determinados potenciais a serem desenvolvidos com dons a serem manifestados, mas nosso Espirito deseja desenvolver outros potenciais que mais tarde irão se somar aos que já possui.

Nestes casos, uma alma frágil, sensível, terna, amorosa, ou seja, salina, pode receber como cenário de vida, um ambiente hostil, totalmente inadequado a uma alma com estes dons, apenas para aprender a lidar com força, firmeza, foco, disciplina, iniciativa, realização, mesmo que este cenário magoe muito a esta alma, mas ao mesmo tempo, a supre com um apoio, um instinto de sobrevivência, que a conduza durante o tsunami...

Da mesma forma, uma alma que conhece bem o realizar em um mundo caótico, ser firme, ter posse em si mesmo, capaz de ser um trator que passa por qualquer um que fique no seu caminho, personalidade sulfúrica, será colocada em um cenário onde será exigido dele o desenvolvimento da habilidades salinas, ser mais fraterno, tolerante, ter paciência com o ritmo alheio, empático, colocar a amorosidade a frente do objetivo, aprender a respeitar as limitações do outro, e ajudá-lo a se encontrar e desenvolver .

Ou se tivermos uma pessoa que adora o mundo das ideias, usa sua imaginação para visualizar hipóteses , seu aparelho mental para viver no mundo racional, objetivo, aéreas, ou seja mercuriais, pode receber para viver um cenário, onde desenvolva as qualidades de oposição, ou seja sulfúricas, ou por evitarem de todas as formas de se sentir, a ponto de se tornarem indiferentes, insensíveis em todos os aspectos, sem conexão com as próprias percepções sensoriais, será jogada em determinado momento, a experiência salina.

E não adianta dizer que já domina alguns certos potenciais, sempre estaremos sendo convidados a aperfeiçoar este domínio, sendo expostos a outros cenários, ou a aprender a lidar com potencias novos, que servirão de tempero, de dosadores daqueles com que já lidamos. Nossa base, nossos dons, habilidades desenvolvidas servem de ponto de equilíbrio, de centro, mas nunca poderão ser pontos de enrijecimento, pois a adaptação, a evolução e a mutação funcional são princípios que nós regem.

Viver em um cenário não adequado aos dons que a alma traz consigo, para desenvolver potenciais latentes inexplorados, ter que confrontar com sua inadequação, incapacidade de adaptação com o meio, a fará sofrer, pois será exigida uma mutação no seu modo se der, ou seja, uma evolução. E isto causará um sofrimento enorme, devido a nossa resistência a sair da zona de conforto, e a preguiça de nós dedicarmos a desenvolver estes potenciais, nossa ignorância daquilo que nosso Espirito deseja de nós, a falta de clareza sobre nós mesmos.

Mas a dor irá diminuir quando aceitarmos e compreendermos que nosso espirito é funcional, não desperdiça energia, que tudo que faz com que vivenciemos visa sua evolução, e buscarmos a cada situação perceber que qualidades estamos sendo levados a desenvolver…e abrirmos mão do controle da persona, nós deixarmos ser conduzidos por nosso Espirito, nós segurando, apoiando e aconchegando nele.

Não viemos para cá desenvolver habilidades junto a materialidade, mas esta serve de escola, de indicadora. Uma pessoa auto realizada internamente, irá realizar no mundo externo.

Viemos para trabalhar na materialidade nossa capacidade de realização, de ter sucesso, em alguma área...e em outras áreas teremos fluxo fácil, pois são nosso ponto de equilíbrio, de ancoragem.

Viemos aprender a sermos Humanos e realizarmos todos potencias humanos, para depois transcende-los, ou seja, nenhum potencial poderá ficar sem ser trabalhado.

Mas ter sucesso é desenvolver um poder, ou melhor, muitos. Da mesma forma que demoramos para aprender a escrever, guiar, a desenvolver nossa arte, pois tivemos que a cada passo lidar com fracassos, com obstáculos, barreiras aparentemente intransponíveis para a mente, mas não lembramos do caminho realizado, de nossos medos, dos assentamentos que fizemos no percurso, e só ficou a habilidade, o potencial desenvolvido, ou seja, adquirimos poder.

Mas tememos o sucesso, apesar de o desejarmos muito, nós nos sabotamos, pois muitos medos internos, muitas crenças nós foram apresentadas e assumimos como verdadeiras.

Na primeira dificuldade assumimos nossa incapacidade como verdade absoluta, e não apenas como um desafio- se ainda não sei fazer certo, posso aprender.

