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domingo, 13 de julho de 2014

Movimento e vida

Nós temos em nossa vida o efeito de várias leis da física, da mesma forma que outras espécies, vegetais e mesmo o reino mineral. Uma delas é o princípio da conservação de energia, onde os corpos tentem a buscar o repouso, onde há o menor gasto energético. Existe sempre, em nosso corpo a atuação da “vontade” de descansar, de economizar forças... Em contraponto, o organismo precisa para manter sua bioenergética, precisa de movimento. Nossa parte “animal” gera um “conflito” – a vontade de repouso, e a necessidade de ação, dupla polaridade. A mente gera o movimento, ou descanso dependendo de nossos condicionamentos de importância. Se não temos nada a qual damos suma importância para fazer, vence o condicionamento do repouso. Onde vence a passividade, os hábitos....podemos fazer pouco e ter a sensação de cansar. Podemos fazer muito, nós ocuparmos o tempo todo, a ponto de não ter tempo nem para cuidar de si mesmo, e nada realizar. Em ambos os casos, não existe gerenciamento da mente, apenas a ação condicionada, a não ação, ou a ação sem foco. Um corpo para sair da inercia, precisa de muita energia para entrar em movimento, e para vencer o habito de repouso, é preciso uma atitude mental de gerenciamento. Da mesma forma, aos viciados no faz-faz, mas sem lucidez, sem priorizações, sem direcionamento, a energia a ser gasta será menor pois já existe o movimento, mas em geral, é necessário o “freamento da ação”, para poder-se analisar onde estão as perdas energéticas , as ações inúteis, o foco nas atividades que não realizam trabalho útil verdadeiro. Para isto deve se cultivar a disciplina...para seres que adoram a liberdade, e a rebeldia, como o Humano, o autocontrole, o adestramento das próprias tendências, a correção dos hábitos, é algo que se foge... Mas ao não colocarmos a Mente trabalhando a nosso favor, de forma funcional, focada, sabendo fazer os descansos quando nada há para se pensar , nós nos tornamos escravos dos condicionamentos, e perdemos nossa liberdade, ou seja não realizamos o livre-arbítrio, não discernimos sobre nós mesmos... Se não estivermos lúcidos a cada momento do significado de cada ação, ou inação, com clareza do caminho que percorremos, andaremos muito e nada avançaremos, pois é nosso subconsciente que nós move como se fôramos autômatos: surge uma necessidade- surge uma ação que gera uma reação- gastamos energia, deixamos a mesma escapar, encurtamos nossa vida, pois a energia vital é perdida, na ação sem resultados, ou perdemos tempo de vida na inação... Se observamos os animais, eles repartem seu tempo de repouso, e de movimentação. Sabem que após uma refeição, devem descansar, pois sua energia estará comprometida com a digestão, mas só comem quando estão com fome, e na Natureza realizam trabalho antes de se alimentar ( caçam, buscam o alimento, a agua...). Eles respeitam o princípio do ritmo, conforme suas necessidades – movimento seguido de repouso, e novamente atividade. O Humano, devido a seu processo mental continuo, a capacidade de ligar e dar sequência aos pensamentos, perdeu o contato com este ritmo- sua mente não para, sempre está pensando, mas não percebe que a cada pensamento seu corpo tem reações, toda bioenergética é afetada, alterada, pois nosso pensar para nós é solido, afinal gera reações- se você pensa em algo triste, todo corpo se contrai; ao rir, se expande; ao pensar no gosto de um limão, passa a salivar. Portanto para nosso corpo, uma mente descontrolada rompe o princípio da economia de energia – não importa se no mundo exterior existe o descanso físico, a inação, ou a atividade compulsiva, o faz-faz... Para ele a ação continua da mente gera um extremo desgaste, um trabalho monstruoso no corpo, com ordens e contra ordens, ora libera adrenalina, ora cortisona, e o pior ambas ao mesmo tempo....o corpo se degenera, se corrói, e gera doenças, e como a energia disponível ao corpo, em um período de tempo é limitada, órgão