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quarta-feira, 21 de maio de 2014

Drama como ferramenta involutiva

O fator que mais nos distingue dos animais é o nosso processo mental, pois enquanto eles têm o pensamento em pulsos, ou seja, surge uma necessidade e eles reagem a ela, com o pensamento na ação, e assim que termina, desligam o processo mental, enquanto nosso modo de pensar é continuo, passamos de um pensamento para outro, sem intervalos. Porém, os fatos do dia a dia, são momentâneos e exigem ações e pensamentos pontuais, tais como acontece aos animais. Então, no que será que pensamos nos intervalos dos fatos, como ocupamos nossa mente? A ciência já demonstrou que nosso sistema bioenergético reage aos pensamentos, gerando hormônios e reações, independentemente se o fato está acontecendo no exato momento, se localiza no passado, ou é uma projeção para o futuro. Pode ser um fato real, ou um visualizado, fruto da imaginação, probabilidades das mais possíveis até as quase impossíveis... Pensamos o tempo todo, fomos condicionados a estarmos atentos aos perigos, pelo instinto de sobrevivência, e com isto, cada sombra, cada ruído, tudo que representava um risco, era analisada...e geramos condicionamentos baseados no medo muito mais do que nas projeções positivas, pois segundo Maslow, a necessidade de sobrevivência alimentar e segurança são os mais imperativos para todos os seres, e só depois se desenvolveram as necessidades sociais, de sermos amados, de auto realização, e apenas há poucos anos foram acrescentadas as necessidades ligadas a espiritualidade. A mente masculina, fruto do seu atributo de ser o provedor, se focou nas duas primeiras necessidades, enquanto coube a mulher o relacionamento social, para cuidar dos filhos, as trocas afetivas. E isto gerou modos de manter o pensamento continuo diferenciados nos homens e nas mulheres. A cultura também influencia o encadeamento das ideias, conforme os valores e crenças, os modelos aceitos, o grau de liberdade que cada grupo concede a cada ser, sua religião, herança genética, familiar, nível econômico, acesso intelectual. Viver imerso sempre no mesmo ambiente consolida sempre os mesmos processos mentais, realizando sempre o uso das mesmas sinapses, sem gerar novos caminhos neuronais, impedindo que novas ideias possam penetrar, gerando uma zona de conforto, não só física, como emocional e mental. Na zona de conforto, ficamos pulando de conceito em conceito, sem variação, aprisionados pelos limites daquilo que conhecemos, e fechados ao desconhecido. Por isto se expor a novos grupos, viajar a lugares muito diversos, a ler e realizar coisas inéditas, nós ajudam a amplificar nossa zona de conforto, nosso campo consciencial se preenche de mais alternativas para usarmos quando for necessário discernir sobre algo, evitando assim as respostas condicionadas pelos caminhos neuronais. Quanto mais alternativas para a decisão, mais nossa consciência será “convocada” para realizar a escolha, ou seja se utilizar o livre arbítrio. E se cada vez que um fato se apresentar, pensarmos sobre ele, a nível de consciência, mudando a forma de agir, estaremos mais lúcidos e menos imersos em condicionamentos. A única forma de romper com o modelo condicionado de pensar, que foi passado de geração em geração é tomando consciência sobre ele, e gerar uma mudança de atitude mental, emocional e até mesmo comportamentos no plano material. Nas épocas que a prioridade do Ser Humano era a sobrevivência, pessoal, da família e do grupo, a prevenção de perigos evocavam toda nossa atenção- tudo girava em se conservar vivo. Para isto estávamos sempre vasculhando as possíveis fontes de riscos, ou seja o foco era em prevenção do negativo, e isto foi sendo condicionado como instinto. Mudamos de necessidades, geramos novos modos de viver, ampliamos nosso campo de atuação, mas mantivemos o condicionamento da mente. Nossa nutrição se tornou mais fácil, pois não mais precisamos plantar, já temos modos de aumentar nossa segurança, e podemos nos ocupar com outras coisas não tão imediatas, e sem tanta solidez as emoções. Entramos em um mundo que as imagens chegam pela televisão, os sons pelo rádio, e não são “reais” no amplo sentido, são pontos de vistas, interpretações...entramos no mundo dos filmes e novelas, e sofremos ou nos alegramos por algo que não faz em nosso campo de vida, mas passamos a ter contato com muito mais um mundo “virtual” do que real. Mergulhamos no mundo das ideias, porém com o condicionamento baseado no medo da época das cavernas. Nosso cérebro, dividido em 3 níveis, ainda mantém seus sistemas autônomos regidos pelo cérebro reptiliano e sua interface, a amigdala, e