sexta-feira, 8 de junho de 2018

Autoamor

 
Falamos muito em salvar a Humanidade, em mover o mundo para um melhor estado, mas a maioria de nós tem serias restrições ao Ser Humano, está decepcionado com ele. Mas esquecemos que nós somos humanos, e só estamos projetando fora aquilo que nós fere dentro.
Não temos a capacidade de amar a humanidade, porque rejeitamos a humanidade em nós, nós recusamos a perceber que estamos neste planeta exatamente para realizar esta experiência- a de ser humano, um ser que nasce para aprender de tudo, pela lei de Gaia, pela tentativa e erro, até que no momento que aprendemos a fazer algo, possamos passar para a próxima lição, então o engano faz parte do jogo, e não existe pecado em errar ( mas persistir é burrice), em não sermos perfeitos, em demorarmos para desenvolver certas habilidades, termos medo de encarar nossos sentimentos, pois a maioria ainda não foi educado, ainda estando no patamar primitivo do animal....
Mas queremos nos comparar a Deus, sermos perfeitos, sábios, guias dos outros ( se nem vemos nosso próprio caminho com clareza), queremos mudar o mundo, pois ele não se ajusta a imagem de Humanidade que desejamos...
Porém não queremos encarar nossa própria humanidade, e desenvolver em nós a habilidade de se aperfeiçoar, de melhorar um pouco a cada dia, educarmos nossas emoções primitivas até a verdadeira fraternidade que gera a liberdade....
Que tal começarmos a amar Primeiro a Humanidade em nós, aceitarmos que ainda somos um barro mole, que nosso Espirito esta moldando, e nós permitirmos sermos moldados pelo Ego Verdadeiro, filho amado da Alma- amor e do pai- atitude, pois este é o único capaz de curar nossa criança ferida interna, seu irmão mais novo e inexperiente...
Somente no dia que tivermos curado nossa visão a respeito de nós mesmos, passarmos a amar o Humano em nós, na sua experiência de criança saudável descobrindo a aventura da vida, poderemos amar e curar o mundo externo.
Você é capaz de aceitar e amar o Humano em você????
Disto não podemos fugir - o sermos humanos, enquanto tivermos neste planeta....

quarta-feira, 6 de junho de 2018

Busca na Espiritualidade


Buscamos nossa liberdade, e para isto nos movemos da extrema dependência do bebe, para uma cada vez maior independência do adulto, com sabedoria, confiança e plenitude.

Mas tendemos a cair na polarização, e buscar a independência de forma radical, como se fosse vergonhoso ter coisas das quais precisamos de alguém, como se fosse possível, neste mundo de infinitas possibilidades termos maestria em tudo. Nunca a teremos, porque a necessidade tem a função positiva de nos fazer buscar relações, o que não significa relacionamentos. Na relação, existe o caminho de dupla troca, equânime, enquanto na maioria das relações, existe um doador e um receptor compulsivos, e um desequilíbrio de fluxo, um dá mais que recebe, onde um dá o seu melhor recebe em troca o pior do outro, e tem que suportar em nome da conservação da relação, pois depende do outro para preencher alguma carência. Para quem busca o despertar de si mesmo, a busca da liberdade não deve passar por esta pretensão de não depender de ninguém, mas o equilíbrio da relação, onde damos nosso melhor ao outro e recebemos dele seu melhor, um complementando a fragilidade daquele com quem mantém uma relação. Equilíbrio força-fragilidade, ambos se apoiando, caminhando lado a lado, onde nenhum é fardo para o outro. Então o caminho, não é da dependência da criatura para a independência arrogante, pretenciosa, onde temos os 2 aspectos em nós, e um submete ao outro alternadamente, gerando uma bipolaridade pendular, que em estados avançados pode se tornar um transtorno obsessivo compulsivo, ou depressivo-eufórico.

A cada dia, podemos buscar para nos tornarmos mais livres, estarmos lúcidos, de cada atitude nossa, de sua motivação mais profunda, do que sentimos ao realiza-la e ao obter as consequências decorrentes, se o prazer nasce de uma vingança, de submeter ao outro, de forma egoica, ou vem, do centro do peito, que se expande e fica feliz, nutrido, em bem-estar.

A Busca diária não é por informações, por domínio do meio externo, pois só existe a ilusão de segurança no controlar tudo e a todos, e se alguma coisa sai do esperado, gera raiva, insegurança, indignação, ou seja, negativa o que sente.

A busca é de:

Autoconsciência (se conhecer nos mínimos detalhes, e o porquê atrás de cada pensar, sentir, etc.)

Autossuficiência (se aceitar e se amar assim como se é, ser suficiente a si mesmo, curando assim a carência do preenchimento pelo mundo externo, que joga as pessoas em relacionamentos destrutivos, buscando substitutos que lhe deem algo que sua criança ferida interior, não lhes foi suprida na formação do ego, ou seja parar de projetar suas necessidades como responsabilidades, alheias, e assumir estratégias de comportamento para obter o suprimento de algo que não nos damos internamento.)

Auto sustentabilidade (ser capaz de administrar o que produz bem, e realizar trocas com o meio exterior, para se sustentar, não só no aspecto econômico, mas principalmente no emocional, sustentando as escolhas, feitas de forma cada vez mais lucidas, sem se punir, culpar ou ressentir.

Autoestima Justa, e verdadeira (ou seja, ser humilde, se dar o exato valor, não se comparando com ninguém, nem se diminuindo perante alguém mais capaz em certa habilidade, nem menosprezando alguém que tenha dificuldade, onde temos facilidades, e pelo contrário, termos o prazer de ser útil, o prazer de sermos quem somos e deixar-nos fluir).

Auto coerência (agirmos de acordo com nossos valores, sendo leais a nós mesmos, e não plásticos conforme o ambiente, aceitando levar vantagem só porque existe corrupção, se corrompendo (novamente em todos os aspectos, não só o financeiro), pois agir diferentemente daquilo que pregamos, gera auto degeneração).

Autossatisfação (ser capaz de se sentir pleno, preenchido por uma ação sua, sem precisar de um retorno exterior, seja por reconhecimento, de valorização, de validação).

Auto positividade (capacidade de se manter positivo em qualquer situação, ter fé plena, que aconteça o que acontecer, nós daremos nosso melhor, e que se cairmos, levantaremos sem chorar, sem autopunição, sem desejar vingança, destruir e achar algum culpado pela nossa queda).

Auto resiliência (saber se dar sempre o melhor, e buscar desenvolver habilidades, aprendizados, mesmo quando o mundo parece cair a nossos pés, a realidade esteja desmoronando, termos a certeza que nós não desmoronaremos, e sairemos bem do desafio, mais fortes, mais capazes, hábeis, ou seja, na queda e na perda, sempre ganhamos algo de muito positivo).

Ou como pode se perceber, nosso foco deve estar em desenvolvermos aspectos positivantes dentro de nós, de modo lucido, e não egoico, e a cada dia amplificarmos em algo, em cada uma destas qualidades, levando-as de potenciais latentes, adormecidos à maestria, a habilidades despertas e funcionais...

O alquimista é uma pessoa capaz de observar a Natureza e aprender com ela, e a usa-la de forma funcional e positiva.

Pois aquele que não observa a si mesmo, não é o próprio objeto de observação, no seu labor-oratório interno, nunca será um bom observador da Natureza exterior, pois não sabe onde está, onde mora, e como mora, e sua percepção estará contaminada pela sua ignorância sobre si mesmo.

E quem não sabe onde mora, não saberá que caminho fazer que o conduza a seu destino.

Se as pessoas comuns só utilizam cerca de 3-5% de sua capacidade de forma consciente, ficando então 97-95% para a ação inconsciente, cabe ao alquimista, amplificar cada vez mais seu grau de auto consciência para bem gerenciar sua atuação no mundo tanto interior, como exterior,  já que o alquimista, como observador, residindo no Ser Eterno, não é nada ligado a uma identificação com forma, localização espaço-temporal, nem possui apegos, pois sabe que tudo que se observa vivendo é transitório e passageiro, e que ele só levará do que vive, esta consciência que ele trabalhou para amplificar durante a experiência como Luz Lentificada pela materialidade, para estudo e autodesenvolvimento. Nada exterior, será levado, nem mesmo o corpo, um único grão de areia, então nada disto tem valor, nem a coletânea de informações não transmutadas em vivencia própria que teimamos em crer que é sabedoria, mas está limitado ao corpo físico, não apropriadas pela Centelha Divina em nós, e desaparecerá com o mesmo....