A gente desiste de nós mesmos muito rápido, nosso querer não tem apoio, nem fundamentação, não queremos usar energia para nós envolvermos, nós comprometermos com um objetivo.

Temos um medo absurdo do fracasso, e já condenamo-nos ao mesmo, afinal pelo princípio da afinidade vibratório, aquilo que mais tememos, já existe em nós, já é real e apenas não temos a coragem de confrontar. Assim como o desejo pelo potencial, também já existe em nós, e ele tem certa urgência em ser desenvolvido, gerando uma tensão...o espirito, a alma, exige que comecemos a lidar com este potencial, nossa persona, defendida pelo orgulho, pela vaidade, se nega a possibilidade do fracasso: O que os outros vão pensar de mim, se não fizer bonito? Quantos de nós não se tornaram pintores, músicos, por vergonha de expor o resultado de sua arte ao mundo. Outros bloqueiam sua sensibilidade, sua capacidade de intuição, porque tem medo de afirmar que sente, percebe coisas que para os demais é digno de internação. E negam o desenvolvimento de seu sexto sentido, de ouvir sal própria alma, seu espirito, os amigos espirituais...nem começam um esforço para algo porque tem medo do fracasso.

Tem vergonha de dizer a si mesmo: fracassei mesmo, desta forma não deu certo...de deixar correr as lagrimas provenientes da visita da verdade que a alma sinaliza, de deixar a persona confrontar a realidade de frente, sem falsas vaidades...e para se proteger, ou nem tentamos, ou ficamos na dependência de alguém, esperando que este faça por nós a conquista, mas o resultado é o mesmo: Ficamos paralisados.

Quem querer aprender a ter o Poder de Realização, de ter Sucesso, de se expor, de Ser invulnerável às críticas, o poder de não ser mais magoável (nem pela própria autoimagem distorcida), vai ter que aprender que no caminho terá que encarar muitos fracassos, até aprender a lidar funcionalmente com o potencial latente, a ponto de domínio.

E que cada potencial não se desenvolve de forma linear, mas em espiral. Podemos ter o objetivo de termos sucesso em determinada área, uma missão a realizar, e focamos nela.

Mas assim como ao visualizarmos em uma montanha nosso objetivo, não adianta subi-la de modo intempestivo, correndo, pois podemos até ter folego para alcançar o topo, mas teremos perdido toda a experiência da subida do caminho, ou no seu desenvolver de inúmeros potenciais latentes esperavam para ser desenvolvidos. Um alpinista não se inicia já subindo o Everest, mas irá fazer escaladas em paredes, presos a cabos de segurança, com um orientador a seus pés, depois irá subir montanhas cada vez mais complexas, até dominar a arte da escalada e estar pronto para um desafio de projeção como o Everest.

Triste daquele que sonha com o topo da montanha de uma arte, mas teme dar o primeiro passo no desenvolver-se com medo do fracasso, pois este é a companhia constante dos aprendizes, a dor de não dar certo, de deixar de teimar em fazer algo do seu jeito, de precisar se adaptar de forma tão rápida e eficiente que só quando a arte já se encontra entregue à alma, ao subconsciente sob gerenciamento do Espirito ( e não da persona), a coragem de assumir sua verdadeira essência, realiza-la, mas mesmo estando nela, saber se adaptar as exigências do cenário, campo de desenvolvimento, única e exclusivamente.

 Se o cenário atual está dolorido, não te faz feliz, veja que potenciais ele te exige desenvolver, e se empenhe, para se libertar rápido deste canário, e ir para o próximo.

Se você acha que já domina certo potencial, mas ele não te consegue fazer feliz, é porque existe um convide por detrás, desenvolver em si a capacidade de usar os potenciais para se fazer feliz, e aprendendo a ser feliz, poder irradiar felicidade a sua volta, e fazer outras pessoas felizes, ao invés de irradiar seus medos e sua infelicidade para sobre os ombros alheios, colocando sobre eles a responsabilidade de nós fazer felizes.

Ninguém tem a capacidade de fazer outrem feliz ou infeliz, apenas nós mesmos temos este poder, e é um poder de escolha -  se fazer feliz ou se fazer infeliz.

Se não se está feliz, é hora de trabalhar todos potencias latentes até se tornar feliz...e o primeiro passo é perder o medo, a vergonha se fracassar no intento, e nunca se abandonar, sempre se apoiando, com autoconsideração, paciência, empatia e tolerância consigo mesmo.

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