estarão sobrexcitados, outros por não terem energia, entram em descanso quando deveriam estar trabalhando. Isto altera toda bioquímica, que se reflete no campo bioenergético, e se reflete em nosso campo de inter-relação com o meio ambiente, levando nosso caos interno ao que entra em reverberação com ele, no mundo exterior. E como um dos campos mais rapidamente afetados, é o nosso “ovo cósmico” energético, ele se enche de buracos, onde nós começamos a reverberar o caos interno, pois nosso campo de individuação, que nos separa do meio, se tornou altamente permeável a energias caóticas, pois outra lei física entra em jogo: O potencial energético mais elevado, se irradia para o de menor potencial, até que ambos se igualem. Um campo sem gerenciamento mental, sem energia, sem integridade, irá reverberar ao caos, e será invadido pelo mesmo, pois o meio sempre terá mais energia à disposição, já que ele reflete a somatória das pessoas que estão nele. A única forma de manter a integridade deste campo é ter o gerenciamento mental, a mente só trabalhar naquilo que tem verdadeira importância para nossa evolução ou sobrevivência, mas estar em silencio, sem ordens , sem dramas, quando não houver trabalho real sendo realizado. Precisamos aprender a deixar o aparelho mental descansar, mesmo quando estamos acordados. Isto se consegue quebrando o condicionamento da mente de sempre estar no faz para se perceber vivo, da mente estar sempre no controle ( e não nós), onde nós nos escravizamos ao pensar, e pior ao modo que fomos habituados a pensar, nunca mudando os pontos de vistas. Aprisionamos nosso aparelho mental em uma gaiola , e a condenamos a um moto-perpetuo, onde nunca paramos de pensar, viciados que somos no pensamento continuo- esquecemos que podemos levar um pensamento até onde quisermos, em um encadeamento de ideias, se quisermos, mas podemos desligar a mente, a colocando no” modo de economia” de energia. Por isto a meditação, ou seja no modo de silencio total, seja no modo observação, ou seja visualizando locais que a fazem repousar, emitem ao organismo comandos de auto regulagem, de homeostase, como nas meditações conduzidas, ou nos processos de biofeedback (*). Ou nosso corpo, cansado dos desmandos da mente, nós induz a entrar em repouso, e quando obedecemos nossa “vontade” de descansar, o corpo se regenera. Por isto várias culturas, mantem até hoje o habito da sesta depois do almoço, para que o corpo possa fazer a digestão, sem a ingerência da mente sem domínio. Neste ponto, voltamos a polaridade que nosso corpo precisa- ora repouso, ora atividade. Quando podemos descansar bastante, ou nós ocupamos com coisas rotineiras, condicionadas, o condicionamento tende a assumir o comando, a ser autônomo, ou seja subconsciente- fazemos sem lucidez. Ou ficamos inertes, vendo a vida passar, ou ela passa por nós enquanto estamos distraídos no faz-faz sem clareza, mesmo que as vezes temos a ilusão que estamos produzindo muito, se não tivermos atentos aos resultados, ao tirar a medida na realidade se nosso trabalho ( gasto energético) está produzindo a realidade desejada. São raras as pessoas que tem controle sobre seu modo de pensar, de forma que só se ocupam com coisas importantes, e para elas sempre estarão repletas de energia, pois terão consigo o suprimento de energia vital da fonte, da centelha interna. Os demais estão sempre gastando as reservas biológicas, ou seja agem identificados com a persona, sem o suprimento da fonte interior, e encontram-se sempre com déficit energético. Gerar disciplina, implica em aprender a controlar a mente, trazer lucidez ao modo de pensar, ao que se pensa, na qualidade das ideias, nas repetições de processos mentais, se há espaço para o surgimento de intuições, insights ( que só vem no repouso mental), ou seja na auto observação. Uma mente que “fala” o tempo todo, o corpo para se proteger dos desmandos, a “desliga”, ou seja corta as reações do pensar com o corpo, ou seja se torna insensível aos pensamentos. E com isto se