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segunda-feira, 4 de julho de 2011

Reflexão

Em um momento planetário, onde já se percebe que a civilização chegou a um ponto de insustentabilidade e total co-dependencia, já não nos preocupamos em sermos supridos diretamente por gaia, como seus filhos, tal como o fazem todos os demais reinos e espécies.
Tropeçamos em nosso orgulho e desaprendemos a sermos naturais.
Vemos nas plantas e flores sua beleza, mas não nós preocupamos em saber seu nome e as qualidades que possuem a nosso dispor.
E em um futuro provável, mas não certo, se estivermos em um local que nos faltem os recursos da civilização, os suprimentos básicos, como sobreviremos?
Sim, mas precisaremos saber plantar, cuidar, colher, mas mesmo isto hoje exige dependência, pois precisamos das sementes, mudas e ferramentas. E a colheita demorará alguns meses.
Nosso desafio é então sabermos reconhecer na Natureza o que já esta disponível para coleta para consumo imediato.
Que ironia seria pessoas altamente qualificadas, que passassem fome ao lado da Natureza, apenas por não saberem identificar os presentes que ela nos oferece graciosamente.
Perdemos o prazer de sugar o mel de uma flor, com medo de que ela seja tóxica, deixamos de comer folhas banhadas pelo orvalho, por não sermos capazes de reconhecer se são comestíveis.
É preciso que aqueles que desejam seguir o caminho de curar de forma natural sejam capazes, assim como o são os pajés, saber escolher e manipular cada planta a sua volta, obtendo das mesmas suas qualidades curativas, e lhes conservando a energia vital, pois apenas uma folha que nos doe seu espírito, sua essência, poderá nos alimentar energeticamente muito mais que meio quilo de alimento morto.
Eis o desafio para a sobrevivência pelas próprias habilidades, mesmo de mãos nuas, em momentos difíceis e ser úteis a sua comunidade- saber fazer muito com pouco ou nenhum recurso. Saber ensinar o que sabe, para que o conhecimento não se perca, e para isto, saber transformar seu próprio conhecimento em sabedoria.
E principalmente saber confiar em seu instinto, usando a intuição, se permitindo, que a própria Natureza nos oriente e que junto a ela, aprendamos a nos reconectar de forma funcional e voltemos a sermos capazes de realizar muito com quase nada, como o fazíamos em gerações anteriores.
Não é nas soluções sofisticadas que está o futuro da civilização, mas sim nas mais simples e naturais, em um retorno na integração com a Natureza.

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