Buscar controlar o mundo externo é ilusório, e cansativo, como um cão que corre atrás do rabo, se exaure, mas sem sair do lugar, e de repente cai cansado, sem forças para viver (depressão-euforia).

Amplificar o campo de Domínio de Potenciais (e não controle) consciênciais, nasce de dentro para fora, e não é algo que acontece como um milagre, uma graça divina, resultado da facilitação de alguém, mas do trabalho de auto-observação autogestão a cada momento presente, na Presença, ou seja, de autoconscientização.

 

Entrada no Templo


Ao se desejar ser recebido na antecâmara do templo, toda tradição iniciativa nós pede que sejamos despidos das coisas do mundo profano, tanto que em algumas em algumas, até o cabelo é cortado, para demonstrar o despir da vaidade, do orgulho e mesmo da identidade que até então acreditava ver refletida no espelho. Mas o que é despir-se?
As roupas são apenas um símbolo do se apresentar sem mascaras, sem o falso ego e todos seus pertences, as energias mal qualificadas decorrentes das ações mundanas.
Entre eles estão os pecados capitais e seus filhos, a negatividade no pensar e agir, as oitavas mais baixas de cada elemento representado pelo desafios do mapa natal, sobre os quais foi realizado um árduo trabalho de transmutação de cada partícula de chumbo toxico, cada entidade de veneno que existe em seu Ser, em material nobre como habilidades, capacitações, ou seja,  possamos nos apresentar a porta do templo despidos sem nenhum motivo de vergonha ou culpa, sem nenhum ressentimento ou desejo de vingança nos mantendo presos ao mundano.
O Templo ê espaço sagrado, onde habita a Divindade em nós, e neste espaço sagrado, nosso laboratório, nada que o profane deve entrar, e como nele nada haverá de profano, dele nada poderá sair algo que profane seu exterior. Isto significa o zelo ao ditado: Não é tanto o que entra em sua boca que deves cuidar, mas o que dela sai, pois se sai veneno, é porque o carregas consigo.
Mas como entrar no Templo, com o veneno na sua forma de pensar, sentir e agir, sem profanar o templo mais sagrado, o de Teu coração? Na tradição egípcia o morto se apresenta a Anúbis e Maat para ter seu coração pesado e se for mais pesado que a pena, retorna ao inferno do ciclo de Sansara, dos renascimentos. Mas se for mais leve que a pena, se torna livre.
Entrar no Templo é se apresentar à Verdade e a Justiça divina, despido de artimanhas, de enganos. O último véu a ser despido é a carga acumulada do caminhar mundano, nosso corpo encharcado de dor, profanado, ferido, chagas vivas decorrentes do atrito com as emoções, como orgulho ferido, magoas, rancores, frustações, fracassos, refeições, traições, ingratidão, não só recebidas como sentidas, voltadas a outros ou a mais danosa, voltada contra si mesmo.
Se apresentar despido de emoções mundanas e suas marcas que tanto nos envergonham, requer todo um processo de purificação interior.

Entregar nossas folhas, arrancadas, enquanto como plantas, sentimos a remoção de cada uma delas como agressões, nossos fragmentos de alma feridos, apartados de nós, cindidos pela maceração do atrito vivido em cada situação que causou danos, expondo nosso íntimo, à ação do espirito volatilizante, e recolhidas a um frasco, hermético, nossas dores, são, em noite de Lua cheia, entregues à ação telúrica magnética e purificadora, nossa nutriz e receptáculo para que entreguem sua experiência ao Espirito Terreno, entrando em putrefação e fermentação, e posteriormente se expondo a separação, do denso do sutil, à calcinação do que era grosseiro para dele obter o sal, que purificado nas demais operações alquímicas interiores que são os degraus de subida à portado Templo, reencontra com seu Espirito , e agora já purificado de todas impurezas decorrentes do viver mundano, pode ser reintegrado, para aquele que se apresente à porta, estando pronto a nela bater, e seja digno de se for aberta, pois mesma se abre de dentro para fora, de nossa Centelha Divina, nosso Alquimista Mestre Interior,  para receber seu discípulo, enviado ao Mundo para colher experiências, e para amadurecer enquanto Ser, provado quanto as suas intenções, pelas tentações mundanas, mas que se retornou a Porta do Templo e pede para ser recebido, já deixou para trás todas ilusões de ser poderoso para dominar ao mundo, demonstrando que o mundo não mais o tenta, e que seu pedido de retorno à Casa do Pai, é sincero, e está maduro para seguir o caminho, agora dentro do Templo, no contato com o mundo sagrado, tendo como facilitador e condutor, a centelha divina que agora passa a morar em seu peito, dele não mais se apartando.

O ego, ferramenta gerada para lidar com o mundo exterior, fica pendurado a porta, e a partir deste momento, só é vestida para se retornar ao mundo, pois descer a ele despido, não será bem aceito, e convém se portar como igual no mesmo, para passar discreto e silencioso pelo mundo, sendo reconhecido e recebido apenas por seus iguais, por almas...

Quem penetra o Templo, já purificada e Integra, é a Alma, que recebe instruções da centelha, e desta chega  as operações, tarefas que o Divino deseja que sejam executadas pela Alma, na Grande Obra Divina e como mensageira retorna ao mundo construindo esta obra, com o rosto coberto, anônimo, pois age sob o comando divino, e dos resultados destas ações não se vangloria, pois foi apenas canal, instrumento....apenas observa e aprende, catalisa processos, mas não é sua causa primeira, apesar de para os mundanos parecer que foi o causador, já se tornou imune a elogios e críticas,  o ego mundano não mais se infla.

Longa é a jornada para se apresentar a porta do templo, muitas são as distrações que desviam nosso olhar do mesmo, encarnações seguidas perdidas no mundo do sofrimento, até que exaustos, entendamos o quão vazio fica nosso peito com as glorias mundanas. Na polarização, quanto maior a exaltação do mundo, mais o vazio se torna escuro em nosso interior.

Mas quanto mais nós esvaziamos das coisas do mundo, mais iluminada se torna nossa alma, até que lá se digne a retornar para casa, como filha prodiga. Pois sim, é a alma, o anjo decaído, expulso do paraíso, que tanto se feriu, fragmentou, que decide subir aporta do Templo, pois ela tem lembranças do que é viver no mesmo, ser recebida pelo Olhar Divino e pedir-Lhe Sua Benção, e A Receber...

E para  alma, poder se apresentar a Porta do Templo, levando consigo seu corpo, sua Vontade enquanto encarnada, de abrir mão das glorias mundanas e passageiras, para se render a Gloria divina em si, se tornar a morada de Deus em Ação, de forma que transcende tempo-espaço-materialidade, ou seja, se libertar do ciclo se sofrimentos da vida sem alma, mesmo que opte para continuar reencarnada e reencarnando, para seu partir de agora, seu aprendizado se faça pelo amor inteligente, ou inteligência amorosa, e por ter se curado de toda dor mundana, se torna um remédio catalizador da cura do Mundo. Então se tornar portador da sabedoria da pedra filosofal, da luz, porque aprendeu a acender e sustentar a própria luz, não importa onde esteja....

Passa a estar no mundo, viver no mundo, mas não mais pertence o mundo, pois o transcendeu...não mais é afetado por ele, mas pode afeta-lo, como canal D’Ele.

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Elasticidade, Resiliencia, Deformação e Ruptura


Na engenharia, todos os materiais utilizados em construção são testados em sua resiliência, ou seja, sua capacidade de se manter íntegros e inalterados frente ao atrito e tensões a que será submetido.  Para tal se submete uma amostra do mesmo, ao teste de tração, onde se mede seu limite de elasticidade e o limite de ruptura, e o de deformação, que fica entre ode elasticidade e ruptura.

Se submete a amostra a várias tensões, por um período de tempo, e se solta, verificando sua capacidade de retorno a estrutura anterior, sem damos, e por quantas vezes, e obtemos sua resiliência naquela condições.