torna insensível a auto percepção, desliga a sensibilidade com o meu, a capacidade de comandar a permeabilidade do campo áurico, ou seja, temos um corpo que funciona totalmente desconexos com nossa mente, para se manter integro, passa a nós ignorar... Se nosso corpo ignora nosso pensar, ignora nossas palavras, e com isto nosso verbo perde o poder, pois se nem nossas próprias forças anímicas nós obedecem, elas se rebelam contra nossa ingerência sobre suas tão bem desenvolvidas capacidades desenvolvidas durante a evolução, nosso verbo estará sempre sem poder. Pois nós não assumimos o poder de gerenciar nosso aparelho mental, somos submissos a uma forma muitas vezes não funcional de pensar e sentir, somos submissos aos condicionamentos, não conseguimos nem ver a vida sob outras óticas....estamos enrijecidos e aprisionados, sem livre arbítrio – e neste aspecto, estamos perdendo muito para todas as espécies animais, que não usam sua mente para enlouquecer seu alquimista interno, fisiológico. Readquirir o poder de verbo, significa aprender a dominar nosso modo de pensar, a gerenciar não só nossa mente, nossas emoções, nosso sentir, as sensações, as percepções ( abrindo as claripercepções), ou seja dominarmos nosso verbo interno. Você já percebeu se vocês se enquadra em um falador compulsivo ou se é mais quieto, mas tem a mente muito falante? O extrovertido, cuja palavra pronunciada é abundante, seu comando não será ouvido por suas forças internas- para ser obedecido precisará reunir energia de contenção, e pronunciar o comando internamente, pois ai as forças perceberam a mudança no condicionamento e se tornaram atentas. O contrário acontece com as pessoas que pensam muito e falam pouco- as forças anímicas estão mais atentas aos comandos verbalizados externamente, pela energia que a pessoa coloca a mais no pronunciar. O problema está em pessoas que tem um alto falatório interno e estão sempre falando aos outros- as forças aprendem a “ignorar” o fala-fala. O ideal é que nossa mente esteja sempre na gerencia, seja no pensar interno, ou no falar, pois sempre nossas forças anímicas estarão em atenção a nós, e saberão que contam conosco para tomarem decisões que são boas para corpo-mente-espirito, ou seja há uma integração de cada parte, como em um navio, onde todos remam com o mesmo objetivo, ninguém torce contra. Mas como disciplinar a mente? Anote durante o dia, suas atividades no mundo, seu modo de pensar, no que pensou, o quanto em cada assunto, e com que qualidade, quanto tempo passou ruminando “fatos” , se eram reais ou imaginários.... Veja onde você perde mais tempo, onde gasta mais energia, identifique seus pontos fortes e fracos, as oportunidades de melhoria. Seja honesto consigo mesmo- quantas destas atividades lhe renderam no fim do dia satisfação de um trabalho bem feito, e quanto lhe pareceu gasto energia sem realização de resultados funcionais. Se você tende a descansar mais, a ficar em repouso, porque o corpo está acostumado a vida boa, ao sedentarismo, ao mimo, introduza disciplina- limite os horários de descanso, de inatividade física( isto inclui assistir tv, ou ficar navegando no computador, distraindo a mente para dar descanso ao corpo( não importa se fazendo um jogo, no face, ou pesquisando- para o corpo, ele se desliga da mente, portanto para ele é período de inatividade, o que não significa que ele esteja no “modo regeneração”)). Sedentário- inclua uma atividade que seja só para o corpo, onde você se sinta, coloque a consciência em cada grupo muscular, celular. Introduza a consciência corporal, acaricie o corpo, seja grato a ele,- lembre- se que sem ele, você não pode viver- é ele teu veículo, sua ferramenta de interagir com a vida. Fazedor compulsivo – reveja suas prioridades, tudo que está fazendo gera trabalho útil – obedece o princípio da física que energia em movimento gera trabalho, e se este trabalho é evolutivo, gera prazer, expansão ou apenas atrito, onde perdemos energia sem avançar. Pensador compulsivo- aprenda a silenciar a