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quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Ser Terapeuta

O verdadeiro terapeuta trabalha com Humildade, pois busca fazer com que seu paciente se torne capaz de realizar o autoempoderamento, ele consiga se aceitar assim como é, aprenda a valorizar suas qualidades, perceber suas estratégias de adequação a vida, pois se está vivo e com vontade de viver melhor é porque está tendo sucesso, apenas ainda existem uma serie de habilidades a espera de serem desenvolvidas, oportunidades de melhoria, de evolução, muitas vezes apenas não o fez ainda, porque não houve quem lhe ensinasse a faze-lo. Cabe ao terapeuta acabar com qualquer condicionamento de comparação de seu cliente, onde ele se coloque como menos capaz, como vitima, coitado, incapaz de lidar com a opressão do meio, das pessoas, pois ele não é assim, apenas foi convencido por quem busca poder sobre ele, a quem interessa que sua capacidade de reação e transformação sejam inativadas. E também, quando o orgulho dele ser melhor do que os outros, atitudes que não sejam a serviço do autovalor, mas a sim da dominação, da escravização dos demais, deve ser despertado da inflação do ego. Fazer que seu cliente não se sinta um anormal, por ter processos disfuncionais, mostrando a ele, que todos humanos também tem seus desafios, mesmo os que aparentam ser bem resolvidos. Que ele é normal, muitas vezes para isto, dividindo com ele, as próprias dificuldades, gerando empatia, rapport, um elo de confiança, fundamental para sua confiança. Afinal, se ele não encontrar no terapeuta um grande amigo, a quem possa falar de tudo, sem vergonha, sem medo de ser julgado, criticado, com quem ele se abrirá? O terapeuta deve trabalhar pela integridade de seu cliente, de que ele consiga se olhar no espelho e aprender a gostar do que vê, de que ele vale a pena, que sua vida tem significado positivo, ou seja devolver a ele seu empoderamento, elevar sua autoestima, que reflete o autovalor. Nunca o terapeuta humilha seu paciente, o critica, ou em sessões em grupo, admite que alguém o critique, aponte suas falhas com crueldade, no jogo dominador-submissão. Causar catarses faz parte do processo, mas nunca o cliente deve sair da sala do terapeuta se sentindo humilhado, fragmentado...pode e deve sair com questões para trabalhar, mas se sentindo confiante na sua capacidade de faze-lo, pois se o terapeuta demonstra confiar nele, e está a sua disposição, no apoio, ele passa a confiar em si mesmo, que a solução está a apenas alguns passos, e que vale a pena dar estes passos. Muitos terapeutas se perdem do processo de rapport, quando usam seu mapa do que é certo e errado para eles, e tentar fazer com que seu cliente se formate a este modelo. Imagine, como se sentiria um cliente tímido, introvertido, que tem dificuldade de se aceitar, nas mãos de um terapeuta firme, extrovertido, se ele apontar seu modo de ser como correto, que ele deve frequentar festas, trabalhos ousados, ect. Iria prejudicar muito este cliente, reduzindo ainda mais seu poder em si, podendo até leva-lo a uma depressão, ou pior. E pior ainda, se o terapeuta expor seu cliente, comentando com outros sobre seus processos, mostrando intolerância. Fazer a troca sobre casos com outros terapeutas, a busca de uma melhor ação, pode ser efetuado, mas sem nunca nomear o cliente, pois isto é antiético, e quebra a confiança terapeuta-cliente. Nunca deve fazer a seu cliente, o que não se sentiria bem, se seu terapeuta o fizesse. O Bom terapeuta é capaz de se colocar no lugar de seu paciente, de perceber suas dificuldades, de ajuda-lo a vence-los, ser empata, perceber até o que não é dito verbalmente, solidário, mas nunca cumplice, nem passa a chorar apoiando o cliente, mas sempre se mantem como observador isento, para que com lucidez, possa ajudar a pessoa a descristalizar seu ponto de vista, que tanto o fere, mostrando outros modos de ver a mesma situação, pois mudando a visão, se esvazia a emoção, a magoa, e se abre a porta da cura.... È capaz de fazer que a pessoa entenda que sempre fez o seu melhor, naquele momento, o que sentia, e que em um mundo onde aprendemos pela tentativa e erro, errar faz parte do processo até aprendermos a fazer melhor. A nunca olhar seu passado com o julgamento com a atual visão de vida, pois isto não é justo com ele mesmo, reduz sua autoestima. Basta reconhecer, agi daquele jeito, e as consequências não foram boas, agora sei agir diferente, o farei, e terei resultados diferentes, uma forma de quebrar os padrões repetitivos condicionados, colocar a luz da consciência sobre elas, com clareza, sem sentimentalismo....apenas aprendizados, negocios inacabados enquanto não absorvemos sua lição. O terapeuta pode ter muitas técnicas, muitos conhecimentos, mas no momento que está a frente do seu cliente, deve ser apenas uma alma a frente de outra alma ( Jung). E ter a consciência que muitas vezes, seu paciente, te traz problemáticas que você também tem, pela lei da afinidade, e quando se coloca como alma ( e não de forma egoica), poderá se ouvir falando de aspectos do caso, que também servem de terapia para si mesmo. Portanto, ao termino da sessão, cabe ao terapeuta se perguntar- porque este conteúdo aflorou na minha presença? O que tenho a ver com ele, onde está o link? O quanto do que falei ao cliente, na realidade me servia mais do que a ele? O maior beneficiado da terapia, se souber fazer o feedback próprio, é o terapeuta, onde o paciente é um agente de nossa cura. Esta é a troca, ele nós traz um conteúdo para trabalho, que também temos... O toque dos campos áuricos, a troca bioenergética, atua em dupla direção, os núcleos abertos em um , se abrem no outro, e se curados no paciente, se curam em nós....se assim o permitirmos.

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