Chegamos até obter o início da deformação permanente, onde foi submetido a primeira vez a uma certa tensão, e mesmo que liberado, não retorna a estrutura anterior, havendo perda de sua integridade, danos, atinja seu ponto de fadiga, de stress.

E também determinamos até que ponto podemos conduzir a amostra até que ela rompa completamente.

Todo prédio depende na sua durabilidade de cada material usado em sua construção, de forma a não ultrapassar o limite de elasticidade, nem ser tão rígido que haja rompimento, por isto o uso de espaços para dilatação, ou seja, que a elasticidade possa ocorrer, sem causar danos a estrutura.

Assim é a vida, no dia a dia, temos atritos com o meio, que nos testam a capacidade de adaptação sem danos, nossa  capacidade elástica, a tensão dura um pequeno espaço- tempo, mas assim que acaba voltamos a nosso centro, sem danos.

E existem tensões que nem nos abalam, pois somos capazes de lidar com elas sem nos afetar, pois nos tornamos resilientes, quase que blindados, em geral, são eventos que há adquirimos uma boa capacidade de resposta, onde nos sentimos seguros e no domínio dos possíveis evento.

Isto dentro de empresas é chamado de competência profissional e extremamente procurado e valorizado.

Porém existem situações que nós expõe a tensões mento-emocionais acima do nosso limite de elasticidade : as enfrentamos e superamos, porém resultam em magoas, em desgastes mais ou menos permanentes, o stress e proximidade a burnout.

Podemos chamar o ponto de ruptura como burn out, ou onde algo de nós rompe, cinde de vez, onde perdemos integridade, e para nosso conjunto sobreviver, jogamos para debaixo do tapete, encapsulado, um trauma que gera um complexo neurótico, ou mesmo o expulsamos de nosso conjunto, para que o Todo sobreviva, da mesma forma que nosso sistema imunológico trabalha para nos manter vivos, apesar de haver algo nos atacando internamente.

Pois os traumas ocorridos que nos levam próximo ao ponto de deformação permanente ou mesmo burnout, são par nosso sistema de integridade da vida, algo a ser combatido, podendo gerar até doenças autoimunes, onde o corpo começa a se destruir.

Mesmo os suicídios e a sensação de que está é a única saída, em um momento de desespero, é como um material levado até o limite de ruptura.

A exposição a eventos que ultrapassam a capacidade do Ser em se manter integro e pleno são tão fortes, que mesmo que pontuais, podem causar o Burns out.

 

Mas o Ser Humano é uma máquina maravilhosa, existe algo dentro dele, que o ensina a desenvolver e ampliar a cada dia, a cada tensão, um novo limite de elasticidade, de resiliência, um pouco maior que o do dia anterior.

Ele tem o arbítrio de mudar sua POSTURA INTERIOR a cada momento e interferir positivamente ou negativamente, de forma que se torna mais resistente às tensões que a vida lhe oferece, e coisas quem um dia lhe eram quase sobre-humanos, aprende a lidar aponto de se tornarem confortáveis, e naturais.

A criança cresce aprendendo a vencer os próprios limites orgânicos, do bebe totalmente dependente, até fazer tudo por si mesmo, adquirindo maestria, ou ao menos domínio motor, capacitando seu cérebro reptiliano a manutenção de uma boa vida, autônomo à vontade da persona, pois é responsável a sobrevivência, então não permite que se pare de respirar, mas um nadador mantem por mais tempo sua apneia que uma pessoa comum, pois alterou seu limite de elasticidade pulmonar.

Da mesma forma, aprende a lidar com suas emoções, e como obter do meio o suprimento de suas necessidades, se tornando a cada dia mais apto a sobrevivência e centrado, menos afeito a desequilíbrios emocionais ( desenvolvimento e capacitação do cérebro límbico).

E aprende a lidar com seus processos  mentais concretos e abstratos, com sua mente capaz de imaginação sem nenhum ancoramento na realidade, em eventos, o que nos gera stress e burnout frutos do  imaginário e não do dia a dia. E uma mente descontrolada causa reflexos no cérebro límbico, que por sua vez, joga seu stress para ação do cérebro reptiliano, que precisa de algum jeito, parar o funcionamento enlouquecido do neocortex.

Mudar o foco da atividade mental é uma das formas... surge em nossa vida, um prioridade que faz com que a mente sossegue, em geral uma doença, que tenta enraizar a mente na realidade.

Somos tal como uma corda de violão, se afinada, pode ser tocada por muito tempo, porém se mantida em forte pressão, ela terá sua vida útil reduzida, e produzira sons de harmônicos, fora do tom da música, e se muito tensionada, poderá romper nos primeiros toques. Mas frouxa demais não produz música, as vezes nem emite notas, de tão baba, sem tensão.

Vivermos com uma Postura Mental e Emocional de DOMINIO e não de Controle, dentro de nosso limite de elasticidade confortável, onde os corpos são capazes de se regenerarem completamente, e expandi-los dia a dia, amplificando nossa CAPACIDADE de resiliência, de forma a não nos expormos a situações que nos causem deformação permanente e danosa, que nos impede até mesmo de termos o desempenho que anteriormente estava em nosso campo de elasticidade, que nos fragiliza, a ponto de sucumbirmos a qualquer olhar torto, e pode nos levar à ruptura, ou total, ou à perda de um fragmento de alma, que carrega consigo algum dom e/ou talento , nos fragmentando, mesmo que este permaneça em nós encapsulado, como vinculado à um trauma que envolve um fragmento de nossa centelha vitalizante.

E no aspecto geral, estes núcleos coagulados de centelha envoltas de conteúdos traumáticos graves, ou de uma simples magoa douradora, um ressentimento,  tendem a ser atrair e reunir, como o mercúrio metálico liquido faz, e formar um corpo de dor, que quanto maior, menor será nossa capacidade elástica e de resiliência e maior a probabilidade que um evento simples nos gera uma deformação ou ruptura definitiva, ou seja, aumenta nossa vulnerabilidade.

Aqueles que se declaram invulneráveis, blindados ao atrito da vida, negando serem afetados pelo dia a dia ,vivem uma ilusão, uma idealização, que não cabe a espécie humana, pois Ser Humano é se tornar sensível e empático, a e aos poucos ir integrando-o até o momento que já não mais exista, onde a capacidade elástica e de resiliência acumulada se torne tal, que pouca coisa o abale realmente, pois já desenvolveu maestria com os eventos que anteriormente eram traumáticos- já possui respostas na sua lucidez, que o permite lidar com eles sem perder seu centramento e lucidez.

 E somente o ser que confia na sua capacidade elástica de se expor e não cindir nem romper, tem a coragem e ousa encarar suas fragilidades e ainda mais não se envergonha delas.

Mas a técnica de mudar a crença de ser totalmente vulnerável, viver à mercê do atrito do mundo, sem nada fazer, declarando dentro de si, ensinando seu lado sombra que deve se tornar cada vez menos vulnerável, é altamente eficaz, pois quebra condicionamentos da nossa subpersonalidade vítima, frágil, que precisa de alguém que a proteja, alimentando nossa subpersonalidade forte, capaz, maduro, resiliente, trazendo um ponto de equilíbrio entre ambas, as reintegrando – forte, porém terno, decidido, capaz mas empático.

O domínio nunca é obtido negando um aspecto, e o deixando primitivo, latente, mas sim o desenvolvendo e o tornando funcional, de forma a estar disponível sempre que necessário.

Como o amigo Inácio de Loyola defini bem : “Sou um Serenão – mas isto não significa que sempre sou sereno, calmo, mas que sei dosar exatamente a melhor forma, da melhor maneira e intensidade, no momento correto, a energia que vou dispor par obter um objetivo determinado. E Se precisa para tal, ser intenso, agressivo, o farei, desde eu resulte no Bem”, cause uma quebra de estado hipnologico, rompa com uma ilusão, que cause dor pela visita da Verdade.