portanto reativo, condicionado em respostas instintivas, que são muito mais “rápidas” que as “respostas” do neocortex, profundamente arraigadas, que respondem aos impulsos trazidos pelo sistema nervoso, sem passar pela consciência. Então, se não aprendermos a “educar” nossa mente, trazermos para a consciência o domínio sobre as respostas instintivas, as ações emocionais, seremos escravos da mente, que gira compulsivamente, de ideia em ideia, repetindo um ciclo mental repetidamente, até que a energia que a move ser consumida, e se for sendo revitalizada, se torna obsessiva, assumindo o comando do Ser, gerando identificação cada vez mais profunda com esta “ideia”, até ser POSSUIDO por ela. Neste momento, que assumimos um processo mental de CORPO INTEIRO, as forças anímicas (sombras) o projetam para plasmar a realidade. Na nossa cultura, há séculos fomos condicionados pelas “regras” baseadas no medo, na expectativa, na falta, na incapacidade, inadequação, ou seja no jogo submissão-dominação. Aquele que não se conhece, não domina sua própria mente, é facilmente dominado por aqueles que sabem manusear os processos mentais alheios, aos que tem alto poder de influenciação. Uma mente sem domínio, sem “acompanhamento, ou seja gerencia” por seu possuidor, será possuído por alguém de fora, ou pelo inconsciente coletivo. E no inconsciente coletivo, impera a “mente” resultante de séculos de opressão, mentes que giram sempre nas mesmas ideias, aprisionadas pelos DRAMAS. O processo mental dramático, gera a partir de um fato, que poderia ser visto por centenas de interpretações, a validar a que mais nega o Ser, ou seja, fomos condicionados a pior crença que pode existir a um Ser projetado para ser Co-Criador, a ausência de sua consciência de seu poder criador (e destruidor, transmutador), para validarmos que o mundo exterior tem poder sobre nós, e somos totalmente submissos ao que cremos ser nossa realidade. Fomos condicionados a esquecer nossa origem como SER HUMANOS. Aceitamos a identificação com o personagem que “incorporamos” para nós manifestar na materialidade, e perdemos a conexão com nossa Essência, nossa verdadeira fonte de sabedoria, que silenciou porque nossa mente, com pensamentos contínuos, sem momentos de silencio, quietude, não lhe dá espaço para manifestação. Pensar sem parar, encantados pela fluência das ideias, baseadas ou não em realidade, sem lucidez, é a melhor forma de manter um ser submisso, longe de sua verdade, de sua maestria. Tudo buscamos no mundo exterior, fomos adestrados a dar valor ao meio, aos outros, e a nós colocarmos no desvalor, na impotência- negamos nosso poder de dominarmos a nós mesmos, e aceitamos a submissão. Tudo tem valor e poder, menos nós. A mente dramática é a melhor ferramenta para negativar o Ser, para mantê-lo afastado de si mesmo, do contato com sua sabedoria e poder, de sua integridade e plenitude. O drama, nós identifica com a criador e mata o criador em nós. Ou pior, coloca nosso poder criador invertido, ele passa a agir no meio exterior para gerar a realidade opressora, que ao agir nós submetendo, reforça a crença do poder do externo, e diminui nossa capacidade de reação, de tomarmos posse de nós mesmos. O drama gera a negativação do Ser, a ausência do Sui mesmo, da Presença. Vamos dar uma checada, como funciona nosso processo mental: Tome consciência de como pensa: Quanto tempo utiliza para realizar uma ação pratica? Quanta energia gasta antes de realiza-la para planejar? E para checar seus resultados? A direção do processo é para prevenir problemas (pontos negativantes) ou para gerar recursos e oportunidades (positivismo)? Como se percebe no processo, como vítima, personagem, ou como autor, no domínio das situações. O quanto repete o mesmo pensamento, mesmo que esteja ”camuflado” com palavras diferente, o foco é único? Como observador, qual sua atitude: se identifica com o medo do futuro, e as marcas geradas pelo passado, com as armaduras de defesa desenvolvidas para que não volte a se sentir mal consigo mesmo? O quanto consegue se identificar com o agente da mudança da realidade? O quanto projeta o poder para que os outros lhe afetem, machuquem, invadam, roubem, traiam, se sente injustiçado, vitima, se coloca como coitado, dependente, incapaz... Tem consciência que alguém só pode fazer algo em seu “Universo” se for através de seu poder de criação/destruição, baseados na sua falta de posse, de domínio da sua própria bioenergética, tal como uma casa onde o dono não se coloca como “dono”, onde todos têm a permissão de entrar, usar, estragar, jogar seu lixo, e sair.... Você se comporta energeticamente, como um terreno baldio, ou coloca limites no poder