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segunda-feira, 4 de julho de 2011

Flores

De todos os corações brotam flores.
Todas são belas e exalam o perfume da esperança.
Mas a capacidade de cada um sentir o perfume emanado por seu próprio coração é que é pobre.
Olfato turvado pelas crenças dos próprios limites, da percepção deturpada de que o mundo é hostil, e por isto se encapsula o próprio coração em uma redoma impenetrável, defendendo-se de perigos que só existem em sua imaginação.
Então a flor ao ficar protegida pela redoma, não pode exalar seu perfume, alimentando o Ser e o mundo, e a esperança morre sem ao menos ter sido percebida.
Matamos as emanações de nosso coração tentando nos proteger da dor.
E geramos para nós próprios a mais profunda das dores, a da solidão, do auto abandono, e matamos nossa capacidade de realizar a missão de sermos flores que exalam e se manifestam ao mundo, gerando nele a beleza.
E nossa flor interna perde a função e morre.
Vamos olhar para a flor que ainda teima em florir no solo árido que lhe damos em nosso peito, e passemos a regá-la com amor, para que renasça a esperança, que derruba qualquer redoma de proteção por sua inutilidade, pois a mais bela flor não sofre ataques, não precisa ser defendida, apenas pede a permissão de realizar sua função – de perfumar a nossa vida.

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