Na alquimia da Consciência trabalhamos para elevarmos através do desenvolver da capacidade ( por isto é chamada de capacitação) de a cada dia nos tornarmos mais adaptáveis, ou seja, elásticos, onde podemos ser exigidos sem deformação permanente, e respeitando nosso corpo no seu período de regeneração de uma deformação temporária,  e pelo autoconhecimento conhecermos nossas fragilidades, nossos possíveis pontos de ruptura, de cisão, para que como a água, tenhamos a sabedoria de desviar do obstáculo, buscando caminhos onde o desgaste energético e vibracional se reduzam ao máximo, permitindo que evoluamos, sem nos deformarmos....e se o fizermos, saibamos reverter o desgaste até volta a uma estrutura vibracional mais adequada ao nosso atual momentum evolutivo.

O equilíbrio dinâmico e equânime entre agua e terra: fluidez, e rigidez; doçura terna e força poderosa...na dosagem correta pode se tornar terra fértil; se muita agua emocional, um pântano em putrefação, se muita terra seca,  dura ou arenosa árida, nenhuma semente nela cresce, tal como no deserto. Se muito sol, queima o brotinho frágil, se ar muito gelado ou escasso,  nada se expande.

Uma planta para prosperar  precisa de um meio adequado, umidade, luz, ar e solo mais propícios...muitas vezes as semente, o broto não cresce porque o meio onde ele está não o favorece, e ai, ele tende a fazer o possível para sobreviver, ou seja, não se romper.  Neste caso não é culpa da semente não brotar, e sim porque não providenciamos para ela o meio necessário.

E será que nossas sementes,  nossos dons e talentos, encontram em nós o ambiente adequado para que elas se desenvolvam e nos enriqueçam, nos dando mais capacidade elástica e de regeneração, de sermos mais adaptáveis e fluídicos ao meio onde a vida em nós se manifesta?

quinta-feira, 19 de abril de 2018

Passado


Quantas vezes o passado teima em bater em nossa porta?

É um amigo de infância, um colega de escola ou de trabalho, relacionamentos perdidos na névoa do tempo. Como se o passado voltasse a bater na nossa porta, para algum ajuste ou apenas o deixarmos passar.  O passado que não aceita que o deixemos passar, pois seria sublimado, perderia solidez.

Há um ditado: "Não me pergunte do meu passado, não moro mais lá."

Ou " Um mesmo rio não passa duas vezes debaixo da mesma ponte".

E no rio da vida, hoje não somos a mesma pessoa que viveu o dia de ontem, nem o dia é igual ao que já foi.  Só na nossa ilusão mental, em nosso apego à identidade e estória, existe uma continuidade de passado, presente e futuro, onde o passado está nos assombrando se nossas costas e o futuro imerso em névoas a frente, ou como na tradição inca, o futuro está onde não vemos, às costas e o passado já vivido à frente, determinando nosso caminhar.

Mas o rio do tempo passa por nós e não nós passamos por ele.

Se não somos os mesmos que viveram certas situações, todo o sentir daquele momento também não nos pertence. Pertence aquele que vivenciou a mesma e a viu daquela ótica. Não fomos nós...

Então qual o sentido de se manter aprisionado naquela imensa dor, se não fomos nós que a vivenciamos? Foi quem éramos, que já morreu e está enterrado no túmulo do tempo...e teimamos estar de luto pelo que foi...e que nem sabemos se foi mesmo daquele jeito.

Vamos acumulando feridas emocionais que não só não saram, como entram em putrefação, gangrenam nosso corpo emocional. Para não adoecer o corpo físico, toda está carga emocional é encapsulada e mantida isolada dos demais corpos.

Podemos lidar com esta coagulação como uma entidade (energia que obedece um comando) de dor e esvaziar sua opressão, ou optar por remove-la, como se faz com um apêndice não fundamental.

E compreender que quem viveu aquela dor não foi quem somos hoje, permite fazer ambas técnicas...esvaziar e remoção...

Podemos manter a estória, o aprendizado, mas não precisamos reter o conteúdo emocional que é magnético e atrai a repetição das situações e /ou adoece o corpo físico, que dá a vazão ao físico da sobrecarga emocional.

Se não somos que viveu esta estória, podemos abdicar da sua herança e suas marcas...o dia de ontem foi do um filme ao qual me identifiquei...acabou, desligo e esqueço...sem dar importância...

O ontem não me define…nem o futuro...eles são conceitos e não são reais...

O que penso que sou, não me define, é só um modo de observar entre infinitas possibilidades. Se mudar como olho, tudo muda.

Sou apenas Aquele que observa o observador se observando a viver algo...

Sem nenhum apego…sem tempo...sem espaço...só uma consciência observando a vida se revelando.

E o que sou hoje e o que estou sentindo agora, pode se volatilizar daqui a segundos, se assim eu discernir....

Portanto o passado, bom ou ruim, não tem força sobre mim, a menos que eu lhe vivificar com meu apego ou luto...é apenas uma estória, um filme, um romance, que o rio do tempo levou e entregou para o oceano...ou para as nuvens....

O importante é que a dor emocional não permaneça em nós...que deixemos este rio as purificar...

Gratidão ao Rio do Tempo que nos obriga a fluir e não ficarmos apegados as margens situacionais...é só se soltar das margens e se deixar levar ao oceano, que é nosso Ser, aquele que observa tudo, do além tempo-espaço-materialidade.

Chegada do Rio( Vida) ao Mar ( Self)


Quando o rio, chega ao oceano, antes de penetrar nele, existe uma pausa, pois o mangue é um berçário de vida.

Assim é em certos fins de ciclo, na nossa vida, não precisamos ir apressados se fundir com o mar.

Podemos olhar o caminho que percorremos com o olhar da água que SOUBE contornar todos os obstáculos e apesar de tudo, continuou a fluírem frente.
Houveram quedas, caindo sobre rochas, verdadeiros abismos, houve a necessidade de perfurar a terra formando cânions, de penetrar ao escuro do solo, e formar cavernas para superar montanhas, de formar aquíferos subterrâneos, de agua pura, as vezes evaporar e se tornar nuvens, para voltar a outro ponto do rio, ou a outro rio...mas seu destino quase que final, é o profundo oceano, que nos absorve, mesmo que depois dele evaporemos e recomecemos o caminhar.
O oceano é o Todo, nele não nos fundirmos, conhecemos o Todo e a Tudo, sem separação, por empatia,  mas NUNCA deixamos de ser quem somos...a molécula de agua continua a ser água, independe da forma assumida.
Mas enquanto observamos o oceano, nutrimos a vida do mangue,  podemos observar quantas portas encontramos, olhamos, mas pela energia densa, não penetramos e ficamos aprisionados....estivemos expostos a crueldade do mundo, à maldade, ao vícios, a promiscuidade, a corrupção ativa e passiva, a luxuria, a soberba ( pecados capitais e seus filhos), mas algo em nós preferiu manter a integridade e valores, o amor à vida e à liberdade e integridade da alma.
Vimos e usamos nossa CAPACIDADE de ESCOLHA, que antecede o arbítrio, e optamos por não penetrar nos mundos sombrios.