que concede aos outros, e observa como eles se comportam, se o usam de forma evolutiva ou involutiva? E como você respeita e se comporta quando você é a “visita” no Universo do outro? Qual seu grau de consciência no líder quando te dão acesso a “casa” alheia? Perceba que assim como você trata o Universo dos demais, você será tratado, pois para nossas forças anímicas, autônomas, elas conhecem e seguem as leis simples, sem exceções: Quem invade, rouba, amaldiçoa, inveja, gera caos, critica, lança ao entorno negativismos… atrairá em seu campo, estas energéticas, portanto sofrerá os mesmos fatos. Em compensação quem ordena, busca ajudar a curar, abençoa, positiva a si mesmo e irradia paz, calma, firmeza, será respeitado e tratado da mesma forma. Então porque nossos processos mentais se mantem dramático com ideias, repletas de emoções, sentidas pelo corpo inteiro, negativantes e geramos visões dos fatos pseudoreais de uma forma a nós negativar, colorimos com nossa mente o fato ocorrido cada vez mais de imagens, sons, cheiros, ou seja, um roteiro de dramas? Será que é por termos um processo mental dramático que gostamos tanto de filmes, de novelas…ou seja dramas no mundo exterior, que nós distraiam de nossos próprios dramas? Quantas vezes você já se pegou se sentido injustiçado, rejeitado, invisível, mimo negado, e mudou toda sua bioenergética? E quando está frustrado, quais as estratégias que sua mente “inventa” para evitar que você encarre sua inabilidade naquele ponto? O quanto sua mente dramática serve a sua vaidade, orgulho, ou seja, a identificação da Persona, que utiliza o drama para se manter no controle da vida? Comece a anotar todos processos mentais que mais se repetem...o quanto tem de base solida na realidade, e o que se revela como drama...peça para alguém, rever sua visão sobre o fato efetivo, e cheque as diferenças de percepção...se permita a ser sincero consigo mesmos? Perceba quanta energia gasta para manter suas ilusões sobre si mesmos, o quanto usa sua energia e poder mental contra você mesmo, se negativando.... E ai, aos poucos, vá modificando seu modo condicionado de agir e reagir. Pense na possibilidade de que a situação que te desafia, só tem um objetivo: Desenvolver em você uma habilidade interna, transformar um potencial latente em uma capacidade, apenas um desafio, que traz um aprendizado, que nem importa se acertarmos ou não o resultado, se conseguimos nos desenvolver facilmente, ou exige perseverança. Transforme um modo de pensar negativante, em positivo. Mude seu modo de pensar, mude seu inconsciente pessoal, que irá aos poucos mudando o coletivo, primeiro por se isolar do mesmo, e não mais alimentando-o na negatividade, e se ligando a campos mentais positivados, ao amplificar os mesmos, aos poucos poderemos deixar de ser uma sociedade dramática, que ama a adrenalina do jogo de domino-submissão, que deseja Ser no mundo, mas nega o Ser em si mesmo, para construir um inconsciente coletivo de pessoas lucidas, que por dominarem seus processos mentais-emocionais, agem de forma evolutiva. O drama é a antítese do amor, a negação da Presença da Essência, da vida, ausência do poder verdadeiro. Considerando a chama trina: Amor- Sabedoria-Poder. Sem Poder sobre si mesmo, sem a ação da sabedoria, o amor não consegue se irradiar... Qualquer um dos 3, na ausência dos demais, não gera evolução. Dramatização da própria vida é valorizar a ausência do Self, que é Sábio, tem o Poder e Sabedoria, de lidar com qualquer situação...ou Seja, é negar a si mesmo a Vida. A Persona Sobrevive, se submete ao meio, apesar de tentar controla-lo, portanto é dramática, para se valorizar e se enrijece em sua “visão” de vida dramática, negativada. Na Essência está a Verdadeira vida, a que domina a realidade, apenas porque domina a si mesma, a sua capacidade de projetar realidade a seu favor, nela não há submissão, nem domínio, só uma “dança” energética no fluxo evolutivo. Mas em uma sociedade dramática, é preciso atitude para se positivar…e pela positivação de si mesmo, abrirmos a conexão até o Self. É preciso se render, abrir mão da ilusão de controlar, e para isto, precisamos tornar os processos mentais dramáticos em funcionais, e gerar “pausas” no pensar, para que nossos sistemas autônomos, seja dos corpos pertencentes a Gaia, ou superiores, além do tempo-espaço-matéria, possam ter espaço para “conversar” conosco. Nosso mestre Interior precisa de nossa posse, fé em nós mesmos, positivação, e controle de nosso corpo mental, que reverbera sua energética para o campo bioernegetico: psíquico, astral até chegar ao físico, em forma de sintomas ou doenças.

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