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sexta-feira, 8 de abril de 2011

Que semelhança temos com o avestruz?


Você já observou de perto um avestruz?Percebeu como ele é curioso, e não tem medo, aparentemente de nada, quando você se aproxima de sua cerca?Mas existe um mito, que o avestruz quando esta com medo, esconde sua cabeça na terra, como proteção. E nós prontamente achamos o avestruz um animal tolo... afinal todo o corpo dele esta a mostra, a mercê do seu predador. Será que este mito é verdadeiro? E se for, o que nos ensina?Mas será que na mente do avestruz, quando ele esconde a cabeça, ele deixa de ver a ameaça, então será que na crença dele, aquilo que ele não vê não o ameaça?E como, nós humanos, muito mais inteligentes (?) nos comportamos em nossa vida?Quantas coisas nos recusamos a perceber apenas porque é mais seguro em nosso caminhar?E aos poucos, a criança que não tinha medo de nada, era tão ousada que chegava a colocar a sobrevivência em perigo, foram aprendendo de seus pais, e da sociedade, os limites do que era "seguro", ou seja, foi sendo treinada para colocar a cabeça na terra... literalmente, aprendeu que apenas aquilo que vejo, toco, sinto é real, e que tudo que não controlo é perigoso.E com isto, a criança começa a perder seus dons mais preciosos - a sensibilidade, a intuição, a confiança em si, e os substitui pelo medo. Não o medo instintivo, tão necessário à sobrevivência na matéria, mas um medo aprendido, psicoastral, gerando uma serie de formas pensamento limitadoras... e elas criam uma "personalidade" tão sólida, que passam a comandar nossa vida.E uma da atuação mais forte delas é reduzir nossa sensibilidade ao que acontece a nossa volta, e que aprendemos que não é seguro, ou real. E aos poucos as habilidades trazidas pelo espírito quando se manifesta, vão sendo ignoradas pela mente, e deixamos de nos projetar durante o sono, de termos intuições, de conversarmos e ver os amiguinhos invisíveis, pois aprendemos que isto não é possível. Depois conforme crescemos, o ser diferentes na escola, nos submete a situações constrangedoras, e para sermos aceitos, novamente colocamos nossa cabeça na areai, e fechamos ainda mais nossa sensibilidade ao que não é perceptível pela maioria, que também sofreu este processo de endurecimento. E de repente nossa sensibilidade se limita ao que nossa pele é capaz de sentir, nossos olhos de ver, os ouvidos são treinados a só ouvir o que todos ouvem... Neste momento passamos a crer que somos um corpo com 5 órgãos de sentidos, que esta ligado a um espírito, e deixamos de nós ver como um espírito manifesto em um corpo, mas que este corpo é apenas uma parte nossa, e que somos capazes de sentir muito mais que o que ele percebe? Durante nossa vida, vamos amarrando nossa sensibilidade, a ponto de esquecermos que ela existe além dos limites da pele. Além deste treinamento para que deixemos de acreditar em nossa sensibilidade, perdendo a conexão com algo maior, também em determinados momentos, nós mesmos damos comandos intensos para que nos fechemos ao mundo. Em momentos de dor intensa, de perdas, onde vivemos algo que pode ser representado como fundo de poço, onde parece que estamos totalmente sós, e sem a força, motivação para buscar novos caminhos, como se neste momento realmente estivéssemos desconectados de tudo, apenas nossa dor é real, momento este que é chamado de noite negra da alma, pois ela se perde aparentemente da manifestação. Se ouve muito o ditado que Deus não dá a ninguém uma carga maior do que é capaz de suportar, mas isto é real? Ou nosso corpo, para manter sua integridade, e a sobrevivência criou mecanismos para que não ultrapassemos o limiar da dor que podemos lidar?Quem já passou pela noite negra, ao menos uma vez, sabe que chega uma hora, que inconcientizamos os fatos geradores da dor, como se os apagássemos da memória, e algo dentro de nós nos leva a olharmos para algo além, até sairmos deste buraco, e continuarmos a viver. Mas o que aconteceu com toda dor, todo conteúdo energético ligado a ela, toda a estória, que naquele momento para manter nossa lucidez, para não enlouquecer, não desistir da vida, se colocou num arquivo fechado a sete chaves?E o que houve com todos os comandos que demos a nosso corpo para não sentir a dor, de fecharmos nossa sensibilidade de forma a não termos que lidar com a dor, pois naquele momento não tínhamos a maturidade