Porém, houveram outras portas luminosas, que exploramos em parte, mas nossa VONTADE defluir, nos levou em frente, mas deixamos estas portas abertas, para um dia voltarmos e revisitar....assim como em viagens, quando o local nos agrada, e temos pouco tempo e recursos para nele permanecer, voltamos sempre que é possível. Fizemos cursos, aprendemos técnicas, mas não nos aprofundamos...na época, não deu, não importa o porquê...
Pode ser a hora, enquanto aguardamos o momentum de se fundir ao oceano, e deixar o rio da vida, voltar a revisitar estas ferramentas, aprofundarmos nelas, e nos nutrimos delas...não é porque passaram, que não podemos retornar...na primeira visita, olhamos superficialmente, e pouco benefício obtemos, depois podemos observar melhor os detalhes, as cores e possibilidades, podemos nos deliciar, já não tão ansiosos de ver tudo pois é novidade, parar e sentir....
Mas deixar de lado o orgulho de quem já teve o suficiente daquilo, e precisa de outra novidade.
Porém nem sabemos tudo que aquela ferramenta pode nos dar....coletores ou caçadores? Se já colhido, ou caçado, perdemos o interesse...sempre querendo o novo...e quantas riquezas desprezamos pelo caminho...
Na pedra bruta, suja, pode se esconder, se lapidada um belo diamante, com aspecto de carvão, basta lavar e se dedicar a ela.
Quantos talentos desperdiçamos, pela ânsia de chegar logo ao destino, que perdemos a beleza do caminho.
Mas podemos ESCOLHER retomar algo, agora mais maduros, e absorver outras oitavas...
E se a porta, o quarto que visita agora, é denso, te faz infeliz, pode sair pela porta e penetrar em outra,,,
Não seja como a mosca aprisionado na teia de aranha, se desapegue, antes que a morte venha te devorar a vitalidade, o ânimo. A Morte =  AMor-a ti.
Se ocupar bem, ao esperar que o futuro se revele...
Que estância BOA, que te faz BEM, que você vai revisitar, e colocar um novo olhar ?
Que ferramenta que caiu no esquecimento, que vale apena resgatar, antes da partida ?
Quais elevam a sua vibração,  e desta vez sem pensar tanto na aplicação para o outro, mas na sua própria vida.
Pois na hora que o rio chega próximo ao mar, precisa de todo quantum energético que puder obter PARA SI MESMO, para finalizar sua jornada.
Mas quais as desculpas que você ainda conserva, para fugir de encarar este momento de se tornar tintura?
Nunca volte para uma porta, apenas para atrasar-se ao encontro, que é fatal...
Pois o Ego atual não gerencia sobre este momentum, você é apenas 10%, a mão que faz...
Mas quem é 90% de você é seu inconsciente, seu Espirito Invisível, o SELF ,teu corpo....
A mão só vai onde o corpo a leva, só age, se receber um impulso de vontade e tiver energia para tal.
E tiver desenvolvido, junto com o corpo( Espirito) , a capacidade de realizar a atitude.
O Rio só arbitra pelo seu caminho, na escolha de como caminhar, mas se dirigir ao oceano, é determinado pela geografia.
Afinal, no olhar aéreo, o rio está parado, resistindo ao movimento da Terra, que gira velozmente.
É hora de parar de resistir ao mover evolutivo da Terra, e sim se alinhar, se somar a ele...
O oceano parece parado, infinito, porque se move com a Terra. Assim é o Céu ,parece parado ,mas segue a Terra, pelo Cosmos, e nos garante à Vida.
Levar para o oceano, o que ?
Nesta parada, no mangue, depuramos os resíduos da jornada, alimentando as plantas, os animais....
Nos tornando agua limpa, pura, para não contaminar o oceano.
Na nossa parada antes de fundir-nos a nosso espirito, o que levamos a ele?
Toda nossa sujeira emocional, que recolhemos na jornada, as magoas, o ódio, as frustações, o desvalor?
Ou levaremos uma mente lucida, uma alma purificada, valiosa, que desenvolveu muitas habilidades, talentos, dons?
A vida é como uma fogueira, inicia lenta, as chamas sobem, iluminam, aquecem e encantam...mas chega uma hora, que as brasas já consumiram a madeira, e as chamas diminuem, a transmutação gera cinzas...o que é importante se torna  energia que voa em fagulhas aos céus, ao Espirito.
Novamente temos o preparo, a limpeza, para só penetrar no oceano, ou subir aos céus, como um Ser integro e puro. Digno e valioso.
Na porta do Céu, encontra- se nossa Centelha, a qual despidos, nós apresentamos...se íntegros e puros, nos permite a entrada...mas se carrega ainda carga, nós manda voltar, e desapegar da mesma...reencarnamos...
Não é o que fizemos enquanto no mundo, é como nos apresentamos à NOSSA porta...
O coração tão leve quanto uma pluma, diziam os egípcios, quando recitavam as negativas ao código de chumbo adquirido na vida...
Você se apresenta ao oceano, como um rio luminoso ou toxico?
Lave suas feridas, as cicatrize, e siga adiante, resiliente....

Síndrome Abstinência da Alma


Não só de vícios que sofremos da abstinência e todos sintomas dela.

O luto traz em si a abstinência daquela pessoa que partiu de nossa vida, da perda de um emprego e de  relações é o efeito da falta e abstinência da importância que ocupava em nosso espaço.
Passa da mesma forma, pelas 5 fases da naturais da doença: negação, revolta, negociação, até aceitarmos encarar esta dor e trata-la, e sua superação, a transcendência.
No início, o vazio, a magoa, sensação de abandono e/ou rejeição de um lado e de outro a culpa pelo que fizemos ou deixamos de fazer.

É uma falta inclusive orgânica, movimenta hormônios, conteúdos, e parece que o não acesso é insuportável, precisamos ao menos mais uma dose daquilo.
Neste momento o acolhimento daqueles que amamos nos ajuda a superar a noite negra da alma, que chora dolorida pela ausência daquilo que lhe era essencial, lhe dava proposito na vida. Na dor, mais uma dose, mesmo que nos faça mal alongo prazo, gera alivio ao vazio no peito...

A saudade inicia-se pela sensação de culpa, remorso, perda, abstinência, e aos poucos, transmuta-se em saudade da consciência de que valeu a pena viver isto, enquanto durou.
Ao invés da saudade do proximidade, se descobre que do vazio escuro, surge iluminada a presença vivida no nosso coração, daquilo que sofríamos da abstinência, e descobrimos: aquilo vive para sempre dentro de nós e não mais sofreremos sua falta.
Aquela pessoa ou vivência faz parte de nós, daquilo que nos tornamos pelas trocas efetuados, já sem julgamento se foi bom ou ruim, dos altos e baixos, mas  a permanência do amor incondicional: a alma ama e  se amou, não deixa de amar...

Transmutar a relação viciosa com o condicionamento, da necessidade daquilo, tóxico como chumbo em presença nobre dourada que nos preenche de plenitude: que bom ter vivido esta relação, mesmo que em momentos tenha ferido...melhor do que não a ter vivido e se relacionado. Sem esta vivência nossa vida não teria sido tão valiosa, colorida, ficaria mais vazia.

Melhor lidar com a abstinência, com o luto, do que não ter vivido intensamente.
Ser Humano é aprender a lidar com as emoções, das mais primitivas, instintivas, compulsivas, e educa-las aos mais nobres sentimentos, adquirindo a maestria, dominando-se, ao invés de apenas controlar e estagnar esta bioenergética, que nos adoece ainda mais; e isto inclui a fase  aguda e crônica de abstinência, mesmo que o intervalo entre relações pessoais, de trabalhos, da perda daquilo que nos dava proposito para continuarmos a termos a força e coragem de sair da cama de manhã, de casa por amor à vida, dar mais um próximo passo.
Pois é no amor incondicional à nossa vida que nos conduz da noite negra do luto e abstinência para uma nova vivência prazerosa. Pois viver vale a pena, e nossos apegos ao passado, consome muita energia, nos paralisando. E ninguém gosta de sentir estagnado, precisamos do movimento do seguir em frente.

Só por hoje, resistirei ...por amor a mim mesmo, mais um passo adiante ...

Até que nossa vida ganha outro sentido, o da presença e gratidão iluminando nossa alma.
Pois a alma também sofre de abstinência, não só o corpo; mas a alma sabe nos guiar para a cura.

 

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Leis da vida IV


Princípio da Posse interna (Mente, emoções e subconsciente) até a Serenidade

Muitos dedicam sua vida para obterem posses no mundo externo, para dominar objetos, obter qualidade de vida, status, mobilizados pela necessidade de negociações no mundo exterior para suprirem suas “urgências” sejam básicas de sobrevivência, sejam as carências emocionais, de valor, compulsões, “vícios”, tudo que lhes traga a sensação de bem estar, mesmo que sejam distrações daquilo que realmente é importante na vida, o que os levariam a evoluir, a ter conquistas não momentâneas, mas para a eternidade.
A maioria prefere o conforto, o bem-estar imediato, do que investir suas forças em prol de um estado vibracional melhor permanente. Isto ocorre, porque o corpo, um equipamento pertencente a Gaia segue a Lei do menor gasto de energia para a melhor eficácia, e a “preguiça” vem com a função positiva de se economizar energia- ou aquilo que fazemos tem um verdadeiro valor para nós, ou relutamos a gastar energia para tal.