mente, observe se você é escravo da mente, se tem gerenciamento sobre ela- o quanto ela te obedece quando você determina que é momento de observar, se é momento de senti, se é momento de canalizar, de se abrir para o que a “fonte” que nós enviar como insights, intuições....abandone a identificação com a persona- você não é ela, ela apenas existe para servir ao teu Espirito- Você é muito mais que as personas, as máscaras que usa para se relacionar com o mundo- mas se a mente não para, só a persona ocupará todo teu tempo, e toda tua energia, não sobrando nada nem para seus corpos, para a regeneração das forças anímicas, para seus órgão....atente o quanto você consome a energia oriunda do planeta, que é finita, e quanta energia você recebe da fonte, e vá aos poucos assumindo a gerencia mental, para inverter este balanço, pois a energia oriunda da fonte é infinita e capaz de regenerar o organismo. Lembre-se de que todo desequilíbrio começa no aparelho mental sem gerencia, que para sobreviver rouba energia dos demais processos, e evite que este desequilíbrio chegue os físico. Vá buscar algum dos inúmeros métodos que ensinam a disciplinar a mente.... Pois se queres que teu verbo tenha poder de realização, teu corpo precisará estar atento e obediente ao que pensas e falas. Para isto é necessário disciplina, quebrar condicionamentos já automatizados e gerar outros. Isto te obrigará a realizar trabalho intenso, tal como tirar algo do repouso e colocar em movimento, até o momento que o novo movimento se torne sem atrito, automatizado, mas sujeito a sua vontade, a teu arbítrio, ao discernimento, a cada nova situação, teu corpo, tua emoção, tua mente, venha a você, buscar gerenciamento, te apresentem as opções para que você arbitre sobre elas... Qualquer grupo, onde não existe uma cabeça capaz de gerenciamento, onde se deixa tudo solto, nos automatismos tendem a ser degenerar, a ruir, uma empresa entra na falência....nós somos um grupo de células, de órgãos, de forças anímicas, potencias latente e habilidades desenvolvidas, compostos de várias partes, de subpersonalidades, e até mesmo múltiplas personas, e se não houver gerenciamento lucido, com clareza nosso, cada parte nossa irá se dirigir a um destino diferente, e por um caminho as vezes contraditórios. E é onde perdemos energia vital, onde existe os comandos contraditórios para o corpo, que para sobreviver aprende a não mais obedecer ao arbítrio, se torna autônomo.... Assuma o Gerenciamento de seu Universo interno, domine a si mesmo, a sua inercia/sedentarismo físico, descontroles emocionais, processos mentais compulsivos.... Gere poder ao seu verbo em seu Universo interno, para somente depois tentar aplica-lo no mundo externo, onde múltiplas vontades se manifestam... Quem não domina nem a si mesmo, não poderá dominar ao mundo, pois estará submisso e permeável ao potencial caótico mais elevado externo....estará à mercê do mundo... Entrar em equilíbrio é se manter imperturbável, e só consegue não ser perturbável que está em seu centro, em completo domínio de si mesmo, que discerne o que irá reverbera, o que irá neutralizar, o que só irá observar...E só fica em seu centro( self) , quem está em total comando do navio que lhe cabe comandar, e tem a seu favor todas sua “tripulação”, esta integro, alinhado em si, se purificado, ou seja na convicção, total fé em si mesmo, no poder de seu verbo. Parece um trabalho hercúleo, mas se nós foi dado, é porque temos capacidade de realiza-lo, começando um passo a cada dia, iremos ao longe, rumo ao autodomínio, que leva a auto realização, a serenidade que nós permitirá sermos felizes, independentemente das situações de nossa vida.... O primeiro passo é sempre tomar a consciência que podemos arbitrar sobre nós mesmos, que podemos não nos conformar com a zona de conforto, com o repouso, e realizar o primeiro movimento para entrar no movimento lucido...e entrarmos na lei mecânica- realizar trabalho a favor de nós mesmos...

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