espiritual, a força necessária para isto? Se você observar bem seu corpo, seu processo, após a saída da noite negra, sua sensibilidade ficou restrita ao comando de não sentir mais aquela dor, de não mais se colocar em situações similares que podem gerar o mesmo trauma. Mas como desejamos acima de tudo esquecer da noite negra, todo conteúdo que não lidamos de forma adequada, continua lá. Alimentando os comandos de não sentir, não perceber o mundo como ele é, e isto nos limita o desenvolvimento de potenciais. É como se naquele momento de muita dor, gerássemos uma copia nossa, uma parte, que ficasse paralisada no tempo-espaço, onde toda dor, toda a estória, estivesse arquivada, a espera que em um momento que estivéssemos mais fortes, fossemos busca-la e cuidar desta parte com amor e carinho, pois sem ela não estamos íntegros, e ela funciona como um ponto de vazamento de energia, pois ela atua como um ponto de cristalização, onde a energia não flui em nosso campo aurico. Então a única forma de desprogramarmos os comandos de limitar nossa sensibilidade, para não sentirmos mais dor que a que éramos capazes de lidar, e resgatar esta nossa parte, é voltarmos a ela, e deixarmos a energia que a alimenta se escoar, desfazendo a cristalização, e refazendo nossa grade energética. A psicanálise, afirma que para escoar esta energia é necessário se reviver a situação em detalhes, e sentir a dor novamente. Mas existem outras formas de se lidar com este conteúdo, menos aceitas, que permitem trazer a consciência o processo, e através da compreensão, com o olhar da maturidade atual, ressignificar o acontecido, trabalhando a compreensão, o autoperdão e a redenção. Nestes processos pode-se através de praticas bioenergéticas, se extravasar o conteúdo, mesmo pelo choro que ficou retido na época, dissolvendo a energia, sem a necessidade de reviver detalhes, mas atualizando o acontecido, com o entendimento que era o que na época éramos capazes de fazer, o que sabíamos, e que o aprendizado tem sua valia. Mas que vantagens terei para que for mexer em algo que já faz parte do passado, superado, neste conteúdo energético, e voltar a entrar em contato que desejo esquecer?Porque ao fecharmos nossa sensibilidade, também fechamos o acesso aos potenciais que ainda aguardam ser desenvolvidos. Ao treinarmos nosso inconsciente, nosso lado sombra, que não permite que acessemos o que não somos capazes de lidar, de compreender, ou controlar . Ao nos fecharmos em uma zona de conforto estreita, perdemos a oportunidade de evoluir, com novas habilidades. Então, se torna importante removermos as cristalizações, que bloqueiam nosso fluxo energético, e penetrarmos em nosso inconsciente, dessamarando nosso corpo dos comandos de não sentir, ver, ouvir, de perceber algo que em certo momento não tínhamos condições de lidar, por serem muito doloridas, acima de nossa capacidade de lucidez, levando a luz da consciência a seus conteúdos, exaurindo a energia contida neste registro, e através de ressignificação, retirar das mesmas seu conteúdo emocional limitador. Mas temos que lembrar que desejar liberar nossa sensibilidade, não inclui apenas os dons que nos espiritualizam, mas também permitir que o corpo manifeste as emoções instintivas, as forças motrizes da realização, como a agressividade, raiva, competitividade, que em seu lado positivo nós fornecem impulsos para reagirmos as que é negativo, e ampliarmos nossa zona de conforto.Realmente somos como o avestruz, cremos que ao enterrarmos nossa cabeça na areia do que é confortável a nossa consciência, evitando olhar as dores represadas, bloqueando nossa capacidade de sensibilidade ao não físico, esquecemos que todo nosso "corpo" ainda fica exposto ao meio, e esquecemos que em nosso inconsciente não estão apenas os traumas, mas sim todos os aprendizados, habilidades potenciais, que só aguardam ser descobertos.Devemos ter a coragem de trabalhar nossa insensibilidade, a inconsciência de que o Espírito que se manifesta no corpo, pode se expandir para além do limite da pele, até o infinito, e em espírito somos capazes de sentir, perceber tudo que existe no Universo, para ser vivenciado...que nos limita é apenas os comandos que damos de fechar nossa sensibilidade apenas aos sentidos do corpo, derivadas das nossas crenças,esquecendo que nossa maior parte, a espiritual, esta de fora da areia.....

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