Muitas vezes nos obrigamos a fazer coisas para esconder de nós mesmos a preguiça, ou seja, a falta de verdadeira motivação. Dedicamos pouco esforço em prol de um objetivo, e já o qualificamos como sendo o suficiente, mas será mesmo?
Se realmente decidimos pela nossa evolução, por aproveitar todas as fartas oportunidades colocadas à nossa disposição para resolver alguns aprendizados não efetuados, negócios inacabados, migrar de uma forma de vida condicionada pelo medo, pela negatividade a respeito da vida e de nós mesmos, para uma vida mais positiva, mais feliz, tranquila, o que nos impede de lutar com unhas e dentes por este objetivo, fazer dele uma prioridade absoluta em nossa vida, e limitarmos a energia (tempo/esforço/dedicação/disciplina/concentração...) que gastaremos em busca destas conquistas que serão benefícios não só para nós como para nossas próprias novas encarnações, um fruto eterno?

Na mente consciente, assumimos que desejamos evoluir, que é uma prioridade, mas não agimos de acordo com esta decisão. Usamos nosso livre arbítrio para esta escolha, mas não colocamos atitude na mesma - Porque? Onde estão nossas resistências?
Assim como muitos decidem que na segunda irão começar a dieta, mas nunca começam, ou só o fazem quando a sobrevivência entra em risco – qual o mecanismo envolvido?

Queremos o benefício da conquista, mas não queremos trabalhar para ter o mérito da mesma, como se bastasse desejar, que ela cairia do céu....quando crianças pequenas, pareciam que as coisas caiam dos céus, trazido pela mãos dos responsáveis...a comida, a higiene, roupa limpa, aquecimento...e com sorte até um colo constante, aconchego...sem esforço maior do que apenas o choro....no útero, nem precisávamos chorar, tudo estava a nossa disposição...mas a realidade vai mudando, temos que realizar esforço, trabalho cada vez maior para obter o suprimento de nossas necessidades, o que deveria educar nossa mente, e nossas emoções levando-nos gradualmente a nos adaptar as dificuldades da vida, ao valor do trabalho e sua recompensa, a conquista de uma melhor liberdade na medida que assumimos maiores responsabilidades.
Mas, por algum motivo, não aprendemos a dominar nossos processos mentais e emocionais durante o crescimento físico, não ”amadurecemos”, pois nos encantamos com a nossa capacidade de imaginar, e nos perdemos no mundo das ideias...nos tornamos servos de nossas mentes e emoções, dos dramas, das excitações,  das variações emocionais que nos faziam nos perceber vivos, com necessidades, e com nossa criatividade, aprendemos como manipular o mundo para termos nossas necessidades supridas...mas nossa mente, nossas emoções também nos manipulam, gerando condicionamentos, respostas padrões aos desafios da vida, e por nos derem segurança nos apegamos a eles...estes nós dão uma falsa sensação de estarmos vivos, vivendo intensamente, quando estamos aprisionados a rotinas, a zona de conforto ( conformação), na vida confortável dentro dos nossos limites auto impostos pelos nossos processos mentais-emocionais.

Não só o consciente nos escraviza, mas o subconsciente mais ainda, pois nele residem todos os automatismos que validamos durante a vida, que dão a sensação de conforto e segurança que nossa contraparte animal tanto gosta....a fartura da vida moderna, onde basta dinheiro para suprir nossas necessidades, nos tornou preguiçosos, pois para sobreviver não mais necessitamos trabalhar, basta ter muito da moeda corrente de troca, não importa como a obtivemos – perdemos nossos valores, na ilusão de podermos comprar tudo, até nossa evolução....nos tornamos vítimas de uma sociedade que privilegia as distrações, a vida fácil, a conquista “comprada”....
Mas, assim como não mais precisamos dedicar horas em plantar e colher debaixo do sol escaldante, da chuva, e ficamos com tempo ocioso, nossa capacidade de imaginação tem “tempo” para fluir....focamos muito no mundo externo, mas nada no nosso mundo interno, que é o único mundo que temos o poder de mudar, de dominar...ficamos viciados nos estímulos do mundo exterior para nos sentirmos bem....e as vezes, olhar sinceramente no espelho, e olhar coimo vivemos pode gerar uma dor enorme, pois tomamos a consciência de que não estamos evoluindo, somos folhas soltas ao vento, que não sabem para onde vão...totalmente submetidos as intempéries de nossa mente e emoções, sem nenhum domínio, sem segurança...em muitos aspectos estamos CONTIDOS, aprisionados em nossa própria autoimagem, sem forças para a mudar, pois não aprendemos a trabalhar duro...agora que temos tempo para nos dedicar a evoluir, nossa “preguiça” nos impede de agir a nosso favor...preferimos nos distrair agindo no mundo exterior, mesmo que percebamos que sem resultado, a agir no domínio de nossas emoções, de nossos processos mentais, mudando o que nos faz sofrer.

Fomos condicionados a agradar a todo mundo, contendo nossas próprias necessidades, nossos impulsos, nosso temperamento, para sermos aceitos, supridos e amados. Aprendemos a servir ao mundo, mas não a nós mesmos (primeiro os outros, e apenas se sobrar algo, se tem direito a algo...), a viver “mendigando”, ou seja, nos desvalorizando...ou seja, se não temos valor, somos inadequados, incapazes para que investir em nós mesmos?
A inversão de valor é necessária, para começarmos o processo de autodomínio - Se não CREMOS que podemos mudar, que temos muito valor, que vale a pena investir em nós mesmos, porque o faríamos? Mas de forma lucida, a única verdadeira pessoa que tem valor para nós, 24h/dia, eternidade afora, somos nós mesmos...todo o resto tem prazo de validade, irá entrar em nossa vida, mas também irá partir: Só temos a nós mesmos, então não investir em nós é “fata de inteligência, é ignorância”. E se Iluminação é terminar com a ignorância, podemos começar a quebrar a “preguiça”, nossa crença de que vale a pena nos esforçar a favor de nós mesmos...que somos o ser no mundo que mais merece nossa atenção, que batalhemos arduamente por ela- Nossa jornada do Herói, é resgatar nosso próprio valor, e neste caminho deixarmos de ser “vitimas” de nossa própria mente e emoções negativantes...

Ai percebermos que ao mudar nossa estrutura de crenças de valor, junto com a decisão de agir de forma evolutiva sobre nós mesmas, vem a atitude de assumirmos o controle de nossa vida, saindo do papel de vítimas para o de co-criadores, e para isto precisamos observar nossos processos mentais, emocionais, e com a consciência de que temos o PODER de Mudar TUDO, aqui e agora, basta mudar nossas crenças, e que o único preço a pagar é o desapego da nossa autoimagem distorcida, preguiçosa, na qual não vale a pena investir, para tomar nas mãos as rédeas da própria vida, assumindo a responsabilidade por si mesmo, amadurecendo...
Aos poucos vamos percebendo que geramos uma multidão de formas pensamentos a nossa volta, que resistem a mudança, elas não querem abrir mão de nos dominar, se impõe, mas com esforço constante, firmeza na atitude, aos poucos fazemos os descondicionamentos, e nossa mente se torna uma ferramenta muito útil na nossa evolução...da mesma forma, ao aprendermos a educar nossas emoções, podemos chegar a um ponto de autodomínio de estar em paz, mesmo que o mundo a nossa volta esteja em caos...quem já socorreu algum acidente, já percebeu o quanto é instintivo “desligar” a mente, as emoções, para dar o melhor socorro a quem necessita...e depois se surpreende de si próprio, da sabedoria, da calma, de nascer uma força, uma firmeza desconhecida... isto nos mostra que isto é possível e natural para nós.

Este trabalho exige lucidez total, se estar atento a cada pensamento, a cada emoção, a cada sensação, as percebendo, mas não se deixando dominar por elas: Perceber não significa absorver, tomar consciência não significa validar, do grau de importância, e se identificar com o objeto da percepção.... O estimulo, externo ou interno, é só parte do cenário, e usamos o livre arbítrio de vai nos afetar, o como, porque, se desejamos nos relacionar com este estimulo, ou não…mesmo que o estimulo seja uma perda importante de algo, o como vamos lidar com o fato real, é nossa escolha, que processos mentais e emocionais são mais saudáveis para nós a cada momento...
Domínio mental, emocional, dos condicionamentos, das crenças é escolha, fruto do livre arbítrio...mas também temos o livre-arbítrio de ficarmos identificados com nosso desvalor, a autoimagem distorcida de quem somos, limitados pela forma, pelo que cremos que somos e podemos...mas se evoluir pela inteligência e amor tem preço, exige esforço, dedicação, autoconsideração, carinho, auto apoio, acolhimento sem mimos, fazer companhia a si mesmos (sem terceirizar as carências internas, pois o externo não nós preenche por muito tempo, e cada vez estaremos vampirizando mais a fonte de “nutrição” escolhida).

A dadiva do livre-arbítrio é o podermos mudar a escolha a qualquer momento...se escolhemos algo ontem, que hoje nos limita, podemos mudar nossa crença agora, pela tomada de consciência, e mudarmos nosso plantio, modificando a colheita. Mas se optarmos por não escolher, a vida se encarregará de nos conduzir e iremos evoluir pelo sofrimento, pois estamos optamos por resistir à vida....
O autodomínio, a tomada de posse de si mesmo, o autocentramento, faz parte do caminho evolutivo de um candidato a Co-Criador...e se manter em paz, mesmo quando existe caos na nossa realidade, o fundo do poço foi atingido, é um aprendizado necessário...um co-criador nunca poderá sair de seu equilíbrio, por qualquer estimulo, seja externo ou interno…a serenidade deve ser seu estado Natural…sabendo utilizar a força correta, no ponto exato, na hora mais eficiente...

Apenas pelo autodomínio se encontra o estado de serenidade, de equilíbrio dinâmico, de menor gasto de energia (sem resistências, sem contenção, balanço natural) e de maior eficiência, um estado ordenado, mas não passivo. Mas para alcança-lo muita dedicação deverá ser ativada, muito esforço, lutar por si mesmo será exigido...o Estado de Serenidade não é para qualquer um, não é dadiva divina, não pode ser induzida por ninguém mais que alguns breves momentos necessários para que reconheçamos este estado, sua possibilidade, é conquista, fruto da autovalorização....
Fé ativa e passiva – Poder da crença e descrença - Somatória.

No processo de autoanalise, na busca de nos observarmos e sabermos como nós funcionamos, como reagimos aos estímulos, o que tem o poder de mexer conosco e nos tirar o equilíbrio, ou seja nos afeta, mobiliza algum conteúdo interno nosso afetável pelo estimulo, ou seja, algo que precisa que tomemos consciência para podermos modificar, já que temos o livre arbítrio de fazê-lo (ou não).
O conjunto de pensamentos, ideias, condicionamentos de respostas, de emoções, até mesmo o modo que a energia flui nas sinapses, se ativa atração-repulsão são frutos daquilo que validamos em nós, como sendo para nós, geramos nossas estruturas de crenças, nosso código interno de leis de certo e errado, de valores, que nosso tribunal “pessoal” utiliza para nos conduzir pela vida, nossa autoimagem...o que pensamos de nós é o que irá atrair nossa realidade...se nosso foco de crenças produz uma autoimagem distorcida, composta pela retroalimentação que recebemos dos outros, que nos “viam” de forma distorcida pelas suas lentes, daquilo que eles esperavam que fossemos para satisfazer as suas necessidades, faze-los felizes ( e não as nossas...). Como Narciso vemos apenas nosso reflexo na agua (ambiente), e o usamos para percebermos a nós mesmos....não valorizamos a nossa auto percepção,...nossa crença do quem somos diverge muito de quem realmente somos, e esta distorção, gera uma negativação de nós mesmos, ainda mais se tivermos o condicionamento de nós comparar, seja nos colocando abaixo destruindo a autoestima, entrando no desvalor, ou mesmo inflando o ego, nos colocando como melhores, especiais, dependendo de como este “espelhamento” distorce nossa auto percepção.

Da mesma forma, todas as pessoas com quem convivemos , que cremos serem reais, sabermos com elas são, são apenas projeções do que pensamos que elas sejam, ora realçamos suas qualidades, em outras seus defeitos, conforme nossa ótica de que gostamos ou não...aquilo que não gostamos nela, descrevemos como defeito, que ela deve evitar de ser para que a aceitemos e gostemos dela...da mesma forma, tendemos a “incorporar” as expectativas do outro, para recebermos sua atenção, seu amor, e que ele ao nos fazer sentir especiais, nos faça sentir acolhidos.

Ou seja, vivemos em um mundo de mascaras, onde ninguém percebe realmente ao outro, tem uma ideia apenas projetada dele, e nossa atuação como espelho, como estímulos da percepção do outro, gera uma pseudo realidade, e para nos adaptarmos e nos relacionarmos neste mundo de espelhos, contivemos nosso temperamento, nossa verdadeira natureza, por comportamentos baseados em crenças do que é funcional para nós, para sobreviver neste mundo caótico.
Ligamos muito a palavra da Fé com a religiosidade, mas nada tem a ver com isto, a fé não se expressa externamente, mas pode ser ativada por um modelo externo.

Nosso conjunto de crenças de quem somos, como agir, os valores que devemos demonstrar para sobreviver, são o foco de nossa fé...se nossa autoimagem é negativada, estamos nos contendo pelo medo, por condicionamentos, pela ansiedade que o futuro será de “pobreza/necessidades”, por expectativas ora exaltadas, ora frustradas, nossa fé ativada está em nosso desvalor, na nossa incapacidade de lidar com a vida, com seus desafios.
Mas se nossa autoimagem é inflada, também existem distorções e aparentemente é positiva, apenas utilizamos uma máscara que protege nossas fragilidades, inclusive de nós mesmos, também temos uma autoimagem distorcida e negativada a respeito de nós mesmos, sendo nossa real condição, jogada debaixo do tapete, bem escondida dos olhos....

Tudo o que somos, pensamos ser, o que os outros pensam que somos e validamos, fazem parte de nossa fé sobre nós mesmos... temos fé nesta visão sobre nós...
O que varia, apesar de nosso pacote de autoimagem ser constante, é o que estamos ativando a cada momento, pois também obedecemos a lei do ritmo, temos altos e baixos...e sem autodomínio, os nossos estados emocionais- vibracionais nos absorvem, fazendo com que nos identifiquemos com eles. Por isto o autodomínio é tão importante, pois permite que apesar de estarmos vivenciando uma situação em um certo nível, possamos modificar nossa consciência a ponto da auto-observação impessoal, e percebermos que fé está ativada neste momento, e termos o poder de ativar outra fé, mais adequada, mudando assim, instantaneamente todas nossas respostas padrões, condicionadas.

Se mudamos nosso foco de fé ativa, mudamos toda a realidade. Mas neste momento apenas estamos colocando energia em um ponto e desvitalizando/passivando o outro, mas não geramos uma mudança real, definitiva…desta forma as situações se repetem, apenas mudando o cenário…dependendo da energia colocada em cada crença. Se a fé nela está ativada ou passivada.
A Lei da atração, apresentada no filme “quem somos nós”, nos dá a ideia de que basta apenas ativarmos a fé naquilo que desejamos, por alguns momentos e aquilo se tornará real...mas quantos o fazem, e não tem o resultado projetado, plasmado?

Não basta apenas ter uma fé ativa, mas sim termos domínio da SOMATORIA das crenças que temos ativadas em nós. E fé é algo absoluto, e não relativa...ou se tem fé em algo, ou não... não há espaço para meia fé, para dúvidas, para “condições”...ou É ou não É, sem talvez...
Por exemplo – queremos a Ferrari, fazemos muitos exercícios de fé absoluta que a iremos ter (nem que seja para vende-la e ficar com o dinheiro), mas na somatória das crenças existe muita fé ativada nos negativando, tal como o fato de que se der uma voltinha com ela, a probabilidade de acidente é alta, de medo da opinião alheia quanto a nossa capacidade de ter uma, de forma honesta, de nossos méritos…será que merecemos, e será que bancamos mesmo termos uma Ferrari?  No total do tempo, a somatória de nossa fé no nosso valor é negativada, portanto as coisas boas não são atraídas....

O que atrai algo para nossa realidade é nossa fé ativada na maior parte do tempo....por isto é tão importante que aos poucos, com o uso do autodomínio, busquemos nos positivar, corrigindo todas distorções na nossa autoimagem, ou seja, nós aceitarmos assim como somos verdadeiramente, desidentificando da( s)  mascara(s) usadas como ferramentas de relacionamento com o mundo externo e interno, para nos identificarmos com nossa essência, com aquele que nosso espirito projetou para se manifestar cá embaixo.
Estar positivo, é se adequar não ao meio, mas aceitar a si mesmo, com todas suas qualidades, mas com coragem de assumir suas fragilidades, ao menos perante si mesmo. Qualquer desvio nesta aceitação, é negativação do autovalor, é o poder de fé ativa invertida, servindo ao mundo e não a nós.

A novidade, que explica porque mesmo aquele que faz atividades de caridade, se dedica algumas horas por dia a sua “missão” evolutiva, não tem uma vida feliz, recompensa por sua dedicação, é que na Somatória de sua Fé ativada, está se negativando, afastado de suas Essência. Na consciência pode até ter ativada crenças de bondade, atitudes boas, fraternas, mas a somatória de sua fé passiva, subconsciente de desvalor é muito maior energeticamente( vibracionalmente) falando, que traz uma realidade caótica, de desvalor.
Na positivação, vamos aos poucos, a cada mudança de crença, se aproximando de nossa essência, ou seja, nos positivando...enquanto tivermos 80-60% de fé passiva nos negativando, e apenas alguns pontos de fé ativa, seremos vítimas da realidade, que nos absorve. Podemos reparar que nas áreas onde temos sucesso, existe uma fé ativada cerca de 80-90% em nosso valor, em nossa capacidade nesta área…quanto maior o sucesso, maior é nossa fé ativada e positivada nesta área, somos mais maduros, capazes de encarar o que vier e nós apoiar...e nas que encaramos o fracasso, nossa fé ativada está no desvalor, negativada, somos inseguros, imaturos, com medo de não dar conta se algo sair da zona de conforto....

Aquele se deseja se tornar um co-criador que gera para si mesmo, e ao seu entorno, além de ter autodomínio, equilíbrio, serenidade, também precisa ter domínio sobre sua fé, aquilo que ativa o poder de atração (positividade real), e o que ativa o poder de repulsão (negativação, desvalor, medos...)
Princípio da paz versus caos

Uma vez que já conseguimos conduzir nossos pensamentos e nossas emoções da forma a manter-nos serenos, mesmo que exista o caos no ambiente, pela capacidade de nós auto observar e deixarmos de ser reativos, seja aos estímulos externos, seja as formas pensamento que vivem em nosso campo áurico, já observamos nossas crenças e onde colocamos nossa fé ativa, e iniciamos a nos conduzir a um estado de positivação, onde nos desidentificamos com a autoimagem distorcida, ou seja, já conseguimos um estado mais desidentificado da persona que assumimos para esta encarnação e seus condicionamentos, podemos ir buscar um nível acima, onde nossa Essência pode se manifestar em nós, e aos poucos nos auxiliar no processo de positivação como sendo estado constante.
Todos já vivemos momentos de paz interna, onde as preocupações do dia a dia, parecem que sumiram, nossas ligações com o caos externo e mesmo interno cederam, , Em geral foi um momento de deslumbramento, ao ver um nascer ou pôr do sol, ao observar o sorriso de um bebe, contagiados pela sua expressão, pela beleza de algo....Naquele momento  vivemos a presença no aqui e agora, nada mais tinha importância naquele momento...sem pensamentos, sem emoções, só a sensação de estar em fusão com o momento....

Mas este momento pode ser reproduzido, a PAZ PODE SER AUTO IMPOSTA, podemos mandar a mente silenciar, as emoções se aclamarem, silenciarem, a tempestade energética interna ceder…com um simples comando: ESTOU EM PAZ!
Paz não é um presente dado por alguma condição externa, nem conquista de mente e emoções contidas ao invés de educadas....

Estar em Paz é uma atitude, é FÉ ATIVADA. É crer que se pode estar em paz, não importa o que acontecer...é estar sereno, em equilíbrio dinâmico....
Estar no ESTADO de PAZ é um condicionamento auto imposto pelo domínio, pela certeza absoluta na sabedoria interna, na capacidade de ter a melhor solução seja qual for a situação, pela PRESENÇA de nossa verdadeira ESSENCIA.

Parece fácil, mas então porque não nós mantemos em paz o tempo todo- apenas porque não acreditamos na paz....acreditamos em evolução pelo sofrimento, em provas difíceis s ao invés de aprendizados evolutivos, em culpa, em pecados, ou seja temos fé ativas que nós negativam, que nos impedem do mérito de estar em paz....a ponto de quando estamos mais equilibrados, ficarmos culpados de estarmos felizes, enquanto tanta gente sofre a nossa volta....como se ao sermos infelizes, os estivéssemos ajudando, sendo empáticos na falsa humildade.
Mas entrar em estado de paz auto imposta é fácil, é obter o menor gasto de energia com a maior eficiência, é se abrir para a conexão para a Presença da sua Essência, onde o ego se torna ferramenta funcional da Manifestação do próprio Espirito, pelo qual o Poder de Criação inteligente e amoroso da Centelha divina se manifesta através de nós, para o meio, o “ordenando” e passando por nós, ordena nosso caos interno, ilumina nossa ignorância, nos regenera, devolve nosso equilíbrio ao que deveríamos estar manifestando se não fosse nossa negativação ( viver em negação ao que verdadeiramente fomos criados para serem e manifestar)

O Exercício de Paz auto imposta é uma forma de estar na Presença, se colocar como canal dela, não apenas em meditação, mas quando trabalhamos, quando estudamos, quando nos relacionamos....podemos nos tornar um Estado de paz ordenadora, pela nossa simples presença...pois manifestar paz e ser agente ordenado, não pelo que cremos que o meio deveria ser, pela vontade do ego, para formatar o mundo ao que ele deveria ser para ficarmos em paz, felizes, mas apenas sendo fonte de ordem tal como o sol, que não se impõe, mas se doa, apenas porque sua natureza é ser Sol e iluminar...
Mas porque não mantemos este estado de paz, já que ele atende as Leis divinas e ansiamos por ele?  

Começamos pela palavra ansiamos...todo que não é equilíbrio, domínio natural, mas está sob contenção, sob formatação, que gera aprisionamento de energia (estagnação) ou liberação caótica, é oposto a paz. As aflições, os dramas, o medo do futuro, as magoas do passado, são mais que apenas vazios de sabedoria, são pontos energéticos, verdadeiros buracos negros que geram caos no ambiente no entorno, atraindo energia, vampirizando o ambiente e pessoas, por suas carências, ou seja, pelo caos interno, pelo baixo potencial energético e vibratório, pela falta de domínio de si mesmo.
Paz é agente ordenadora do caos, mas não consegue se fixar naquilo que está em caos...por isto é necessário a Imposição do estado de paz , ativando sua fé absoluta na paz interna, de forma que a cada momento da paz, a Presença se faça, e a ordenação seja feita, pouco a pouco...aos poucos ficar em paz, centrados fica mais fácil, entrar na presença, e se banhar em sua sabedoria além da compreensão da mente....mas basta um pensamento de aflição, uma dúvida, para que este estado se quebre, e a Presença se afaste....ela não se impõe, é de nosso livre arbítrio nos mantermos ( ou não) na sua Presença, e este arbítrio se deve a somatória de nossa fé ativada o tempo todo, e nossas oscilações nos estados de fé, ora mais positivas, ora mais negativadas, e a energia que focamos em nós auto impor estes estados, quebrando condicionamento, desapegando da autoimagem distorcida, de nossas identificações com aquilo que cremos que fará o meio nos nutrir....apenas precisa do meio como fonte de nutrição, quem não está em paz, quem vibra o caos em algum aspecto de sua vida...pois a maior fonte de nutrição que qualquer ser pode contar é com a centelha em si mesmo, mas esta só se manifesta no estado de Paz...

Eis um bom exercício, extremamente simples de conexão...apenas decretar em si mesmo o Estado de paz....